{"id":35200,"date":"2019-09-09T00:00:00","date_gmt":"2019-09-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/onde-houver-lacos-humanos-ali-a-igreja-deve-ser-fazer-presente\/"},"modified":"2020-10-23T16:46:02","modified_gmt":"2020-10-23T19:46:02","slug":"onde-houver-lacos-humanos-ali-a-igreja-deve-ser-fazer-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/onde-houver-lacos-humanos-ali-a-igreja-deve-ser-fazer-presente\/","title":{"rendered":"\u201cOnde houver la\u00e7os humanos, ali a Igreja deve se fazer presente\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secret\u00e1rio-geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, falou sobre os desafios de implementa\u00e7\u00e3o das Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) \u2013 2019-2023, aprovadas na 57\u00aa Assembleia Geral dos Bispos, realizada em Aparecida (SP), em maio. Ele destaca, sobretudo, a necessidade de fortalecer os lan\u00e7os humanos, a exemplo de S\u00e3o Paulo Ap\u00f3stolo, tendo em vista a cria\u00e7\u00e3o de novas comunidades eclesiais mission\u00e1rias. \u201cEm uma pequena comunidade mission\u00e1ria, o v\u00ednculo de relacionamento \u00e9 muito importante\u201d, disse. Veja, abaixo, a \u00edntegra da entrevista publicada originalmente na edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 28 da Revista Bote F\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O que as igrejas particulares e as comunidades precisam fazer para implementar as DGAE aprovadas na 57\u00aa Assembleia Geral? Qual o caminho a percorrer agora?<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>As Diretrizes Gerais da A\u00e7\u00e3o Evangelizadora 2019-2023 t\u00eam duas refer\u00eancias insiapens\u00e1veis: comunidade e miss\u00e3o. Para as comunidades, foi cunhado o termo comunidades eclesiais mission\u00e1rias e para a miss\u00e3o n\u00f3s ficamos com o \u201cad gentes\u201d, ou seja, ir ao encontro dos outros. O que se pede da Igreja hoje \u00e9 presen\u00e7a das comunidades eclesiais em todos os ambientes e que elas sejam acolhedoras, mas tamb\u00e9m mission\u00e1rias. A imagem da casa nas DGAE fala muito dos pilares. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel trabalhar com a ideia da porta, pois ela nos permite trabalhar com o acolhimento e a miss\u00e3o. \u00c9 aqui que est\u00e1 a implementa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>O que fazer? Primeiro, no campo da miss\u00e3o, reconhecer que o \u201cad gentes\u201d n\u00e3o \u00e9 mais uma quest\u00e3o de geografia, mas que muitas vezes voc\u00ea tem ao seu lado, ao alcance da sua m\u00e3o, uma pessoa para quem Jesus Cristo n\u00e3o significa mais nada. Hoje isso \u00e9 global. As dioceses s\u00e3o chamadas \u00e0 dimens\u00e3o mission\u00e1ria de diversas maneiras. Entre elas, se sobressai a ideia de ter clareza que as posturas precisam ser \u201cparadigmaticamente mission\u00e1rias\u201d, como diz o papa Francisco. Ou seja, tem que se preocupar com quem est\u00e1 fora. A pr\u00e1tica mais comum no Brasil \u00e9 a visita mission\u00e1ria, tamb\u00e9m chamada de miss\u00e3o popular ou Santas Miss\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00c9 necess\u00e1rio encontrar formas de visitas mission\u00e1rias que n\u00e3o sejam apenas para chamar para matriz. Mas que seja para dizer: \u201cn\u00f3s viemos te visitar e com voc\u00ea vamos fundar uma comunidade eclesial\u201d. N\u00e3o basta ter uma igreja numa grande \u00e1rea, mas \u00e9 preciso ter presen\u00e7a de Igreja onde as pessoas vivem e est\u00e3o. Por isso, que existe a conex\u00e3o entre miss\u00e3o e comunidades eclesiais. Existem experi\u00eancias como as de escolas cat\u00f3licas, nas quais em torno do carisma do (a) fundador (a) os pais se re\u00fanem em comunidade.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Qual \u00e9 o papel da CNBB nesse processo?<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>O grande papel \u00e9 de animadora e estimuladora. Porque cada diocese, al\u00e9m do seu jeito de ser na sua cultura, da sua hist\u00f3ria, das suas tradi\u00e7\u00f5es, tem autonomia total para implementar as diretrizes. A CNBB n\u00e3o interv\u00e9m nem obriga ningu\u00e9m a executar uma orienta\u00e7\u00e3o. Mas ela pode ajudar as dioceses a trocarem experi\u00eancias, compreender o que est\u00e1 por tr\u00e1s das entrelinhas das DGAE e refletir. \u00c9 isso que a gente vai tentar fazer. J\u00e1 est\u00e3o sendo realizados alguns semin\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Porque a aposta em pequenas comunidades mission\u00e1rias?<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Porque a Igreja acima de tudo \u00e9 comunidade e miss\u00e3o. \u00c9 uma configura\u00e7\u00e3o que \u00e9 solicitada desde a IV Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-Americano realizada em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana, em 1992 e com V Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, ou Confer\u00eancia de Aparecida, em 2007 se tornou clar\u00edssima. Onde houver la\u00e7os humanos \u201cnaturais\u201d, ali a Igreja deve ser fazer presente. Lembro-me de S\u00e3o Paulo. Ele ia \u00e0s cidades e descobria os la\u00e7os humanos naturais e em cima deles fazia o processo evangelizador. Em uma pequena comunidade mission\u00e1ria, o v\u00ednculo de relacionamento e muito importante.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secret\u00e1rio-geral da CNBB, dom Joel Portella falou sobre a implementa\u00e7\u00e3o das novas diretrizes<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":2361,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1344],"tags":[2332],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35200"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=35200"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35200\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/2361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=35200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=35200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=35200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}