{"id":34684,"date":"2019-07-11T00:00:00","date_gmt":"2019-07-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/comunidade-sociedade-e-economia-de-comunhao\/"},"modified":"2019-07-11T00:00:00","modified_gmt":"2019-07-11T03:00:00","slug":"comunidade-sociedade-e-economia-de-comunhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/comunidade-sociedade-e-economia-de-comunhao\/","title":{"rendered":"Comunidade, sociedade e economia de comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dom Reginaldo Andrietta<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo Diocesano de Jales<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos dias atuais, tornou-se corriqueiro atribuir o conceito de comunidade a muit\u00edssimos agrupamentos de pessoas, muito al\u00e9m do contexto religioso, no qual \u00e9 usual. O mundo profissional, acad\u00eamico, esportivo, pol\u00edtico e midi\u00e1tico incorporou-o. No Brasil, esse conceito se difundiu sobretudo por influ\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica, cujo fundamento \u00e9 essencialmente comunit\u00e1rio. Em que medida essa ampla aplica\u00e7\u00e3o do conceito de comunidade est\u00e1 ajudando a sociedade a se estruturar comunitariamente, por exemplo, no campo da economia?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa quest\u00e3o \u00e9 importante para todas as esferas sociais que valorizam a comunitariedade. Afinal, se o estilo comunit\u00e1rio de vida \u00e9 um valor, que tal aplic\u00e1-lo em todos os \u00e2mbitos da sociedade? Para a Igreja, essa quest\u00e3o \u00e9 crucial, afinal \u00e9 sua miss\u00e3o promover comunh\u00e3o interpessoal e social. Sendo este seu \u201cDNA\u201d, qual deve ser o impacto societ\u00e1rio de sua proposta comunit\u00e1ria? As \u201ccomunidades\u201d, seculares ou religiosas, se prop\u00f5em transpor os limites de suas motiva\u00e7\u00f5es particulares, para construir um projeto societ\u00e1rio cooperativo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 evidente que um projeto desse tipo se concretiza, progressivamente, desde o n\u00edvel local ou setorial. Mas, a estrat\u00e9gia deve ser global. A humanidade toda necessita aprender o valor da coopera\u00e7\u00e3o, pois a engrenagem do mundo n\u00e3o funciona assim. A ideologia da concorr\u00eancia impera e \u00e9 pouco, ainda, questionada. Muitos economistas e pol\u00edticos a defendem \u201ccegamente\u201d. O caos social gerado pela extrema liberdade de mercado comprova o falso profetismo do desenvolvimento econ\u00f4mico sem desenvolvimento humano integral e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim sendo, todas as \u00e1reas da sociedade que, de fato, pretendem ser \u201ccomunidades\u201d, t\u00eam por voca\u00e7\u00e3o colaborar para que o mundo, prioritariamente econ\u00f4mico, se desenvolva em moldes cooperativos. Setores juvenis s\u00e3o particularmente importantes para essa empreitada. Por isso, o Papa Francisco est\u00e1 convocando jovens economistas de todo o mundo para um encontro em Assis, na It\u00e1lia, em mar\u00e7o de 2020, que d\u00ea a conhecer quem est\u00e1 estudando e buscando colocar em pr\u00e1tica, conforme diz ele, \u201cuma economia diferente\u201d, sem exclus\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cHoje, mais do que nunca, tudo est\u00e1 intimamente conectado e a salvaguarda do ambiente n\u00e3o pode ser separada da justi\u00e7a para com os pobres e da solu\u00e7\u00e3o dos problemas estruturais da economia mundial. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito ao meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da fam\u00edlia, a equidade social, a dignidade dos trabalhadores e os direitos das futuras gera\u00e7\u00f5es.\u201d Esse desafio apontado pelo Papa para o encontro de Assis, interpela a assim chamada, \u201ccomunidade internacional\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja no Brasil \u00e9 contundente nesse campo, reconhecendo em suas Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora, que \u201cvivemos num sistema social e econ\u00f4mico que \u00e9 injusto na sua raiz\u201d e que o mal est\u00e1 \u201ccristalizado nas estruturas sociais injustas que, em si mesmas, geram exclus\u00e3o e desigualdades, golpeando especialmente a dignidade humana daqueles que j\u00e1 s\u00e3o considerados n\u00e3o s\u00f3 exclu\u00eddos e explorados, mas sup\u00e9rfluos e descart\u00e1veis\u201d (DGAE, n\u00ba 64). Como e com quem a Igreja no Brasil prop\u00f5e afrontar esse sistema, tornando-o cooperativo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em suas Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora, a Igreja confia \u00e0s \u201cComunidades Eclesiais Mission\u00e1rias\u201d o protagonismo de estilos mais aut\u00eanticos de vida comunit\u00e1ria e de a\u00e7\u00f5es que propiciem o avan\u00e7o da sociedade em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201ceconomia de comunh\u00e3o\u201d proposta pelo Papa Francisco. Ela se mostra cada vez mais clara neste prop\u00f3sito a ser implementado no di\u00e1logo social. Os demais setores da sociedade que se pretendem comunit\u00e1rios, estariam dispostos a trilhar esse mesmo caminho? O que, afinal, cada um deles prop\u00f5e e se prop\u00f5e?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Reginaldo Andrietta Bispo Diocesano de Jales Nos dias atuais, tornou-se corriqueiro atribuir o conceito de comunidade a muit\u00edssimos agrupamentos de pessoas, muito al\u00e9m do contexto religioso, no qual \u00e9 usual. O mundo profissional, acad\u00eamico, esportivo, pol\u00edtico e midi\u00e1tico incorporou-o. 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