{"id":35610,"date":"2019-10-16T00:00:00","date_gmt":"2019-10-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/reitor-de-seminario-em-manaus-fala-de-formacao-presbiteral-com-o-rosto-amazonico\/"},"modified":"2020-10-23T13:43:47","modified_gmt":"2020-10-23T16:43:47","slug":"reitor-de-seminario-em-manaus-fala-de-formacao-presbiteral-com-o-rosto-amazonico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/reitor-de-seminario-em-manaus-fala-de-formacao-presbiteral-com-o-rosto-amazonico\/","title":{"rendered":"Reitor de Semin\u00e1rio em Manaus fala de forma\u00e7\u00e3o presbiteral com o rosto Amaz\u00f4nico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><em>A entrevista ao vivo do Facebook desta quarta-feira, no Vaticano, foi com padre Zenildo Lima da Silva, reitor do Semin\u00e1rio S\u00e3o Jose de Manaus (AM). Ele bateu um papo sobre voca\u00e7\u00f5es sacerdotais com o comunicador da r\u00e1dio Vaticana, Silvonei Jos\u00e9. Para ele, uma coisa tornou-se mais n\u00edtida a partir dos debates do S\u00ednodo: &#8220;O que n\u00f3s temos hoje como resposta constru\u00edda na Igreja da Amaz\u00f4nia, seja pelo processo mission\u00e1rio evangelizador, seja pelo processo formador presbiteral, tem que se abrir e avan\u00e7ar para que a gente acolha todas essas interpela\u00e7\u00f5es que emergem da realidade&#8221;, disse.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Leia a entrevista na \u00edntegra:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Silvonei: O Senhor \u00e9 reitor de um semin\u00e1rio em Manaus, perfeito?<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_227476\" aria-describedby=\"caption-attachment-227476\" style=\"width: 386px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.cnbb.org.br\/reitor-de-seminario-em-manaus-fala-de-formacao-presbiteral-com-o-rosto-amazonico\/padre-zenildo\/\" rel=\"attachment wp-att-227476\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-227476 \" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/Padre-Zenildo-300x184-1.jpg\" alt=\"\" width=\"386\" height=\"237\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-227476\" class=\"wp-caption-text\"><em>Padre Zenildo Lima da Silva, reitor do Semin\u00e1rio S\u00e3o Jose de Manaus<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><strong>Padre Zenildo:<\/strong><\/em>Exatamente. Estou reitor de semin\u00e1rio, um semin\u00e1rio praticamente inter-regional onde est\u00e3o mais de 50 seminaristas de nove circunscri\u00e7\u00f5es eclesiais diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Vamos falar um pouquinho sobre as voca\u00e7\u00f5es hoje. N\u00f3s estamos nos ciclos menores hoje e tamb\u00e9m amanh\u00e3, o que se respira neste momento em que os senhores agora se debru\u00e7am realmente sobre os temas a serem apresentados nas suas propostas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os ciclos menores t\u00eam apresentado uma din\u00e2mica interessante. Est\u00e3o fazendo ecoar as interven\u00e7\u00f5es que j\u00e1 foram apresentadas na sala sinodal que por sua vez s\u00e3o um eco do processo de escuta. O caminho agora \u00e9 afunilar as reflex\u00f5es e apresentar proposi\u00e7\u00f5es mais concretas em vista da constru\u00e7\u00e3o de um documento final a cerca destes grandes temas dentre os quais a forma\u00e7\u00e3o presbiteral, a quest\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es e do minist\u00e9rio ordenado tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Se respira um bom ar?<em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ah!, sim certamente. O processo sinodal \u00e9 sempre um processo favor\u00e1vel para a vida da Igreja. \u00c9 sempre um processo de busca de caminhos, de consensos. Os grupos n\u00e3o est\u00e3o a\u00ed para simplesmente apresentarem solu\u00e7\u00f5es prontas, mas para trazerem indica\u00e7\u00f5es de caminhos que podem ajudar a evangeliza\u00e7\u00e3o e a defesa da vida na Igreja que est\u00e1 na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O que significa ser um reitor na Amaz\u00f4nia, em Manaus? De onde vem as voca\u00e7\u00f5es que o senhor est\u00e1 l\u00e1 cuidando com tanto carinho?