{"id":35162,"date":"2019-09-04T00:00:00","date_gmt":"2019-09-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/declaracao-conjunta-entre-igrejas-catolica-e-luterana-sobre-a-doutrina-da-justificacao-completara-20-anos\/"},"modified":"2019-09-04T00:00:00","modified_gmt":"2019-09-04T03:00:00","slug":"declaracao-conjunta-entre-igrejas-catolica-e-luterana-sobre-a-doutrina-da-justificacao-completara-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/declaracao-conjunta-entre-igrejas-catolica-e-luterana-sobre-a-doutrina-da-justificacao-completara-20-anos\/","title":{"rendered":"20 anos da declara\u00e7\u00e3o conjunta entre Igrejas Cat\u00f3lica e Luterana sobre a Justifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">No dia 31 de outubro de 1999, h\u00e1 20 anos, cat\u00f3licos e luteranos assinaram, em Augsburg, Alemanha, uma Declara\u00e7\u00e3o sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o, conhecida como \u201cDeclara\u00e7\u00e3o Conjunta Luterano-Cat\u00f3lica sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o por Gra\u00e7a e F\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dom Manoel Jo\u00e3o Francisco, bispo de Corn\u00e9lio Proc\u00f3pio (PR) e Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Di\u00e1logo Inter-religioso da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escreveu um artigo no qual conta e retoma como foi o processo at\u00e9 chegar \u00e0 declara\u00e7\u00e3o conjunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No n\u00famero 19 da Declara\u00e7\u00e3o, luteranos, cat\u00f3licos, metodistas reformados e anglicanos &#8220;confessam juntos que o ser humano, no concernente \u00e0 sua salva\u00e7\u00e3o, dependem completamente da gra\u00e7a salvadora de Deus&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/declaracao-conjunta-entre-igrejas-catolica-e-luterana-sobre-a-doutrina-da-justificacao-completara-20-anos\/djustificacao\/\" rel=\"attachment wp-att-225024\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-225024 alignright\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/DJustifica\u00e7\u00e3o-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a>Talvez estejamos a nos perguntar: &#8220;Como foi poss\u00edvel este acontecimento? Houve concess\u00f5es das partes?\u201d. Segundo o bispo, n\u00e3o houve concess\u00f5es de nenhuma das partes. \u201cEcumenismo n\u00e3o se faz renunciando a identidade da pr\u00f3pria f\u00e9. Nenhuma Igreja pode fazer tal concess\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, deve conhecer, cada vez mais, sua f\u00e9, para melhor respeitar a f\u00e9 do irm\u00e3o\u201d, ressaltou o presidente da Comiss\u00e3o para o Ecumenismo da CNBB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antecipando as comemora\u00e7\u00f5es, Conselho Nacional de Igrejas Crist\u00e3s do Brasil (CONIC), do qual a Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil faz parte, promove hoje, \u00e0s 20h, na Comunidade Evang\u00e9lica de Confiss\u00e3o Luterana em Bras\u00edlia, EQS 405\/406, uma celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica para marcar a data.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o artigo na \u00edntegra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>20 anos da Declara\u00e7\u00e3o da Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 20 anos, no dia 31 de outubro, cat\u00f3licos e luteranos assinaram, em Augsburg, Alemanha, uma Declara\u00e7\u00e3o sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o, conhecida como \u201cDeclara\u00e7\u00e3o Conjunta Luterano-Cat\u00f3lica sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o por Gra\u00e7a e F\u00e9\u201d. Posteriormente, o Conselho Metodista Mundial, (2006), a Comunh\u00e3o Anglicana (2017) e a Comunh\u00e3o Mundial das Igrejas Reformadas (2017) tamb\u00e9m assinaram a mesma Declara\u00e7\u00e3o. Por ocasi\u00e3o da ades\u00e3o da Comunh\u00e3o Anglicana, a Revda. Dr. Kaisamari Hintikka, assistente do secret\u00e1rio-geral da Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial, expressou sua alegria com estas palavras: \u201cO fato de que todas as Igrejas hist\u00f3ricas do ocidente agora compartilham um entendimento comum da justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira maravilhosa de marcar o anivers\u00e1rio da Reforma. Aquilo que costumava nos dividir, agora na verdade nos une\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antecipando as comemora\u00e7\u00f5es, o Conselho Nacional de Igrejas Crist\u00e3s do Brasil (CONIC) est\u00e1 convidando para uma celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica, no dia 04 de