{"id":34195,"date":"2019-05-13T00:00:00","date_gmt":"2019-05-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-mulher-pronta-ao-sacrificio\/"},"modified":"2019-05-13T00:00:00","modified_gmt":"2019-05-13T03:00:00","slug":"mae-mulher-pronta-ao-sacrificio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/mae-mulher-pronta-ao-sacrificio\/","title":{"rendered":"M\u00e3e, mulher pronta ao sacrif\u00edcio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz<br \/>\nArcebispo da Para\u00edba (PB)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O dom da maternidade sempre ocupou um lugar especial na conviv\u00eancia humana. Ser m\u00e3e sempre nos lembrou a arte do carinho e do cuidado constantes. No geral, todos n\u00f3s fomos marcados pela linguagem concreta do amor que passa pelas m\u00e3os dedicadas de nossas m\u00e3es. A cultura que nos toca n\u00e3o apresenta claramente o papel fundamental da maternidade. Vemos constantemente a figura da m\u00e3e, principalmente no final da vida, sendo sutilmente desprezada. Em umas de suas magnificas catequeses, a do dia 07 de janeiro de 2015, o Papa Francisco reafirmou que cada pessoa humana deve sua vida a uma m\u00e3e: &#8220;Cada pessoa humana deve a vida a uma m\u00e3e e quase sempre deve a ela muito da pr\u00f3pria exist\u00eancia sucessiva, da forma\u00e7\u00e3o humana e espiritual. A m\u00e3e, por\u00e9m, mesmo sendo muito exaltada do ponto de vista simb\u00f3lico \u2013 tantas poesias, tantas coisas belas se dizem poeticamente da m\u00e3e \u2013 \u00e9 pouco escutada e pouco ajudada na vida cotidiana, pouco considerada no seu papel central da sociedade. Antes, muitas vezes se aproveita da disponibilidade das m\u00e3es a sacrificar-se pelos filhos para \u201ceconomizar\u201d nas despesas sociais.&#8221; Como crist\u00e3os n\u00e3o podemos admitir tal tra\u00e7o da cultura de morte. A maternidade \u00e9 um grande dom de Deus para &#8220;humanizar&#8221; as pessoas humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Naturalmente, toda m\u00e3e conhece profundamente o carisma do mart\u00edrio, escolhe o esquecimento de si para estar \u00e0 servi\u00e7o dos filhos e da fam\u00edlia. Na rela\u00e7\u00e3o maternal, os filhos s\u00e3o frequentes destinat\u00e1rios de um amor que se entrega e que afugenta o individualismo e o ego\u00edsmo. Uma mulher que, verdadeiramente acolhe o dom da maternidade, conhece bem a prontid\u00e3o do sacrif\u00edcio pelos filhos e jamais calcula os seus atos e esfor\u00e7os. Para Dom Oscar Romero, o comportamento maternal confunde-se com uma esp\u00e9cie de \u201cmart\u00edrio materno&#8221;; a gra\u00e7a de ser m\u00e3e revela ostensivamente as p\u00e1ginas de sangue do Evangelho de Jesus: o silencio que acompanha, a ren\u00fancia cotidiana e a miseric\u00f3rdia que permanece sempre. Estas s\u00e3o marcas inconfund\u00edveis da vida dos m\u00e1rtires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossas sociedades reclamam pela cultura da maternidade marcada pelo sacrif\u00edcio, pois &#8220;uma sociedade sem m\u00e3es seria uma sociedade desumana, porque as m\u00e3es sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedica\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a moral. As m\u00e3es transmitem, muitas vezes, tamb\u00e9m o sentido mais profundo da pr\u00e1tica religiosa: nas primeiras ora\u00e7\u00f5es, nos primeiros gestos de devo\u00e7\u00e3o que uma crian\u00e7a aprende, \u00e9 inscrito no valor da f\u00e9 na vida de um ser humano&#8221; (Papa Francisco).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz Arcebispo da Para\u00edba (PB) O dom da maternidade sempre ocupou um lugar especial na conviv\u00eancia humana. Ser m\u00e3e sempre nos lembrou a arte do carinho e do cuidado constantes. 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