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nosso semin\u00e1rio eu diria \u00e9 <em>sui generis<\/em>. Eu sou reitor de um semin\u00e1rio que pertence a Arquidiocese, na capital, que \u00e9 uma grande metr\u00f3pole, mas que acolhe seminaristas das igrejas locais da regi\u00e3o do Amazonas e de Roraima, de realidades muito menores, at\u00e9 de realidades rurais e mesmo de realidades ind\u00edgenas. No semin\u00e1rio de Manaus, n\u00f3s temos o encontro dessas realidades, culturas e perspectivas tamb\u00e9m. Estar reitor num semin\u00e1rio com essa configura\u00e7\u00e3o tem uma exig\u00eancia muito grande de escuta, de tentativa de s\u00edntese e de apresenta\u00e7\u00e3o de caminhos. Eu diria que o grande desafio para a forma\u00e7\u00e3o presbiteral hoje na Igreja na Amaz\u00f4nia \u00e9 formar presb\u00edteros com essa perspectiva que o S\u00ednodo traz para n\u00f3s. Eu venho refletindo que se trata de um processo que por sua vez exige a capacidade de di\u00e1logo. O presb\u00edtero formado na Amaz\u00f4nia tem que ser capaz desta realidade, desta interculturalidade. \u00c9 um processo que exige singularidade. Hoje n\u00e3o se pode pensar que s\u00f3 os formadores s\u00e3o respons\u00e1veis por um processo formativo. Mas toda a Igreja. A forma\u00e7\u00e3o ela \u00e9 sinodal e sobretudo um processo de incultura\u00e7\u00e3o. Eu costumo dizer n\u00e3o s\u00e3o padres gen\u00e9ricos, s\u00e3o padres para atuarem concreto daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Padres com os p\u00e9s na lama?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Padres com os p\u00e9s na lama, padres com cheio de ovelha ou daquela fauna que \u00e9 pr\u00f3pria da nossa regi\u00e3o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Falando das voca\u00e7\u00f5es. As cr\u00edticas dizem que a Amaz\u00f4nia n\u00e3o tem voca\u00e7\u00f5es, parece que a Igreja esqueceu das voca\u00e7\u00f5es&#8230; \u00a0Como voc\u00ea responde a isso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu acho que n\u00e3o se pode fazer uma afirma\u00e7\u00e3o que na Amaz\u00f4nia n\u00e3o tem voca\u00e7\u00f5es. Primeiro a gente tem que reconhecer se o modo como o minist\u00e9rio est\u00e1 organizado na Amaz\u00f4nia corresponde a antropologia e \u00e0 din\u00e2mica daquela regi\u00e3o. Nossas Igrejas est\u00e3o repletas de pessoas que est\u00e3o dispon\u00edveis para o processo evangelizador e para a din\u00e2mica mission\u00e1ria. A gente tamb\u00e9m tem que reconhecer que hoje as voca\u00e7\u00f5es para esse modelo de minist\u00e9rio presbiteral s\u00e3o procedentes da realidade dos movimentos eclesiais, s\u00e3o procedentes das realidades comunidades eclesiais. N\u00f3s n\u00e3o temos talvez o n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es ao minist\u00e9rio presbiteral como n\u00f3s esperamos e como n\u00f3s temos necessidade. Mas ent\u00e3o, n\u00e3o se deve questionar o trabalho vocacional que vem acontecendo. Se deve questionar se n\u00e3o h\u00e1 outros caminhos al\u00e9m deste modelo presbiteral. As voca\u00e7\u00f5es existem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Temos voca\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Temos voca\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e temos sacerdotes, presb\u00edteros ind\u00edgenas que come\u00e7am a exercer o minist\u00e9rio junto das suas pr\u00f3prias comunidades eclesiais. No nosso semin\u00e1rio de Manaus temos ind\u00edgenas da regi\u00e3o do Rio Negro, portanto