{"id":34296,"date":"2019-05-27T00:00:00","date_gmt":"2019-05-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/220438-2\/"},"modified":"2020-03-11T21:22:13","modified_gmt":"2020-03-12T00:22:13","slug":"220438-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/220438-2\/","title":{"rendered":"Apesar dos avan\u00e7os, mulheres ainda carecem de reconhecimento e equipara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em><strong>\u201cSe quisermos um futuro melhor, se sonharmos com um futuro de paz, precisamos dar espa\u00e7o \u00e0s mulheres\u201d.<\/strong><\/em> Essa foi uma das falas do papa Francisco durante o encontro com a delega\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Judaico Americano, por ocasi\u00e3o do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de mar\u00e7o deste ano. O discurso do pont\u00edfice vai de encontro com uma caracter\u00edstica da cultura do presente \u2013 o reconhecimento do papel que a mulher desempenha na vida p\u00fablica, principalmente no mundo do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos \u00faltimos anos, a participa\u00e7\u00e3o da mulher brasileira no mercado de trabalho tem ganhado destaque. Em 2007 a presen\u00e7a feminina representava 40,8% do mercado formal. J\u00e1 em 2016, esse n\u00famero subiu para 44%. Os dados s\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho baseados em pesquisas do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) e da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais). Al\u00e9m do mundo do trabalho, a crescente presen\u00e7a das mulheres tamb\u00e9m ganhou destaque no \u00e2mbito acad\u00eamico, na pol\u00edtica, nas institui\u00e7\u00f5es civis e no empreendedorismo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_220442\" aria-describedby=\"caption-attachment-220442\" style=\"width: 329px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220442\" rel=\"attachment wp-att-220442\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220442 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Institucional-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"329\" height=\"219\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220442\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mariana Bicalho, Community Builder e fundadora do grupo \u201cMommys\u201d no Facebook. Foto: Fabiana Cristina<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente, as mulheres brasileiras ultrapassaram os homens na cria\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios. A taxa de empreendedorismo feminino de empresas com at\u00e9 tr\u00eas anos e meio de exist\u00eancia ficou em 15,4% frente aos 12,6% entre os homens. As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o no estudo Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenado no Brasil pelo Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0 Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ). \u00a0Apesar desse crescimento, uma boa parte das mulheres ainda passa por dificuldades que muitos homens n\u00e3o encontram, tais como o equil\u00edbrio entre atividades dom\u00e9sticas versus o emprego fora de casa e a diferen\u00e7a salarial. Conciliar maternidade e trabalho tamb\u00e9m continua sendo um desafio para a maioria das mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antes mesmo de dar \u00e0 luz, a Mariana Bicalho, 40, j\u00e1 sabia que no momento em que se tornasse m\u00e3e n\u00e3o ia querer mais exercer a sua profiss\u00e3o como advogada. Seu ritmo era intenso e ela tinha certeza que n\u00e3o conseguiria conciliar com a maternidade. <em><strong>\u201cDesde o momento em que decidi engravidar j\u00e1 fui pensando em alternativas para largar o Direito\u201d, conta. Para acompanhar mais de perto o crescimento dos filhos, a Laura Bicalho, de 3 anos e o Lucas Bicalho, de 7 anos, e ter liberdade para cuidar da rotina deles, ela decidiu empreender.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_220444\" aria-describedby=\"caption-attachment-220444\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220444 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Mariana-e-as-Crian\u00e7as-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-220444\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mariana Bicalho, m\u00e3e da Laura Bicalho, 3, e do Lucas Bicalho, 7. Foto: Ivna S\u00e1<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Fundadora do grupo \u201cMommys\u201d no Facebook, comunidade digital que j\u00e1 conta com a participa\u00e7\u00e3o de mais de seis mil m\u00e3es brasileiras, inclusive residentes em v\u00e1rias partes do mundo, Mariana conta que a ideia surgiu de forma despretensiosa. <em><strong>\u201cO Mommys surgiu h\u00e1 pouco mais de oito anos quando eu estava gr\u00e1vida do meu primeiro filho e me vi cheia de d\u00favidas e com muita vontade de conversar com pessoas que estavam vivendo o mesmo que eu, era um universo totalmente novo. Decidi ent\u00e3o reunir algumas amigas gr\u00e1vidas e que tinham acabado de ter beb\u00ea. Esse grupo rapidamente cresceu, hoje somos mais de 6.200 m\u00e3es reunidas em um grupo secreto do Facebook\u201d, afirmou.