{"id":34577,"date":"2019-06-25T00:00:00","date_gmt":"2019-06-25T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/eucaristia-e-mundo-do-trabalho\/"},"modified":"2019-06-25T00:00:00","modified_gmt":"2019-06-25T03:00:00","slug":"eucaristia-e-mundo-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/eucaristia-e-mundo-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Eucaristia e mundo do trabalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. A partir da reforma lit\u00fargica do Conc\u00edlio Vaticano II \u00e9 destacada a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o da vida em nossas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, pois estas n\u00e3o acontecem de forma abstrata, mas celebram os fatos salv\u00edficos no hoje da nossa hist\u00f3ria. Assim, a Liturgia \u00e9 o cume para o qual tende a a\u00e7\u00e3o da Igreja e a fonte donde emana toda a sua for\u00e7a, conservando na vida dos fi\u00e9is o que receberam pela f\u00e9 (cf. SC 10). Por isso tanto se destaca a participa\u00e7\u00e3o plena, consciente, frutuosa e ativa, a fim de que n\u00e3o seja recebida em v\u00e3o (cf. SC 11 e 14). Isso vale sobretudo para a eucaristia, celebra\u00e7\u00e3o do \u201c<em>P\u00e3o da Vida<\/em>\u201d (cf. Jo 6). Vejamos alguns aspectos da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica que se relacionam com a vida, especialmente com o mundo do trabalho:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li><em>Na eucaristia como a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as<\/em>, a pessoa humana deseja oferecer simbolicamente a Deus tudo o que conquistou pelo trabalho. Ela se v\u00ea representante do pr\u00f3prio Deus no meio das criaturas, qual oper\u00e1rio com Deus (cf. 1Cor 3, 9) e por isso sente-se agradecido e louva Aquele a quem tudo pertence; oferece-lhe os dons de sua obra transformadora e recriadora no universo. \u00c9 o ofert\u00f3rio de sua vida como trabalhador. O p\u00e3o e o vinho, frutos de seu trabalho, s\u00e3o transformados em oferenda lit\u00fargica com todos os demais trabalhos e servi\u00e7os, frustra\u00e7\u00f5es e lutas, realiza\u00e7\u00f5es e esperan\u00e7as. Unidos ao oferecimento do Corpo e Sangue de Cristo, eles participam do gesto redentor (cf. CF 1991, Texto-base, n. 162);<\/li>\n<li><em>Na Eucaristia como sacrif\u00edcio<\/em>, o trabalhador celebra seu sofrimento, sua luta, sua decep\u00e7\u00e3o, enfim seu mundo do trabalho, por vezes em situa\u00e7\u00e3o angustiante, injusta e incerta; celebra a busca de uma realidade mais humana e fraterna, de mais vida para si e seus companheiros. \u00c9 celebrar a passagem (P\u00e1scoa) da morte para mais vida (cf. Idem, n.143). Suportando o que h\u00e1 de penoso e conflituoso no trabalho, assumindo a cruz da transforma\u00e7\u00e3o, em uni\u00e3o com Cristo crucificado, o trabalhador colabora com o Filho de Deus na reden\u00e7\u00e3o da humanidade (cf. Idem, n. 157);<\/li>\n<li><em>Na eucaristia como ceia de comunh\u00e3o<\/em>, o trabalhador celebra a partilha de seu trabalho, mas sobretudo de sua pr\u00f3pria vida com os irm\u00e3os. Seu sentimento faz eco com as palavras de Jesus, quando diz: \u201c<em>tomai e comei, isto \u00e9 meu corpo<\/em>\u201d. O trabalhador pode dizer: \u201c<em>O p\u00e3o que comeis, o vinho que tomais, as vestes que vos cobrem, as ruas, as pra\u00e7as, as ci\u00eancias, os m\u00f3veis, as plantas&#8230; s\u00e3o o meu corpo trabalhador repartido, que faz a vida em abund\u00e2ncia para todos<\/em>\u201d (Almeida Cunha R. I. <em>Teologia do Trabalho<\/em>, p. 166). A partilha da vida de Jesus, o trabalhador do Pai, se repete de forma semelhante na doa\u00e7\u00e3o da vida dos trabalhadores que se entregam pelos irm\u00e3os (cf. Jo 12, 24-26);<\/li>\n<li><em>Na eucaristia como celebra\u00e7\u00e3o festiva e de dimens\u00e3o escatol\u00f3gica<\/em>, o trabalhador reaviva a sua esperan\u00e7a para novos c\u00e9us e nova terra, para os quais tendem os acontecimentos da hist\u00f3ria em todos os setores da vida, tamb\u00e9m no trabalho. Sem essa dimens\u00e3o da esperan\u00e7a a vida perde seu valor e seu sentido; torna-se escravid\u00e3o e fadiga sem raz\u00e3o (cf. CF 91, n. 164). \u00c9 ela que sustenta e valoriza toda luta por uma vida mais humana, solid\u00e1ria e justa no mundo do trabalho.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">A partir dessa reflex\u00e3o poder-se-ia relacionar outros aspectos da missa com a vida do trabalhador. Mas isso fica para voc\u00ea, que celebra sua vida de trabalho na comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul &nbsp; Caros diocesanos. A partir da reforma lit\u00fargica do Conc\u00edlio Vaticano II \u00e9 destacada a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o da vida em nossas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, pois estas n\u00e3o acontecem de forma abstrata, mas celebram os fatos salv\u00edficos no hoje da nossa hist\u00f3ria. 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