das etnias Desana, Uapixana, Tukano, Bar\u00e9 e tamb\u00e9m temos ind\u00edgenas de Roraima, que s\u00e3o Macuxis. Convivemos com essa diversidade cultural e \u00e9tnica no nosso semin\u00e1rio e as voca\u00e7\u00f5es em meio e essas comunidades ind\u00edgenas elas n\u00e3o s\u00e3o realidade, elas s\u00e3o pr\u00f3prias com express\u00f5es pr\u00f3prias das suas etnias e chegar ao minist\u00e9rio nessas etnias tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 uma possibilidade. Agora, \u00e9 claro que falar de uma Igreja com rosto amaz\u00f4nico e com rosto ind\u00edgena ainda \u00e9 um caminho que temos a percorrer. O n\u00famero de presb\u00edteros que n\u00f3s temos, seja no clero diocesano, quanto no religioso ainda \u00e9 pequeno para que a gente possa afirmar uma Igreja com um rosto ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O senhor tem ideia de quantos sacerdotes ind\u00edgenas n\u00f3s temos na Amaz\u00f4nia Brasileira?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Precisamente n\u00e3o saberia dizer n\u00e3o porque j\u00e1 vai al\u00e9m da regi\u00e3o do Amazonas e Roraima, mas tamb\u00e9m tem a\u00ed o centro-oeste e a parte mais do nordeste do Brasil que comp\u00f5e a Amaz\u00f4nia Legal n\u00e9. Mas j\u00e1 s\u00e3o algumas dezenas. Sobretudo na vida religiosa consagrada, tamb\u00e9m temos presb\u00edteros ind\u00edgenas. Basta dizer que um dos peritos presente nesse s\u00ednodo \u00e9 um presb\u00edtero de uma etnia ind\u00edgena, mas ainda \u00e9 uma quantidade ainda pequena pelo total que presb\u00edteros que n\u00f3s temos no Brasil e na regi\u00e3o. Mas \u00e9 um caminho que a gente deve insistir e deve acreditar tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes ind\u00edgenas, tirando eles da sua aldeia para a cidade, o encontro com o \u201chomem branco\u201d, uma nova cultura, uma nova vis\u00e3o de mundo. \u00c9 um pouquinho complexo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diria que \u00e9 um desafio. Primeiro \u00e9 bom a gente levar em conta que existem muitos ind\u00edgenas no mundo urbano. Isso \u00e9 um dado, uma realidade. Assim como tamb\u00e9m existem muitos processos de urbaniza\u00e7\u00e3o junto das comunidades ind\u00edgenas. Agora \u00e9 claro existe a peculiaridade cultural, \u00e9tnica tamb\u00e9m. N\u00f3s percebemos que essa \u00e9 uma lacuna no nosso processo formativo e esse s\u00ednodo tem sido um elemento de questionamento, de interpela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para que a gente seja capaz de rever os nossos processos formativos e encontrar caminhos para oferecer a forma\u00e7\u00e3o a presbiteral junto da pr\u00f3pria realidade, junto das pr\u00f3prias express\u00f5es culturais e sobretudo tamb\u00e9m favorecer a reflex\u00e3o filos\u00f3fica, teol\u00f3gica tamb\u00e9m a partir das categorias que esses povos\u00a0 tem presentes no seu universo intelectual e de conhecimento tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Existem esse choque cultural dos que vem ao semin\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A gente usa a express\u00e3o choque cultural. Existe sempre esse impacto da cultura urbana, do ritmo urbano e do modelo do nosso semin\u00e1rio que \u00e9 moldado segundo o ritmo urbano a partir das categorias, mas n\u00e3o s\u00f3 dos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m dos ribeirinhos que chegam em nosso semin\u00e1rio e vivem ali todo um processo tamb\u00e9m de urbaniza\u00e7\u00e3o que pode criar alguma dificuldade quando no retorno as suas comunidades de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Qual o maior desafio para um reitor de semin\u00e1rio dentro da Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Primeiro que se diz que um desafio primeiro \u00e9 ser reitor de um semin\u00e1rio, j\u00e1 \u00e9 