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_220441\" aria-describedby=\"caption-attachment-220441\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220441\" rel=\"attachment wp-att-220441\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220441 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/fam\u00edlia-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220441\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mariana Bicalho com seu esposo e filhos. Fotoo: Let\u00edcia Spirandelli<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentro do grupo, Mariana foi identificando demandas e tentando resolv\u00ea-las e assim foi construindo o seu neg\u00f3cio, realizando eventos para as m\u00e3es e produzindo conte\u00fado. <em><strong>\u201cA maternidade chega com muitos desafios, a m\u00e3e se torna invis\u00edvel, muitas vezes ela mesmo se esquece, se deixa de lado. Esse olhar amoroso e acolhedor para as m\u00e3es \u00e9 necess\u00e1rio para que elas entendam que a maternidade pode ser leve, e que se cuidarmos de n\u00f3s, isso ir\u00e1 refletir em toda a fam\u00edlia, pois uma m\u00e3e feliz cria filhos felizes\u201d, disse.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante de tantos feedbacks positivos que recebia, Mariana descobriu que o Mommys era sua miss\u00e3o e que seu prop\u00f3sito estava ali. \u201cMinha paix\u00e3o e minha energia estavam depositadas nessa comunidade\u201d, afirmou. Atualmente, o grupo conta com o Portal Mommys \u2013 um site que oferece conte\u00fado de qualidade, um blog e uma revista digital bimestral \u2013 e um projeto offline que promove palestras e eventos peri\u00f3dicos para fortalecer as rela\u00e7\u00f5es entre as mommys, por meio de experi\u00eancias, trocas e aprendizados. <em><strong>\u201cCom o passar do tempo fui entendendo porque era t\u00e3o importante para as m\u00e3es ter essa rede de apoio, acolhimento e amor\u201d, reiterou.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Divis\u00e3o de responsabilidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para conciliar fam\u00edlia e trabalho, muitas vezes, \u00e9 necess\u00e1rio haver mudan\u00e7as radicais na organiza\u00e7\u00e3o da vida familiar. Compatibilizar estas responsabilidades provoca um enorme desgaste principalmente para as mulheres, pois mesmo com o avan\u00e7o no mercado de trabalho feminino, bem como com a crescente participa\u00e7\u00e3o das mulheres no espa\u00e7o p\u00fablico, ainda s\u00e3o elas que se encarregam, em maior propor\u00e7\u00e3o, \u00e0s tarefas familiares, assumindo assim uma dupla jornada, a de mulher-profissional e a respons\u00e1vel pelo cuidado de filhos e familiares.<\/p>\n<figure id=\"attachment_220446\" aria-describedby=\"caption-attachment-220446\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220446\" rel=\"attachment wp-att-220446\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220446 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Paula-Pizzato-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"233\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220446\" class=\"wp-caption-text\"><em>Paula Pizzato, 38, amamenta a sua filha Lisa Pizzato, 6 meses, enquanto trabalha. Foto: Acervo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Paula Pizzatto, 38, estava de licen\u00e7a-maternidade e retornou ao trabalho recentemente, motivo pelo qual ainda est\u00e1 se adaptando a nova rotina. \u201cMinha carreira sempre foi a prioridade da minha vida. Imaginava que pouco mudaria sendo m\u00e3e, mas tinha curiosidade em saber como conseguiria conciliar a maternidade com a carga hor\u00e1ria e as viagens do trabalho. Jamais cogitei deixar de trabalhar em raz\u00e3o disso. Sabia que quando chegasse o momento, daria tudo certo\u201d, contou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paula \u00e9 nutricionista e atua na fun\u00e7\u00e3o h\u00e1 16 anos. Quando engravidou da Lisa Pizzato Mink, atualmente com seis meses de idade, ela e seu marido estavam em pleno consenso de que a filha passaria a ser prioridade em suas vidas e que os dois seriam respons\u00e1veis pelos cuidados com a pequena nos primeiros anos de vida. <em><strong>\u201cOptamos em trabalhar menos horas por dia e n\u00e3o precisar arcar com despesas de creche ou cuidador\u201d, apontou.