setembro, na Comunidade Evang\u00e9lica de Confiss\u00e3o Luterana, em Bras\u00edlia-DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/declaracao-conjunta-entre-igrejas-catolica-e-luterana-sobre-a-doutrina-da-justificacao-completara-20-anos\/img_0334\/\" rel=\"attachment wp-att-225007\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-225007 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/IMG_0334-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a>Penso ser desnecess\u00e1rio insistir aqui sobre a import\u00e2ncia deste &#8220;Documento\u201d. Basta lembrar que a doutrina da justifica\u00e7\u00e3o pela f\u00e9 foi o carro chefe de toda a teologia de Lutero. N\u00e3o \u00e9 uma verdade de f\u00e9 como as outras, mas o centro e o crit\u00e9rio em torno do qual se articulam todas as outras verdades. Sobre esta doutrina &#8220;a Igreja permanece ou tomba&#8221;. Dela n\u00e3o se pode afastar ou fazer concess\u00f5es, mesmo que o c\u00e9u e a terra venham desmoronar. (Art. De Esmalcade, II, 1). A Igreja cat\u00f3lica tamb\u00e9m d\u00e1 a esta doutrina grande import\u00e2ncia. O Conc\u00edlio de Trento se deteve longo tempo, de 23\/06\/1546 a 13\/01\/1547, sobre ela. Foram 44 Congrega\u00e7\u00f5es especiais e 61 Congrega\u00e7\u00f5es gerais, resultando no Decreto sobre a Justifica\u00e7\u00e3o com um Pr\u00f3logo, dezesseis cap\u00edtulos e trinta e tr\u00eas c\u00e2nones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Justamente por causa de sua import\u00e2ncia e dos maus entendidos, cat\u00f3licos e luteranos, no s\u00e9culo XVI, se lan\u00e7aram condena\u00e7\u00f5es e excomunh\u00f5es m\u00fatuas. Com a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta muda-se o cen\u00e1rio. O clima j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o de reservas, suspeitas, pol\u00eamica e confronto. A disposi\u00e7\u00e3o agora \u00e9 de aceita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca. Mostra-se que &#8220;entre luteranos e cat\u00f3licos (e tamb\u00e9m metodistas, reformados e anglicanos) h\u00e1 um consenso em verdades b\u00e1sicas da doutrina da justifica\u00e7\u00e3o&#8221; (DC 40). Luteranos, cat\u00f3licos, metodistas reformados e anglicanos &#8220;confessam juntos que o ser humano, no concernente \u00e0 sua salva\u00e7\u00e3o, dependem completamente da gra\u00e7a salvadora de Deus&#8221; (DC 19). &#8220;Confessam tamb\u00e9m que n\u00e3o sobre a base de nossos m\u00e9ritos, mas da gra\u00e7a e na f\u00e9 na obra salv\u00edfica de Cristo, somos aceitos por Deus e recebemos o Esp\u00edrito Santo, que renova nossos cora\u00e7\u00f5es, nos habilita e nos chama a realizar as boas obras&#8221; (DC 15). Com isso as condena\u00e7\u00f5es doutrinais do s\u00e9culo XVI s\u00e3o suspensas e os an\u00e1temas do passado n\u00e3o podem ser aplicados ao atual ensino das cinco Igrejas (DC 41).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Talvez estejamos a nos perguntar: &#8220;Como foi poss\u00edvel este acontecimento?&#8221;. Houve concess\u00f5es das partes? N\u00e3o. N\u00e3o houve concess\u00f5es de nenhuma das partes. Ecumenismo n\u00e3o se faz renunciando a identidade da pr\u00f3pria f\u00e9. Nenhuma Igreja pode fazer tal concess\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, deve conhecer, cada vez mais, sua f\u00e9, para melhor respeitar a f\u00e9 do irm\u00e3o. Penetrando mais profundamente na verdade, come\u00e7aremos a ver nossa tradi\u00e7\u00e3o confessional sob outra luz. Onde, \u00e0 primeira vista, t\u00ednhamos constatado contradi\u00e7\u00e3o, num aprofundamento, com atitude ecum\u00eanica, poderemos ver complementa\u00e7\u00e3o. Foi desta maneira que luteranos, cat\u00f3licos, metodistas, reformados e anglicanos encontraram, em poucos anos, o que n\u00e3o tinham alcan\u00e7ado em 450. Como muito bem lembra D. Jaime Chemello, no seu pronunciamento, por ocasi\u00e3o da cerim\u00f4nia de acolhida da Declara\u00e7\u00e3o, aqui no Brasil: Ela &#8220;\u00e9 o resultado de um caminhar juntos na obedi\u00eancia da f\u00e9. Perguntamos juntos \u00e0s Escrituras Sagradas e ouvimos juntos as respostas, perguntamos juntos \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o da f\u00e9, ouvimos juntos as respostas e chegamos a este consenso. O s\u00e9culo XXI, com certeza, vai ver os crist\u00e3os [&#8230;] praticando humildemente este exerc\u00edcio de perguntas e de escuta das Escrituras, sem considerar-se donos daquela Palavra da qual s\u00f3 Deus \u00e9 dono\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O di\u00e1logo bilateral entre Luteranos e Cat\u00f3licos come\u00e7ou logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino do Conc\u00edlio Vaticano II. A Declara\u00e7\u00e3o Conjunta sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o por gra\u00e7a e f\u00e9 foi sendo elaborada aos poucos e antecipada por outros documentos. Entre eles podem ser citados os seguintes: &#8220;Relat\u00f3rio de Malta&#8221; sobre <em>O Evangelho e a Igreja <\/em>(1972), <em>Justifica\u00e7\u00e3o pela F\u00e9 <\/em>(1983), <em>Os An\u00e1temas do s\u00e9culo XVI s\u00e3o ainda atuais? <\/em>(1986), e <em>Igreja e Justifica\u00e7\u00e3o <\/em>(1994).