{"id":35741,"date":"2019-10-30T00:00:00","date_gmt":"2019-10-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/coracoes-ao-alto\/"},"modified":"2019-10-30T00:00:00","modified_gmt":"2019-10-30T03:00:00","slug":"coracoes-ao-alto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/coracoes-ao-alto\/","title":{"rendered":"Cora\u00e7\u00f5es ao alto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Adelar Baruffi<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Cruz Alta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Quando a sociedade quer, continuamente, nos fazer entender que n\u00e3o precisamos de Deus para viver, que o \u00fanico olhar poss\u00edvel para o ser humano \u00e9 o horizontal, que \u00e9 in\u00fatil a preocupa\u00e7\u00e3o com o p\u00f3s-morte, cabe-nos afirmar que \u201ccreio na vida eterna\u201d. O sacerdote, no di\u00e1logo que inicia a ora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica diz \u201ccora\u00e7\u00f5es ao alto\u201d, a assembleia reunida responde \u201co nosso cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Deus\u201d. A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica nos recorda e educa, por meio de seus ritos, a manter sempre \u201co cora\u00e7\u00e3o em Deus\u201d. O ser humano n\u00e3o caminha sozinho. Temos uma liga\u00e7\u00e3o fundamental, que d\u00e1 sentido e identidade a nossa vida: somos criaturas, nossa vida \u00e9 um dom de Deus, dele viemos e retornamos para estarmos definitivamente com Ele. Esta \u00e9 a par\u00e1bola da nossa exist\u00eancia, da qual o t\u00famulo que visitamos no dia de Finados \u00e9 um sinal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comemora\u00e7\u00e3o do Dia de Finados, re\u00fane elementos humanos, culturais e espirituais. Humanamente \u00e9 o dia da saudade, de recorda\u00e7\u00f5es positivas ou n\u00e3o. A visita ao local do sepultamento \u00e9 um elemento muito importante para esta recorda\u00e7\u00e3o. Cada cultura tem seu costume pr\u00f3prio de reverenciar os antepassados. Por\u00e9m, a lembran\u00e7a de que um dia nossos queridos existiram e fizeram parte de nosso cotidiano e agora j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o presentes, nos coloca, necessariamente, a quest\u00e3o fundamental do sentido da vida. Mesmo quando os que partiram tiveram a alegria de viver longos anos, permanece sempre a certeza do pouco vivido, da incompletude, do n\u00e3o definitivo, do tempo que foge, da n\u00e3o apreens\u00e3o da totalidade de sentido do existir. O caminho de nossa vida \u00e9 finito. Entramos na estrada que outros j\u00e1 estiveram. Herdamos o bem que nos deixaram. Deixamos nossa marca, nossas obras, e, tamb\u00e9m, um dia partiremos. O que seria do ser humano se n\u00e3o tivesse Deus em quem se ancorar! Finados \u00e9 dia que nos possibilita olhar para aqueles que j\u00e1 se foram, com o cora\u00e7\u00e3o agradecido, e elevar nossos \u201ccora\u00e7\u00f5es ao alto\u201d para aonde caminhamos pressurosos, \u201ccomo estrangeiros e peregrinos\u201d (Hb 11,13), no desejo \u201cde uma p\u00e1tria melhor, isto \u00e9 a p\u00e1tria celeste\u201d (Hb 11,16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mem\u00f3ria dos falecidos nos remete \u00e0 f\u00e9 em Deus e sua promessa revelada em Jesus Cristo. Ele fala do Pai que a todos quer consigo: \u201cNa casa de meu Pai h\u00e1 muitas moradas\u201d (Jo 14,1). O pr\u00f3prio Jesus nos quer consigo ap\u00f3s nossa partida: \u201cDepois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que, onde eu estou, tamb\u00e9m v\u00f3s estejais\u201d (Jo 14,3). Quem vive na certeza da companhia de Deus n\u00e3o ter\u00e1 dificuldades de compreender que o amor vivido neste mundo, na caridade realizada aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, se completa em Cristo Ressuscitado. Portanto, a \u00fanica vida que recebemos de Deus, como um dom, se completa ap\u00f3s a nossa morte, pois \u201cagora n\u00f3s vemos como num espelho, confusamente; mas, ent\u00e3o, veremos face a face\u201d (1Cor 13,12). A comunh\u00e3o que formamos com Cristo, pelo nosso batismo, constitui todos os crist\u00e3os numa \u00fanica grande fam\u00edlia. A eles estamos unidos, pela f\u00e9. Os santos, neste sentido, s\u00e3o nossos irm\u00e3os e intercessores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enfim, o dia de Finados nos recorda que somente o amor edifica a vida e permanece para sempre. Amor, caridade, solidariedade, acolhida, promo\u00e7\u00e3o da vida s\u00e3o o modo de vivermos nossa f\u00e9, como seguidores de Jesus Cristo. A caridade ser\u00e1 o crit\u00e9rio de nosso julgamento, como nos disse S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz: \u201cNo ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Adelar Baruffi Bispo de Cruz Alta Quando a sociedade quer, continuamente, nos fazer entender que n\u00e3o precisamos de Deus para viver, que o \u00fanico olhar poss\u00edvel para o ser humano \u00e9 o horizontal, que \u00e9 in\u00fatil a preocupa\u00e7\u00e3o com o p\u00f3s-morte, cabe-nos afirmar que \u201ccreio na vida eterna\u201d. 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