{"id":34810,"date":"2019-07-30T00:00:00","date_gmt":"2019-07-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fundamentos-para-comunidades-presbiterais\/"},"modified":"2019-07-30T00:00:00","modified_gmt":"2019-07-30T03:00:00","slug":"fundamentos-para-comunidades-presbiterais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fundamentos-para-comunidades-presbiterais\/","title":{"rendered":"Fundamentos para comunidades presbiterais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Alo\u00edso Alberto Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. Iniciaremos hoje uma reflex\u00e3o sobre Comunidades Presbiterais, j\u00e1 presentes em nossa diocese, por op\u00e7\u00e3o ou mesmo por necessidade. Na primeira mensagem sobre o tema buscaremos alguns fundamentos evang\u00e9licos e eclesiais. Antes de tudo, vejamos o que diz a Igreja sobre a diocese e a par\u00f3quia: A <em>Diocese<\/em> <em>\u00e9 uma por\u00e7\u00e3o do Povo de Deus<\/em>, confiada ao pastoreio de um Bispo, com a coopera\u00e7\u00e3o do presbit\u00e9rio. Sua unidade \u00e9 constru\u00edda, sobretudo, em torno de dois elementos: <em>Palavra<\/em> e <em>Eucaristia<\/em>, tendo o <em>Esp\u00edrito Santo <\/em>como alma desta unidade (cf. CD 11 e CIC, c\u00e2n. 369). A <em>Par\u00f3quia<\/em> <em>\u00e9 uma determinada<\/em> <em>comunidade de fi\u00e9is<\/em>, constitu\u00edda estavelmente na diocese, cujo cuidado pastoral \u00e9 confiado a um <em>P\u00e1roco<\/em>, como seu pastor pr\u00f3prio, sob a autoridade do Bispo (cf. CIC, c\u00e2n. 515). Na defini\u00e7\u00e3o de ambas j\u00e1 percebemos intrinsicamente a import\u00e2ncia da unidade no atendimento do Povo de Deus. Mas vejamos alguns elementos b\u00edblicos e eclesiais que justificam essa unidade no atendimento pastoral do Povo de Deus:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify\">\n<li><strong>Jesus Cristo (Evangelho)<\/strong>: Jesus chama 12 Ap\u00f3stolos para conviver com Ele: \u201c<em>Vinde e vede<\/em>\u201d (Jo 1, 38) e os envia comunitariamente em miss\u00e3o: \u201c<em>Ele chamou os Doze, come\u00e7ou a envi\u00e1-los dois a dois&#8230;<\/em>\u201d (Mc 6, 7); Jesus tamb\u00e9m chama outros disc\u00edpulos\/disc\u00edpulas e os envia em miss\u00e3o de forma comunit\u00e1ria: \u201c<em>O Senhor chamou outros setenta e dois e enviou-os, dois a dois&#8230;<\/em>\u201d (Lc 10, 1).<\/li>\n<li><strong>A Igreja do Conc\u00edlio Vaticano II<\/strong>: No Conc\u00edlio surge fortemente a express\u00e3o \u201c<em>Col\u00e9gio episcopal<\/em>\u201d ou \u201c<em>Colegialidade episcopal<\/em>\u201d (cf. LG 23), entendida como responsabilidade conjunta que Cristo confiou aos Ap\u00f3stolos. Sua miss\u00e3o comporta a comunh\u00e3o e a igualdade entre eles, e ao mesmo tempo a miss\u00e3o pr\u00f3pria de um deles, a servi\u00e7o da unidade e da fidelidade de todos os outros: o primado de Pedro. Esse <em>esp\u00edrito da colegialidade <\/em>se estende para as diversas formas de coopera\u00e7\u00e3o comum dos bispos, sucessores dos Ap\u00f3stolos, em vista do bem comum da Igreja: <em>Conc\u00edlios, S\u00ednodos, Confer\u00eancias Episcopais<\/em>, <em>Prov\u00edncias Eclesi\u00e1sticas <\/em>e, por consequ\u00eancia, atinge a organiza\u00e7\u00e3o interna de cada <em>Diocese<\/em>, de cada <em>Par\u00f3quia<\/em> e <em>Comunidade<\/em> (<em>Comunidade de Comunidades<\/em>), com seus diversos organismos de comunh\u00e3o (cf. CIC, c\u00e2n. 336ss, c\u00e2n. 447ss, c\u00e2n. 431ss, c\u00e2n. 502, c\u00e2n. 511ss, etc.). Tamb\u00e9m o Papa Francisco, ao abordar o tema da colegialidade afirma que \u201c<em>uma centraliza\u00e7\u00e3o excessiva<\/em> <em>complica a vida da Igreja e a sua din\u00e2mica mission\u00e1ria<\/em>\u201d (EG 32).<\/li>\n<li><strong>Igreja Latino-americana e CNBB<\/strong>: A Confer\u00eancia de Medellin (1968) afirma: \u201c<em>Os minist\u00e9rios, que trazem anexa a fun\u00e7\u00e3o pastoral \u2013 episcopado e presbiterado, devem exercer-se sempre em esp\u00edrito colegiado e, assim, bispos e presb\u00edteros, ao ter que atuar sempre como membros de um corpo (col\u00e9gio episcopal ou presbit\u00e9rio), est\u00e3o chamados a constituir na comunidade uma realiza\u00e7\u00e3o exemplar de comunh\u00e3o<\/em>\u201d (Medellin 15, 7). A Confer\u00eancia de Aparecida (2007) acentua: \u201c<em>Para crescer nessa fraternidade e na corresponsabilidade pastoral, os bispos devem cultivar a espiritualidade da comunh\u00e3o, a fim de acrescentar os v\u00ednculos de colegialidade que os unem aos demais bispos de sua pr\u00f3pria Confer\u00eancia, e tamb\u00e9m a todo Col\u00e9gio Episcopal e \u00e0 Igreja de Roma&#8230;<\/em>\u201d (DAp 181). A CNBB, na conclus\u00e3o das suas novas Diretrizes Gerais 2019-2023, afirma: \u201c<em>Estas Diretrizes foram elaboradas com a participa\u00e7\u00e3o dos diversos seguimentos da Igreja no Brasil, em uma din\u00e2mica sinodal, aprovadas e colocadas a servi\u00e7o das Igreja particulares&#8230;<\/em>\u201d (Doc. 109, n. 209). Eis alguns fundamentos para nossa reflex\u00e3o! Continuaremos na mensagem seguinte.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edso Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul Caros diocesanos. Iniciaremos hoje uma reflex\u00e3o sobre Comunidades Presbiterais, j\u00e1 presentes em nossa diocese, por op\u00e7\u00e3o ou mesmo por necessidade. Na primeira mensagem sobre o tema buscaremos alguns fundamentos evang\u00e9licos e eclesiais. Antes de tudo, vejamos o que diz a Igreja sobre a diocese e &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/fundamentos-para-comunidades-presbiterais\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Fundamentos para comunidades presbiterais<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34810"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=34810"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/34810\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=34810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=34810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=34810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}