{"id":35214,"date":"2019-09-10T00:00:00","date_gmt":"2019-09-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pedras-vivas\/"},"modified":"2019-09-10T00:00:00","modified_gmt":"2019-09-10T03:00:00","slug":"pedras-vivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pedras-vivas\/","title":{"rendered":"Pedras vivas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Adelar Baruffi<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo Diocesano de Cruz Alta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao enviar seus ap\u00f3stolos ao mundo, antes de sua Ascens\u00e3o ao Pai, Jesus ressuscitado deixou-lhes a miss\u00e3o permanente, anunciar o Evangelho. \u201cPortanto ide, fazei disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Esp\u00edrito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias, at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos\u201d (Mt 28,19-20). As Diretrizes que orientam a a\u00e7\u00e3o evangelizadora no Brasil apontam para a necessidade dos crist\u00e3os encontrarem espa\u00e7os onde possam se encontrar como irm\u00e3os em Cristo, sobretudo nas casas, seguindo o exemplo dos primeiros crist\u00e3os. De fato, nas primeiras gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s n\u00e3o havia a preocupa\u00e7\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o de templos, como nos atesta S\u00e3o Pedro: \u201cDo mesmo modo, tamb\u00e9m v\u00f3s, como pedras vivas, formai um edif\u00edcio espiritual, um sacerd\u00f3cio santo\u201d (1Pd 2,5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No entanto, durante a hist\u00f3ria da Igreja os crist\u00e3os foram vendo cada vez melhor o significado do espa\u00e7o, do lugar sagrado. J\u00e1 no Antigo Testamento, ao falar do templo de Jerusal\u00e9m, Ezequiel diz que a \u00e1gua jorra para os quatro cantos e ser\u00e1 fonte de vida onde ela chegar. S\u00edmbolo para designar que &#8220;tudo o que essa \u00e1gua atingir se tornar\u00e1 s\u00e3o e saud\u00e1vel e em toda parte aonde chegar a torrente haver\u00e1 vida&#8221; (Ez 47,9). Este \u00e9 o sentido mais profundo dos lugares de culto, nossas igrejas. A \u201cigreja\u201d \u00e9 um edif\u00edcio que na sua ess\u00eancia se diferencia de uma moradia ou lugar p\u00fablico. \u00c9 um lugar de culto no qual a comunidade crist\u00e3 se re\u00fane para celebrar os sacramentos, ouvir a Palavra de Deus e fazer suas ora\u00e7\u00f5es pessoais. No tempo da sociedade da cristandade, as igrejas assumiam lugares privilegiados na geografia de uma cidade ou at\u00e9 das pequenas comunidades interioranas. Hoje, com o avan\u00e7o da urbaniza\u00e7\u00e3o, do pluralismo religioso e da seculariza\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o tenham a mesma import\u00e2ncia, continuam presentes e s\u00e3o pontos de refer\u00eancia para muitos. Embora muitas delas sejam de uma beleza art\u00edstica extraordin\u00e1ria, contudo nunca s\u00e3o somente um lugar para turismo, mas, como disse Jesus: \u201cO zelo por tua casa me consome\u201d (Jo 2,17). Al\u00e9m das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, a quietude que encontramos na ora\u00e7\u00e3o silenciosa diante do sacr\u00e1rio \u00e9 preciosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O centro de cada igreja \u00e9 Jesus Cristo, sobretudo o altar, \u201cseja ele o centro de nosso louvar e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u201d, \u201cseja a fonte de onde nos jorra perene a \u00e1gua da salva\u00e7\u00e3o, e, aproximando-nos de Cristo, a pedra viva, nele cres\u00e7amos qual templo santo, e sobre o altar do cora\u00e7\u00e3o possamos oferecer uma vida santa como sacrif\u00edcio agrad\u00e1vel em louvor de vossa gl\u00f3ria\u201d (<em>B\u00ean\u00e7\u00e3o de Igreja<\/em>, n. 21). O altar, o amb\u00e3o da Palavra e o sacr\u00e1rio s\u00e3o os lugares vivos de nossas igrejas. Em cada igreja a assembleia lit\u00fargica se re\u00fane, sobretudo no Dia do Senhor, para celebrar, para alimentar a vida de f\u00e9 e partir novamente em miss\u00e3o. Sabemos que, na maioria das igrejas de nossas par\u00f3quias, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica dominical, pela escassez de sacerdotes. Por\u00e9m, cada comunidade, pequena ou grande, deve abrir suas portas para que o povo possa celebrar o Domingo, com o importante servi\u00e7o dos ministros leigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa Diocese de Cruz Alta tem quinhentas e cinquenta e cinco comunidades. Cada uma com sua igreja. S\u00e3o, normalmente, s\u00f3brias, possibilitando que a assembleia lit\u00fargica se reconhe\u00e7a como \u201co povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u201d (S\u00e3o Cipriano). Dentre todas as igrejas, uma delas se sobressai, por ser a igreja-m\u00e3e, nossa Catedral. Leva este nome porque nela encontra-se a \u201cc\u00e1tedra\u201d, local vis\u00edvel do minist\u00e9rio pastoral do bispo diocesano. H\u00e1 mais de um ano, estamos realizando sua revitaliza\u00e7\u00e3o. Toda Diocese de Cruz Alta est\u00e1 empenhada nesta miss\u00e3o diocesana. Agradecemos a todos que j\u00e1 s\u00e3o benfeitores e incentivamos todos a contribu\u00edrem. Queremos ser \u201cpedras vivas\u201d na Igreja e no mundo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo Diocesano de Cruz Alta Ao enviar seus ap\u00f3stolos ao mundo, antes de sua Ascens\u00e3o ao Pai, Jesus ressuscitado deixou-lhes a miss\u00e3o permanente, anunciar o Evangelho. \u201cPortanto ide, fazei disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Esp\u00edrito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pedras-vivas\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pedras vivas<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":26,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35214"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/26"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=35214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35214\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=35214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=35214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=35214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}