{"id":35597,"date":"2019-10-15T00:00:00","date_gmt":"2019-10-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chamados-filhos-de-deus-foi-o-titulo-da-reflexao-que-dom-walmor-oliveira-conduziu-hoje-no-sinodo\/"},"modified":"2019-10-15T00:00:00","modified_gmt":"2019-10-15T03:00:00","slug":"chamados-filhos-de-deus-foi-o-titulo-da-reflexao-que-dom-walmor-oliveira-conduziu-hoje-no-sinodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/chamados-filhos-de-deus-foi-o-titulo-da-reflexao-que-dom-walmor-oliveira-conduziu-hoje-no-sinodo\/","title":{"rendered":"\u201cChamados filhos de Deus\u201d foi o tema da reflex\u00e3o que dom Walmor conduziu hoje no S\u00ednodo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O S\u00ednodo para Amaz\u00f4nia nesta manh\u00e3 de ter\u00e7a-feira, dia 15 de outubro, teve in\u00edcio com a ora\u00e7\u00e3o da Hora M\u00e9dia, na presen\u00e7a do Papa Francisco, e com uma reflex\u00e3o proposta pelo presidente da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo.<a href=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/chamados-filhos-de-deus-foi-o-titulo-da-reflexao-que-dom-walmor-oliveira-conduziu-hoje-no-sinodo\/domwalmor-7\/\" rel=\"attachment wp-att-227375\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-227375 alignright\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/domWalmor.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo \u201cChamados filhos de Deus\u201d, Dom Walmor come\u00e7ou a reflex\u00e3o com uma pergunta: \u201cComo pode o amor de Deus permanecer nele?. Esta \u00e9 a interpelante pergunta respondida por S\u00e3o Jo\u00e3o no terceiro cap\u00edtulo de sua primeira carta. A resposta \u00e0 esta pergunta \u00e9 a quest\u00e3o central na constru\u00e7\u00e3o da autenticidade no seguimento de Jesus. O disc\u00edpulo e a disc\u00edpula s\u00e3o remetidos a uma verifica\u00e7\u00e3o do tecido que configura o n\u00facleo mais \u00edntimo de seu ser. A refer\u00eancia ao cora\u00e7\u00e3o, a esta\u00e7\u00e3o da interioridade, muito al\u00e9m de qualquer poss\u00edvel e arriscado intimismo, \u00e9 p\u00f4r-se em corajoso exerc\u00edcio de an\u00e1lise e levantamentos a respeito da constitui\u00e7\u00e3o misericordiosa de si mesmo\u201d.<\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo, segundo dom Walmor, \u201c\u00e9 visceralmente constitu\u00eddo dos sentimentos norteadores da compet\u00eancia de ver o outro e a ele n\u00e3o se fechar, mas sobre ele debru\u00e7ar-se, comovendo-se, para atender-lhes demandas \u00e0 luz do conhecimento de suas necessidades e car\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Falando da compaix\u00e3o, afirmou que a mesma \u201c\u00e9 o selo, \u00fanico e insubstitu\u00edvel selo de autenticidade, cujas ra\u00edzes de exemplaridade se encontram no modo de ser do Mestre Jesus, aquele que tem compaix\u00e3o dos seus, ovelhas sem pastor, consciente de sua miss\u00e3o de ungido e enviado para anunciar a boa nova dos pobres, anunciar-lhes o ano da gra\u00e7a, em vez de cinzas, o \u00f3leo da alegria\u201d.<\/p>\n<p>Ao disc\u00edpulo \u00e9 indicado o caminho da resposta \u00e0 inquietante interroga\u00e7\u00e3o, \u201ccomo pode o amor de Deus permanecer nele?\u201d Uma interroga\u00e7\u00e3o que h\u00e1 de ser o mais significativo inc\u00f4modo existencial no processo di\u00e1rio de qualifica\u00e7\u00e3o discipular.\u00a0P\u00f5e-se em quest\u00e3o uma indispens\u00e1vel envergadura, disse o presidente da CNBB, que \u00e9 projeto divino em n\u00f3s. O princ\u00edpio \u00e9 lembrado: (1J0 3,1) \u201cVede que grande presente de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus! E n\u00f3s o somos. Esta \u00e9 a moldura da interpela\u00e7\u00e3o existencial posta pela palavra de Deus agora proclamada\u201d.<\/p>\n<p>Dom Walmor continuou afirmando que \u201cum holofote aceso iluminando a consci\u00eancia humana interpela \u00e0 percep\u00e7\u00e3o e impacto de sua condi\u00e7\u00e3o, filho de Deus, considerado o presente grande dado pelo pai: somos chamados filhos de Deus. E n\u00f3s o somos\u201d.<\/p>\n<p>Esta condi\u00e7\u00e3o gratuita e amorosa se impulsiona pelo princ\u00edpio do amor cuja l\u00f3gica h\u00e1 de ser considerada como condi\u00e7\u00e3o de fomentar o novo em lugar do velho que corrompe: (1 Jo 4,10-11) \u201cNisto consiste o amor: n\u00e3o fomos n\u00f3s que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como oferenda de expia\u00e7\u00e3o pelos nossos pecados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cPois esta \u00e9 a mensagem que ouvistes desde o in\u00edcio: que nos amemos uns dos outros.