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Qual, ent\u00e3o, a novidade da Declara\u00e7\u00e3o Conjunta sobre a Justifica\u00e7\u00e3o por Gra\u00e7a e F\u00e9? Os documentos que a antecederam eram apenas estudos de te\u00f3logos, embora membros de uma Comiss\u00e3o oficial. A Declara\u00e7\u00e3o Conjunta \u00e9 um ato oficial, assinada por autoridades das duas Igrejas e posteriormente das outras tr\u00eas. A partir de ent\u00e3o passou a fazer parte do magist\u00e9rio das cinco Igrejas. Deve, por isso, ser ensinada nos cursos de teologia e passada para a catequese comum dos fi\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Antes de ser assinada em 31 de outubro de 1999, a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta foi submetida ao parecer da suprema autoridade das duas Igrejas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0A Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial fez uma consulta \u00e0s Igrejas membros. Das 86 que responderam (quase 90%), ou seja, 79 a aprovaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A rea\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica foi dada em uma Nota elaborada pela Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9 e pelo Pontif\u00edcio Conselho para a Unidade dos Crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Nota reconhece que a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta, embora represente um not\u00e1vel progresso, na compreens\u00e3o m\u00fatua e na aproxima\u00e7\u00e3o das partes em di\u00e1logo, ainda n\u00e3o \u00e9 express\u00e3o de um consenso que elimine todas as diferen\u00e7as entre cat\u00f3licos e luteranos, na compreens\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo apresento apenas duas diferen\u00e7as:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">a) A Igreja Cat\u00f3lica tem dificuldade de aceitar a f\u00f3rmula &#8220;ao mesmo tempo justo e pecador&#8221; (simul justus et peccator), assim como a entendem os Luteranos. Acha inaceit\u00e1vel afirmar que &#8220;o pecado ainda habita&#8221; na pessoa justificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">b) Para a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 incompleto afirmar que o ser humano pode rejeitar a gra\u00e7a. A esta afirma\u00e7\u00e3o dever-se-ia acrescentar a possibilidade de colaborar com a gra\u00e7a, o que n\u00e3o permitiria afirmar que o humano pode t\u00e3o somente receber (mere passive) a justifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Igreja Luterana, entre os que n\u00e3o acolheram a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta encontram-se o S\u00ednodo de Missouri e um grupo de professores de Teologia de diferentes Universidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O S\u00ednodo de Missouri a considera &#8220;uma trai\u00e7\u00e3o ao Evangelho&#8221;.\u00a0 Segundo este mesmo S\u00ednodo, o texto \u00e9 amb\u00edguo e permite aos representantes do Papa assinarem-no sem mudar, retratar ou corrigir coisa alguma do que tem sido ensinado pela Igreja Cat\u00f3lica Romana desde o Conc\u00edlio de Trento, no s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grupo de professores pede \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Luterana da Alemanha que rejeite o acordo. Segundo eles, al\u00e9m de n\u00e3o oferecer um consenso suficiente sobre certas quest\u00f5es, poder\u00e1 prejudicar as rela\u00e7\u00f5es da Igreja luterana com as outras Igrejas protestantes da Alemanha e da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As reservas formuladas, tanto pelo lado cat\u00f3lico, como pelo lado luterano, levaram \u00e0 reda\u00e7\u00e3o de um Anexo que dever\u00e1 ser lido juntamente com a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta. Nele se precisa que a justifica\u00e7\u00e3o produz uma renova\u00e7\u00e3o interior do crente. &#8220;Neste sentido, as pessoas justificadas n\u00e3o permanecem pecadoras&#8221;, mas continuam sob &#8220;a constante amea\u00e7a proveniente do poder do pecado&#8221;. Esclarece tamb\u00e9m que &#8220;o