um desafio em qualquer lugar do mundo. Mas, eu acho que maior que um desafio que seja algo assim que implique em um peso. \u00c9 uma alegria a gente se encontrar com esta possibilidade que nos instiga, nos impulsiona. Ela \u00e9 desafiadora, mas ela \u00e9 apaixonante, ela \u00e9 entusiasmante. O desafio \u00e9 fazermos parte desse processo da constru\u00e7\u00e3o de uma Igreja com o rosto amaz\u00f4nico e \u00e9 um desafio que eu associo mais a privil\u00e9gio do que um peso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como \u00e9 que se faz para dentro de um semin\u00e1rio alimentar tamb\u00e9m esse desejo que tem de um ribeirinho ou de um ind\u00edgena a seguir os passos de Jesus e de se entregar justamente para uma vida, que muitas vezes, \u00e9 muito diferente da vida da onde ele nasce?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aqui a gente tem desafios do ponto de vista das concep\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m do ponto de vista da estrutura. Primeiro que hoje o processo de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 compreendido como um processo amplo. A gente fala da forma\u00e7\u00e3o inicial e a da forma\u00e7\u00e3o permanente e esse \u00e9 um processo que deve ser desenvolvido nas Igrejas locais. O fato de que algu\u00e9m alcan\u00e7ou a ordena\u00e7\u00e3o presbiteral n\u00e3o quer dizer que completou o seu processo formativo. Ent\u00e3o, nas igrejas locais o pr\u00f3prio exerc\u00edcio do minist\u00e9rio a gente deve sempre encontrar caminhos em que a din\u00e2mica formativa seja constante na vida do neo-presb\u00edtero. N\u00f3s temos uma dificuldade, n\u00e3o s\u00f3 em termos de Amaz\u00f4nia, como de Brasil tamb\u00e9m a respeito da inser\u00e7\u00e3o dos novos padres no processo evangelizador, do processo mission\u00e1rio das Igrejas locais. Ent\u00e3o, nada mais oportuno que a pr\u00f3pria din\u00e2mica evangelizadora da Igreja local como o caminho de forma\u00e7\u00e3o permanente. Mas temos tamb\u00e9m dificuldades estruturarias pelo fato dos ribeirinhos, dos nossos ind\u00edgenas que v\u00eam de outras realidades acad\u00eamicas, de outras realidades de concep\u00e7\u00f5es conceituais, de outras categorias ao entrar em contato com esse mundo e com a rigidez quase excludente at\u00e9 mesmo dos nossos processos acad\u00eamicos e o des\u00e2nimo que eles podem encontrar, a sensa\u00e7\u00e3o de estarem a quem desse processo formativo e a\u00ed o desafio da casa de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 perceber essas capacidades, sabedoria, intelig\u00eancia e racionalidade que est\u00e3o presentes nessas pessoas e que tem que ser valorizadas ao entrarem em contato com o nosso modo de raciocinar, com o nosso modo importar o conhecimento e at\u00e9 mesmo com o nosso modo de refletir a f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>E n\u00f3s estamos preparados a receber tudo isso?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu acho que esse \u00e9 o caminho que n\u00f3s estamos construindo. Eu espero e acredito que o S\u00ednodo vem dando essas contribui\u00e7\u00f5es desde o processo de escuta. O papa est\u00e1 nos interpelando cada vez mais por novos caminhos e acho que esses novos caminhos passam por rever as nossas estruturas, os nossos processos formativos. Uma coisa \u00e9 clara, o que n\u00f3s temos hoje como resposta constru\u00edda na Igreja da Amaz\u00f4nia, seja pelo processo mission\u00e1rio evangelizador, seja pelo processo formador presbiteral tem que se abrir, tem que avan\u00e7ar para que a gente acolha todas essas interpela\u00e7\u00f5es que emergem da realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O papa tem um sonho de que cada aldeia e etnia tenha o seu sacerdote. \u00c9 sonho mesmo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todo sonho \u00e9 um convite a se tornar uma realidade. O sonho do papa \u00e9 este, o sonho das comunidades ribeirinhas \u00e9 que cada comunidade tenha o seu presb\u00edtero, tenha o seu anci\u00e3o, tenha o seu sacerdote. N\u00e3o de menos uma discuss\u00e3o que emergiu, est\u00e1 emergindo dos nossos encontros das assembleias geras das congrega\u00e7\u00f5es gerais \u00e9 se o modelo de presb\u00edtero que n\u00f3s temos \u00e9 o \u00fanico que pode responder aos anseios destas comunidades. Mas eu penso que mais que um sonho isso se coloca para n\u00f3s uma tarefa e quem est\u00e1 envolvido na anima\u00e7\u00e3o vocacional, quem est\u00e1 envolvido na forma\u00e7\u00e3o presbiteral tem a tarefa de tornar ato o que agora a gente fala como sonho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Amaz\u00f4nia produz voca\u00e7\u00f5es, existe voca\u00e7\u00f5es e n\u00f3s estamos indo para uma forma\u00e7\u00e3o cada vez mais inculturada tamb\u00e9m dos nossos ribeirinhos, dos nossos ind\u00edgenas, mas tamb\u00e9m daqueles que est\u00e3o na cidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse \u00e9 um caminho irrevers\u00edvel. Eu acho que \u00e9 muito importante tamb\u00e9m que este S\u00ednodo nos ajude a perceber que a Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 um lugar de car\u00eancias e mission\u00e1rias. A Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m \u00e9 um lugar de respostas. E quando o papa nos prop\u00f4s envolver nesse processo sinodal novos interlocutores, tamb\u00e9m estamos nos convidando a abrir uma nova cosmovis\u00e3o, a uma nova compreens\u00e3o. Ent\u00e3o, certamente sem medo nenhum de estar equivocado, a Amaz\u00f4nia \u00e9 um lugar de voca\u00e7\u00f5es, a Amaz\u00f4nia \u00e9 um lugar para exerc\u00edcio de ministerialidade, a Amaz\u00f4nia \u00e9 um lugar de capacidade de construir respostas para o trabalho evangelizador e para o trabalho mission\u00e1rio a partir dos seus agentes locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Na sexta feira n\u00e3o teremos os ciclos menores, mas voc\u00eas estar\u00e3o trabalhando os textos que ser\u00e3o apresentados na segunda-feira durante a congrega\u00e7\u00e3o geral para que se comece ent\u00e3o a afunilar as propostas. Eu creio que \u00e9 o momento de colocar no papel aquilo que se deseja se propor ao Santo Padre?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu acho que esse momento \u00e9 muito importante para o S\u00ednodo. Eu diria que \u00e9 o momento do esp\u00edrito. Acho que a congrega\u00e7\u00e3o geral, ontem, terminou com apelos bastante concretos do Santo Padre e ela se reiniciou hoje com os grupos de trabalho, os c\u00edrculos menores a partir dessas perspectivas e dessas interpela\u00e7\u00f5es. \u00c9 momento do esp\u00edrito e a gente n\u00e3o vai estar reunido em congrega\u00e7\u00e3o geral, mas muita gente vai estar trabalhando na elabora\u00e7\u00e3o do texto. Come\u00e7amos a construir o caminho que o Senhor nos interpelou.<\/p>\n<h5><strong><em>Fotos: Vatican News<\/em><\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o padre, ap\u00f3s a reflex\u00e3o nos ciclos menores, S\u00ednodo chega no seu ponto alto com o momento do Esp\u00edrito apontar caminhos<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":35611,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1078],"tags":[1424],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35610"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=35610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/35610\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/35611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=35610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=35610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=35610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}