{"id":34799,"date":"2019-07-29T00:00:00","date_gmt":"2019-07-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/em-carta-pastoral-comissao-para-o-enfrentamento-ao-trafico-humano-convoca-a-acao\/"},"modified":"2020-03-11T17:14:10","modified_gmt":"2020-03-11T20:14:10","slug":"em-carta-pastoral-comissao-para-o-enfrentamento-ao-trafico-humano-convoca-a-acao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/em-carta-pastoral-comissao-para-o-enfrentamento-ao-trafico-humano-convoca-a-acao\/","title":{"rendered":"Em Carta Pastoral, Comiss\u00e3o para o Enfrentamento ao Tr\u00e1fico Humano convoca \u00e0 a\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A Comiss\u00e3o Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tr\u00e1fico Humano divulgou, neste dia 29 de julho, um Carta Pastoral, por ocasi\u00e3o do Dia Mundial contra o Tr\u00e1fico de Pessoas, celebrado amanh\u00e3, dia 30. No documento, os representantes da Comiss\u00e3o reiteram seu compromisso no enfrentamento \u00e0 realidade do tr\u00e1fico de pessoas e conclamam a sociedade brasileira a empenhar-se em identificar as pr\u00e1ticas de tr\u00e1fico humano em suas v\u00e1rias formas e denunci\u00e1-las como caminho para a supera\u00e7\u00e3o desta viola\u00e7\u00e3o da dignidade humana. Confira, abaixo, a \u00edntegra do documento.<\/p>\n<blockquote>\n<div style=\"text-align: center\"><strong>CARTA PASTORAL\u00a0<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: right\">Bras\u00edlia-DF, 29 de julho de 2019<\/div>\n<p style=\"text-align: right\">\u201cO tr\u00e1fico de pessoas \u00e9 uma ferida aberta<br \/>\nno corpo da Humanidade contempor\u00e2nea,<br \/>\numa chaga na carne de Cristo\u201d.<br \/>\nPapa Francisco<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja do Brasil, por meio da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tr\u00e1fico Humano (CEPEETH), reitera neste dia 30 de julho \u2013 Dia Mundial contra o tr\u00e1fico de pessoas &#8211; \u00a0seu compromisso no enfrentamento desta realidade criminosa que ceifa a vida e os sonhos de milhares de pessoas em todo o planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><strong><strong>\u201c\u00c9 Para a Liberdade que Cristo nos libertou\u201d. Gl 5,1<\/strong><\/strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 2014, com a Campanha da Fraternidade contra o Tr\u00e1fico Humano, a Igreja do Brasil afirma que \u201co tr\u00e1fico humano \u00e9 um crime que atenta contra a dignidade da pessoa, pois explora o filho e a filha de Deus, limita suas liberdades, despreza sua honra, agride seu amor pr\u00f3prio, amea\u00e7a e subtrai sua vida, quer seja da mulher, da crian\u00e7a, do adolescente, do trabalhador ou da trabalhadora\u201d. Esta deplor\u00e1vel conduta explora e atenta contra a dignidade \u201cde cidad\u00e3s e cidad\u00e3os que, fragilizados por suas condi\u00e7\u00f5es de vulnerabilidades se tornam alvos f\u00e1ceis para as a\u00e7\u00f5es criminosas de traficantes\u201d.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"text-align: justify\"><br \/>\nA Comiss\u00e3o convoca toda a sociedade a empenhar-se em identificar as pr\u00e1ticas de tr\u00e1fico humano em suas v\u00e1rias formas e denunci\u00e1-las para que possamos contribuir na supera\u00e7\u00e3o desta viola\u00e7\u00e3o da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando crist\u00e3os e crist\u00e3s para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Infelizmente esta chaga social, que ultrapassa fronteiras, segue fazendo v\u00edtimas milh\u00f5es de pessoas em praticamente todos os pa\u00edses do mundo. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), bra\u00e7o da ONU, as estat\u00edsticas mundiais falam de 40 milh\u00f5es de seres humanos no mundo, 1,8 milh\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, sendo 1\/3 de crian\u00e7as. \u00a0O Brasil se insere neste triste cen\u00e1rio como pa\u00eds de origem, tr\u00e2nsito e destino como respons\u00e1vel por 15% das v\u00edtimas na Am\u00e9rica latina. Esta realidade nos convoca a uma rea\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o firme de den\u00fancia e interven\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, pol\u00edtico e prof\u00e9tica.