{"id":34953,"date":"2019-08-13T00:00:00","date_gmt":"2019-08-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-presbiteros-e-a-colegialidade-diocesana\/"},"modified":"2019-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2019-08-13T03:00:00","slug":"os-presbiteros-e-a-colegialidade-diocesana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/os-presbiteros-e-a-colegialidade-diocesana\/","title":{"rendered":"Os presb\u00edteros e a colegialidade diocesana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caros diocesanos. Nossa reflex\u00e3o sobre as Comunidades Presbiterais continua hoje, abordando o tema da forma\u00e7\u00e3o. Se desejamos multiplicar Comunidades Presbiterais \u00e9 preciso tamb\u00e9m dar a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o para a vida fraterna em comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A <em>colegialidade <\/em>(<em>sinodalidade<\/em>), em sentido geral, proporciona o esp\u00edrito de comunh\u00e3o como Povo de Deus (Clero, Vida Consagrada, Leigos), pois, a partir do batismo, todos t\u00eam a mesma <em>dignidade<\/em>, s\u00e3o chamados \u00e0 <em>santidade<\/em> e convidados \u00e0 mesma <em>miss\u00e3o<\/em>, no servi\u00e7o do Reino (cf. LG 32). Para os presb\u00edteros, a colegialidade adquire car\u00e1ter essencial, pois eles tornam-se \u201c<em>irm\u00e3o entre os irm\u00e3os, como membros de um s\u00f3 e mesmo Corpo de Cristo, cuja edifica\u00e7\u00e3o a todos foi confiada<\/em>\u201d (PO 9). Jo\u00e3o Paulo II afirma: \u201c<em>O minist\u00e9rio ordenado tem uma radical \u2018forma comunit\u00e1ria\u2019 e pode apenas ser assumido como \u2018obra coletiva\u2019<\/em>\u201d (PDV 17; cf. PO 7). O esp\u00edrito colegial constr\u00f3i a integra\u00e7\u00e3o das pessoas e minist\u00e9rios, das par\u00f3quias e setores de vida e miss\u00e3o da diocese. Nenhuma pessoa ou grupo pode viver fechado em si mesmo, separado da vida comunit\u00e1ria: \u201c<em>N\u00e3o pode existir vida crist\u00e3 fora da comunidade<\/em>\u201d (DAp 278). A colegialidade proporciona inter-rela\u00e7\u00e3o dos diversos setores pastorais, administrativos (econ\u00f4mico financeiros), de forma\u00e7\u00e3o e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se a conviv\u00eancia fraterna no esp\u00edrito da colegialidade \u00e9 t\u00e3o importante, a forma\u00e7\u00e3o inicial estar\u00e1 atenta ao crescimento nas rela\u00e7\u00f5es fraternas dos candidatos, evitando todas as formas de individualismo e ego\u00edsmo: \u201c<em>A experi\u00eancia da vida comunit\u00e1ria \u00e9 um elemento precioso e indubit\u00e1vel na forma\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (<em>Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis,<\/em> n. 51). Nas Casas de Forma\u00e7\u00e3o, \u201c<em>os elos que se estabelecem entre formadores e seminaristas, e entre os pr\u00f3prios seminaristas, devem ser marcados pela paternidade e pela fraternidade<\/em>\u201d (RFIS 52). O Documento de Aparecida, ao referir-se sobre a forma\u00e7\u00e3o inicial dos seminaristas, conclui: \u201c<em>\u00c9 indispens\u00e1vel confirmar que os candidatos sejam capazes de assumir as exig\u00eancias da vida comunit\u00e1ria<\/em>\u201d (DAp 324).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mesma <em>Ratio Formationis<\/em> informa que a vida em comum de presb\u00edteros pode acontecer por iniciativa pessoal ou em virtude de necessidades pastorais, de costume ou situa\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter local; a vida em comum se manifesta pela ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, pela medita\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, pela forma\u00e7\u00e3o permanente, pelo interc\u00e2mbio dos compromissos pastorais, pela busca do equil\u00edbrio afetivo e espiritual; a <em>Ratio Formationis<\/em> ainda acentua: \u201c<em>Ser\u00e1 necess\u00e1rio cuidar para que tais formas permane\u00e7am abertas a todo o presbit\u00e9rio e \u00e0s necessidades pastorais da diocese<\/em>\u201d (cf. RFIS 88e).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Comunidades Presbiterais n\u00e3o deveriam ser novidade, pois se trata de um ideal, com fundamentos evang\u00e9licos, eclesiol\u00f3gicos e teol\u00f3gicos. Elas ajudam a dar uma resposta mais qualificada ante as necessidades e desafios dos v\u00e1rios setores, sobretudo da pastoral urbana; favorece o exerc\u00edcio dos m\u00faltiplos dons da parte dos que formam a Comunidade Presbiteral. Mas continua sendo um grande desafio que exige aten\u00e7\u00e3o em todas as etapas da forma\u00e7\u00e3o presbiteral, seja inicial ou permanente. Por isso agradecemos aos presb\u00edteros (di\u00e1conos, seminaristas), consagrados &#8211; consagradas e fi\u00e9is leigos e leigas que tentam entender, acolher e estimular esta forma de vida e miss\u00e3o em nossas par\u00f3quias e diocese, sem defini-la como \u00fanica. Contudo, precisamos unir nossas for\u00e7as no esp\u00edrito de comunh\u00e3o e de colegialidade para atendermos o povo de Deus a n\u00f3s confiado. Assim acontece a nossa <em>diocesanidade<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul Caros diocesanos. Nossa reflex\u00e3o sobre as Comunidades Presbiterais continua hoje, abordando o tema da forma\u00e7\u00e3o. Se desejamos multiplicar Comunidades Presbiterais \u00e9 preciso tamb\u00e9m dar a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o para a vida fraterna em comunidade. 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