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_220445\" aria-describedby=\"caption-attachment-220445\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220445\" rel=\"attachment wp-att-220445\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220445 size-medium\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Paula-Pizzato-2-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220445\" class=\"wp-caption-text\"><em>Paula Pizzato e sua filha Lisa Pizzato. Foto: Acervo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">A empresa em que Paula atua aceitou sua proposta de desenvolver seu trabalho em casa e dessa forma, tanto ela como o esposo conseguiram se organizar, intercalando os deveres com a filha, as tarefas dom\u00e9sticas e os cuidados com a sa\u00fade da fam\u00edlia. <em><strong>\u201cTrabalhar em casa \u00e9 realmente um privil\u00e9gio, especialmente porque o hor\u00e1rio \u00e9 flex\u00edvel e participo de todos os momentos especiais do desenvolvimento da minha filha\u201d, garante.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paula concorda que hoje, as mulheres que trabalham n\u00e3o deixam os afazeres dom\u00e9sticos de lado. <em><strong>\u201c\u00c9 um ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es. Parece que faltam horas no dia para realizar todo o planejado. Por isso, precisamos de disciplina e organiza\u00e7\u00e3o, do contr\u00e1rio, muito deixa de ser feito\u201d<\/strong><\/em>, garante. Para ela, estabelecer prioridades \u00e9 primordial e consente que a participa\u00e7\u00e3o do homem em casa, seja nas tarefas de casa ou nos cuidados com os filhos, aumentou muito com o passar do tempo.\u00a0<em><strong>\u201cColabora\u00e7\u00e3o, cumplicidade.\u00a0Considero isso fundamental para a harmonia da fam\u00edlia. Juntos vamos mais longe\u201d, afirma.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Diferen\u00e7a salarial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mercado de trabalho brasileiro mostra que as mulheres ainda t\u00eam um longo caminho a percorrer para obter o mesmo reconhecimento que os homens. Pesquisa realizada pelo site de empregos Catho, em 2019, com quase oito mil profissionais mostra que elas ganham menos que os colegas do sexo oposto exercendo os mesmos cargos, \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e com os mesmos n\u00edveis de escolaridade pesquisados. A diferen\u00e7a salarial chega a quase 53%. Al\u00e9m disso, mulheres ainda s\u00e3o minoria ocupando posi\u00e7\u00f5es nos principais cargos de gest\u00e3o, como diretoria, por exemplo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_220443\" aria-describedby=\"caption-attachment-220443\" style=\"width: 287px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220443\" rel=\"attachment wp-att-220443\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220443 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Maria-do-Socorro-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"215\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220443\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mariana do Socorro com seu marido e filhos. Foto: Acervo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria do Socorro Nunes de Melo, 50, \u00e9 sargento da Policia Militar do Distrito Federal (PMDF) e m\u00e3e de tr\u00eas filhos: o Isaac Nunes Melo, 21, a Yasmin Nunes Melo, 18, e a Joyce Nunes Melo, 10. Para ela, o ponto positivo de ser militar \u00e9 o de ter um regulamento que funciona para homens e mulheres. Ela explica que o que difere no sal\u00e1rio da categoria \u00e9 o posto\/gradua\u00e7\u00e3o que cada um exerce ou tem. \u201cN\u00e3o h\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, agora para assumir um certo comando, sim, a mulher tem que se superar, mostrar com efic\u00e1cia sua compet\u00eancia\u201d, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">V\u00e2nia L\u00facia Ferreira Leite, 49, acredita ser importante a equipara\u00e7\u00e3o salarial entre homens e mulheres. <em><strong>\u201cHouve muitas mudan\u00e7as, mas queremos atingir o ponto ideal, como por exemplo, a igualdade salarial. \u00c9 importante n\u00e3o visualizar a mulher como uma figura ilustrativa, mas como uma profissional competente\u201d, afirma.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_220449\" aria-describedby=\"caption-attachment-220449\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220449\" rel=\"attachment wp-att-220449\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220449 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/V\u00e2nia-L\u00facia-e-Fam\u00edlia-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"185\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220449\" class=\"wp-caption-text\"><em>V\u00e2nia L\u00facia \u00e9 m\u00e3e de tr\u00eas filhos e atualmente atua como assessora nacional da Pastoral da Crian\u00e7a. Cr\u00e9dito: Daniel Flores\/CNBB<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">M\u00e3e de dois filhos, o Andr\u00e9 Henrique, 27, e a Alessandra Helena, 23, V\u00e2nia \u00e9 bacharel em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e atualmente atua como assessora nacional da Pastoral da Crian\u00e7a, organismo