fato do agir da gra\u00e7a de Deus n\u00e3o exclui a a\u00e7\u00e3o humana&#8221; e que &#8220;o ser humano justificado tem a responsabilidade de n\u00e3o desperdi\u00e7ar esta gra\u00e7a, mas de viver nela&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do Anexo a Declara\u00e7\u00e3o Conjunta est\u00e1 acompanha de um Comunicado. Nele se afirma que, com rela\u00e7\u00e3o aos questionamentos levantados por ambas as partes, o Anexo d\u00e1 maiores esclarecimentos sobre o consenso alcan\u00e7ado na Declara\u00e7\u00e3o Conjunta. Afirma-se ainda que &#8220;ambos os parceiros de di\u00e1logo se comprometem a dar continuidade e aprofundamento ao estudo das bases b\u00edblicas da doutrina da justifica\u00e7\u00e3o&#8221; [&#8230;] e que &#8220;luteranos e cat\u00f3licos v\u00e3o continuar seus esfor\u00e7os de forma ecum\u00eanica para interpretar em seu testemunho comum a doutrina da justifica\u00e7\u00e3o numa linguagem relevante para as pessoas de nosso tempo, levando em considera\u00e7\u00e3o as preocupa\u00e7\u00f5es individuais e sociais da atualidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde a assinatura da Declara\u00e7\u00e3o Conjunta, a Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial e o Pontif\u00edcio Conselho para a Unidade dos Crist\u00e3os t\u00eam empreendido juntos numerosas atividades para que o consenso alcan\u00e7ado se firme e se aprofunde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2000 a Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial fez um estudo sobre o significado contempor\u00e2neo da justifica\u00e7\u00e3o, publicando-o com o t\u00edtulo: &#8220;Justifica\u00e7\u00e3o nos contextos mundiais&#8221;. Em 2002 promoveu um simp\u00f3sio e em 2003 publicou seu relat\u00f3rio sob o t\u00edtulo: &#8220;A Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o: sua acolhida e significado hoje&#8221; Em 2001 a Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial e o Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os e a Alian\u00e7a Mundial das Igrejas Reformadas promoveram um simp\u00f3sio sobre o significado das indulg\u00eancias nos dias de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Encerro estas observa\u00e7\u00f5es com as palavras de Jo\u00e3o Paulo II a uma delega\u00e7\u00e3o luterana da Noruega em novembro de 2002.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Comprometemo-nos a continuar caminhando ao longo do itiner\u00e1rio da reconcilia\u00e7\u00e3o. A <em>Declara\u00e7\u00e3o Conjunta sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o <\/em>entre a Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial e a Igreja Cat\u00f3lica, assinada em 1999, aplaina o caminho de um testemunho conjunto mais amplo e aproxima-nos um pouco mais da plena unidade vis\u00edvel, que constitui a meta do nosso di\u00e1logo. O Senhor nos ajude a valorizar aquilo que j\u00e1 foi alcan\u00e7ado at\u00e9 agora e nos confirme nos esfor\u00e7os em ordem a fazer com que eles se desenvolvam numa maior forma de coopera\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio do novo mil\u00eanio, o Senhor nos exorta a todos, seus seguidores,: &#8220;<em>Duc in altum<\/em>! Fazei-vos ao largo! &#8220;(Lc 5,4). Permane\u00e7amos sempre abertos \u00e0 obra surpreendente do Esp\u00edrito Santo no meio de n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Infelizmente este Documento, apesar de sua import\u00e2ncia, permanece pouco conhecido dos fi\u00e9is das cinco Igrejas, incluindo padres e pastores. Nossos centros de forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, nossas pastorais e grupos ecum\u00eanicos permanecem com a tarefa de estud\u00e1-lo e faz\u00ea-lo conhecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Dom Manoel Jo\u00e3o Francisco<br \/>\n<\/strong>Bispo de Corn\u00e9lio Proc\u00f3pio<br \/>\ne presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral<br \/>\npara o Ecumenismo e o Di\u00e1logo Inter-religioso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Manoel Jo\u00e3o escreveu um artigo no qual retoma como foi o processo feito pelas Igrejas at\u00e9 chegar \u00e0 declara\u00e7\u00e3o conjunta<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":35163,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[748,852],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=35162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/35163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=35162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=35162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=35162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}