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>O Dia Mundial contra o Tr\u00e1fico de Pessoas, motivado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), por meio da Campanha Cora\u00e7\u00e3o Azul objetiva sensibilizar e mobilizar as pessoas no combate a esta forma moderna e atual de escravatura. N\u00e3o \u00e9 dia de comemora\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dia para dar visibilidade, resistir, sensibilizar, conscientizar, chamar aten\u00e7\u00e3o para esta realidade e sobretudo exigir dos Estados\/Na\u00e7\u00f5es politicas p\u00fablicas que garantam as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos traficantes e exploradores.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>A realidade pol\u00edtica do pa\u00eds vai se deteriorando com a retirada de direitos, restri\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de garantias de direitos humanos, com corte dos or\u00e7amentos e redu\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os de controle social &#8211; \u00a0conselhos, f\u00f3runs, comiss\u00f5es e outras formas de participa\u00e7\u00e3o social. Neste contexto, as atitudes criminosas e lesivas \u00e0 dignidade e \u00e0 vida das pessoas \u00a0tendem a aumentar cada vez mais, ampliando as situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidades das popula\u00e7\u00f5es, especialmente, povos ind\u00edgenas, afrodescendentes, mulheres, juventudes e crian\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>O grito de milh\u00f5es de migrantes e refugiados que ecoam em todo o planeta t\u00eam sido alvo das redes de traficantes. Redes estas que se aproveitam da vulnerabilidade e das necessidades urgentes \u00a0das pessoas, expondo-as como alvos f\u00e1ceis para a explora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, conflitos armados e crises humanit\u00e1rias sujeitam as pessoas a um maior risco de serem traficadas para explora\u00e7\u00e3o sexual, trabalho for\u00e7ado, remo\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os, servid\u00e3o e outras formas de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Conclamamos a todas e \u00a0todos, sociedade, igrejas, as mais diversas institui\u00e7\u00f5es, a somarem sua for\u00e7a e atua\u00e7\u00e3o nesta causa que \u00e9 comum a todos n\u00f3s, filhos e filhas de Deus, respons\u00e1veis pelo cuidado uns dos outros e outras.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Irm\u00e3os e irm\u00e3s, conclu\u00edmos com as palavras do Papa Francisco: \u201cSempre me angustiou a situa\u00e7\u00e3o das pessoas que s\u00e3o objeto das diferentes formas de tr\u00e1fico. Quem dera que se ouvisse o grito de Deus, perguntando a todos n\u00f3s: \u201cOnde est\u00e1 o teu irm\u00e3o?\u201d, Gn 4, 9.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e1 o teu irm\u00e3o escravo?<\/strong><\/p>\n<p>Onde est\u00e1 o irm\u00e3o que est\u00e1s matando cada dia na pequena f\u00e1brica clandestina, na rede da prostitui\u00e7\u00e3o, nas crian\u00e7as usadas para a mendicidade, naquele que tem de trabalhar \u00e0s escondidas por que n\u00e3o foi regularizado? \u00a0N\u00e3o nos fa\u00e7amos de distra\u00eddos! \u00a0H\u00e1 muita cumplicidade&#8230; \u00a0A pergunta \u00e9 para todos!\u201d<\/p>\n<p><strong style=\"text-align: center\">Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tr\u00e1fico Humano<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a OIT, 1,8 milh\u00e3o de pessoas, na Am\u00e9rica Latina, s\u00e3o submetidas ao tr\u00e1fico humano, 15% delas s\u00e3o oriundas de estados brasileiros<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":2010,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34799"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=34799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34799\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/2010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=34799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=34799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=34799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}