\u201d S\u00f3 esta \u00e9 a escolha poss\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 outra. A outra op\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 o pecado. Ora, aquele que pratica o pecado \u00e9 do diabo, porque o diabo \u00e9 pecador desde o princ\u00edpio. Para isto \u00e9 que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo&#8221;. (1 Jo 3,10-13) \u201cNisto se revela quem \u00e9 filho de Deus e quem \u00e9 filho do diabo: todo aquele que n\u00e3o pratica a justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 de Deus, como tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 de Deus quem n\u00e3o ama o seu irm\u00e3o. Pois esta \u00e9 a mensagem que ouvistes desde o in\u00edcio: que nos amemos uns aos outros. N\u00e3o como Caim, que, sendo do Maligno, matou o seu irm\u00e3o. E por que o matou? Porque as suas obras eram m\u00e1s, ao passo que as do seu irm\u00e3o eram justas\u201d.<\/p>\n<p>Clareia o horizonte interpelativo di\u00e1rio para nos incomodar e, amparados e fecundados pela gra\u00e7a de Deus, sublinhou dom Walmor, darmos conta do que nos compete, exatamente na contram\u00e3o do \u201cpossuir riquezas neste mundo e v\u00ea o seu irm\u00e3o passar necessidade, mas diante dele fechar o seu cora\u00e7\u00e3o. Somos desafiados a uma finesse relacional de modo que n\u00e3o amemos s\u00f3 com palavras e de boca, mas por a\u00e7\u00f5es e na verdade. A verdade de Cristo \u00e9 sua compaix\u00e3o, suas entranhas de miseric\u00f3rdia\u201d.<\/p>\n<p>E sempre exigente, porque di\u00e1ria e de todo momento, a tarefa de conseguir estar, existencialmente, dentro do princ\u00edpio da qualificada filia\u00e7\u00e3o divina: n\u00e3o fomos n\u00f3s que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou. N\u00e3o h\u00e1 outra alternativa sen\u00e3o amar de verdade, correndo sempre o risco de ser dada por descontada, por justifica\u00e7\u00f5es ou comodidades, por incompet\u00eancia relacional ou entupimentos humanos afetivos, por estreitezas ou por mesquinhez. Nenhuma condi\u00e7\u00e3o humana, com as circunst\u00e2ncias que a configuram, est\u00e1 isenta do distanciamento do amor de verdade.<\/p>\n<p>O presidente da CNBB tamb\u00e9m recordou o dia em que a Igreja faz mem\u00f3ria de Santa Teresa, virgem e doutora da Igreja. \u201cParece oportuno reportar-nos ao que ela indica como exerc\u00edcio vivencial di\u00e1rio, o que constitui a din\u00e2mica da primeira morada do Castelo Interior\/Moradas, uma de suas obras cl\u00e1ssicas: Ela descreve a primeira morada com a indica\u00e7\u00e3o de duas din\u00e2micas sempre e permanentemente fundamentais na conquista e manuten\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de filhos e filhas de Deus, disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus, para a compet\u00eancia de amar de verdade: Conhece-te a ti mesmo e a Humildade\u201d.<\/p>\n<p>Ela lembra que mesmo tendo alcan\u00e7ado, permanente ou momentaneamente, o matrim\u00f4nio espiritual, intimidade fecunda no amor de Deus, por limita\u00e7\u00e3o do humano, escorregamos e ca\u00edmos no est\u00e1gio sempre primeiro que requer exercitar a humildade e o conhecimento de si mesmo. Ningu\u00e9m pode alimentar a pretens\u00e3o de ter ultrapassado o est\u00e1gio deste exerc\u00edcio espiritual di\u00e1rio sob pena de ilus\u00e3o, endurecimento que entope e produz a dureza de cora\u00e7\u00e3o que prejudica os pobres, faz sombra \u00e0 raz\u00e3o, faz gostar de t\u00edtulos, privil\u00e9gios e dos primeiros lugares, se deixando levar pela disputa ou tomado por indiferen\u00e7as, incapacitando para o alcance de percep\u00e7\u00f5es para gestos concretos de solidariedade, desapego, simplicidade.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, alimentando \u00e0 semelhan\u00e7a do cora\u00e7\u00e3o dos fariseus um cora\u00e7\u00e3o duro, o gosto pelas filact\u00e9rias, amigos do dinheiro, distanciados tamb\u00e9m da miseric\u00f3rdia, da justi\u00e7a e da verdade. \u201cSanta Madre Teresa \u2013 concluiu Dom Walmor \u2013 nos indica este fecundo caminho, como exerc\u00edcio espiritual e existencial permanente, conhecer-se a si mesmo e a humildade para qualificar nossa cidadania e nos oportunizar, fecundados pela gra\u00e7a de Deus, a conquistar a envergadura de verdadeiros filhos e filhas de Deus, dando tecido bom \u00e0 nossa cidadania, com for\u00e7a de testemunho transformador e prof\u00e9tica atua\u00e7\u00e3o no mundo testemunhando o Reino\u201d.<\/p>\n<p>Manuela Castro &#8211; Cidade do Vaticano<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es do Vatican News.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da CNBB recordou a mem\u00f3ria de Santa Teresa, exemplo de quem viveu o exerc\u00edcio espiritual que nos qualifica como filhos de Deus<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":1739,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1078],"tags":[1457],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=35597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35597\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/1739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=35597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=35597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=35597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}