de a\u00e7\u00e3o social vinculado \u00e0 Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela tamb\u00e9m exerce as fun\u00e7\u00f5es de Conselheira Nacional de Sa\u00fade (CNS), coordenando a Comiss\u00e3o Intersetorial de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade nos Ciclos de Vida do Distrito Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Direitos e Deveres<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar de, nos \u00faltimos vinte anos, v\u00e1rias mudan\u00e7as sociais, pol\u00edticas, culturais e jur\u00eddicas terem favorecido a consolida\u00e7\u00e3o dos direitos da mulher, culminando com o reconhecimento do papel significativo que o sexo feminino tem, V\u00e2nia acredita que tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao acolhimento da justi\u00e7a brasileira para com as mulheres, diminuindo suas fragilidades. Como exemplo, ela cita a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, e que garante \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de risco prote\u00e7\u00e3o privilegiada e efetiva do Estado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_220448\" aria-describedby=\"caption-attachment-220448\" style=\"width: 331px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?attachment_id=220448\" rel=\"attachment wp-att-220448\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-220448 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/V\u00e2nia-L\u00facia-2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"331\" height=\"203\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-220448\" class=\"wp-caption-text\"><em>V\u00e2nia L\u00facia. Foto: Daniel Flores\/CNBB<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra recente \u00e9 a Lei do Feminic\u00eddio que entrou em vigor em 2015, alterando o c\u00f3digo penal para incluir mais uma modalidade de homic\u00eddio qualificado, o feminic\u00eddio, que \u00e9 quando o crime \u00e9 praticado contra a mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o de sexo feminino. <em><strong>\u201cTenham certeza que continuaremos lutando pela igualdade dos nossos direitos e deveres garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\u201d, enfatiza V\u00e2nia.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com tantos obst\u00e1culos que, em v\u00e1rias partes do mundo, impedem ainda \u00e0s mulheres a sua plena inser\u00e7\u00e3o na vida social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a Igreja tamb\u00e9m reconhece que resta muito a fazer para que o ser mulher e m\u00e3e n\u00e3o comporte discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do papa Francisco, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em <em><strong>Carta \u00e0s Mulheres (1995)<\/strong>, <\/em>j\u00e1 argumentava que \u00e9 necess\u00e1rio conseguir onde quer que seja a igualdade efetiva dos direitos da pessoa e, portanto, id\u00eantica retribui\u00e7\u00e3o salarial por categoria de trabalho, tutela da m\u00e3e-trabalhadora, justa promo\u00e7\u00e3o na carreira, igualdade entre c\u00f4njuges no direito de fam\u00edlia e o reconhecimento de tudo quanto est\u00e1 ligado aos direitos e aos deveres do cidad\u00e3o num regime democr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><strong>\u201cObrigado a ti,<\/strong> <strong>mulher,\u00a0pelo simples fato de seres\u00a0mulher!\u00a0Com a percep\u00e7\u00e3o que \u00e9 pr\u00f3pria da tua feminilidade, enriqueces a compreens\u00e3o do mundo e contribuis para a verdade plena das rela\u00e7\u00f5es humanas\u201d<\/strong><\/em> (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II).<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Inser\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">60% das mulheres desejam compatibilizar o trabalho com a vida familiar<br \/>\n20% prefere de dedicar exclusivamente \u00e0 fam\u00edlia<br \/>\n20% prioriza o trabalho em certos momentos do pr\u00f3prio itiner\u00e1rio existencial e profissional<br \/>\nFonte: HAKIM, C. Work-Lifestyle Choices in the 21\u00ba Century. Dritain Journal of Sociology.<\/p>\n<p><em><strong>Foto capa: Ivna S\u00e1<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mat\u00e9ria publicada na Revista Bote F\u00e9 das Edi\u00e7\u00f5es CNBB traz uma panorama sobre a dupla jornada das mulheres<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":34302,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[750,856],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34296"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=34296"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34296\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/34302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=34296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=34296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=34296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}