{"id":35879,"date":"2019-11-14T00:00:00","date_gmt":"2019-11-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-morte-nao-e-eterna\/"},"modified":"2019-11-14T00:00:00","modified_gmt":"2019-11-14T03:00:00","slug":"a-morte-nao-e-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-morte-nao-e-eterna\/","title":{"rendered":"A morte n\u00e3o \u00e9 eterna!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Leomar Ant\u00f4nio Brustolin<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo Auxiliar de Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No entardecer da vida, seremos julgados pelo amor. Assim S\u00e3o Jo\u00e3o da Cruz, o grande m\u00edstico espanhol do s\u00e9culo XVII sentenciou sobre o fim de nossos dias. Tratar da morte geralmente \u00e9 muito dif\u00edcil porque as pessoas a pensam fora da vida. Morrer faz parte do viver. Gastar tempo, consumir energia, renunciar algo, perder: tudo revela diariamente que a vida \u00e9 como uma vela que se consome para produzir luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Preparar-se para o entardecer da vida n\u00e3o \u00e9 olhar para a noite da morte, mas perceber que o sol se p\u00f5e nesta vida terrena, mas continua a brilhar na vida eterna, onde \u00e9 sempre dia. Falar do morrer significa tratar do viver. Se pens\u00e1ssemos apenas no morrer, colocar\u00edamos o sentido de tudo somente no final da exist\u00eancia. Muitas pessoas tenderam para essa posi\u00e7\u00e3o e acabaram desprezando o viver e perdendo o sabor dos dias na Terra. A tenta\u00e7\u00e3o maior de nossos dias, contudo, \u00e9 a abordagem contr\u00e1ria, pensar somente no agora, no material, na vida saud\u00e1vel, jovem e bela. Isso \u00e9 provis\u00f3rio demais e pode gerar um desespero quando os limites come\u00e7am a aparecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os crist\u00e3os definem a morte como passagem da vida limitada para uma vida plena, em Deus. Trata-se de plenificar e consumar o que agora temos apenas como imagem. Vivemos na f\u00e9 e na esperan\u00e7a aquilo que um dia veremos plenamente. Ensina o cristianismo que em Jesus Cristo, apesar de vivermos na limita\u00e7\u00e3o do tempo, j\u00e1 somos eternos, porque somos filhos da Deus. \u00c9 por isso que os crist\u00e3os j\u00e1 sabem ser ressuscitados e a morte n\u00e3o pode lhes separar de Cristo, como proclama Paulo Ap\u00f3stolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Ressuscitado n\u00e3o \u00e9 um sobrevivente, por isso os disc\u00edpulos demoram a reconhec\u00ea-lo, diferentemente de L\u00e1zaro, cujo ressuscitamento produziu o reconhecimento imediato e geral. Este \u00faltimo voltou a viver confinado \u00e0 velha cria\u00e7\u00e3o. Jesus Cristo, ao contr\u00e1rio, ressuscita e aparece na pot\u00eancia da nova cria\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 um homem novo, o primog\u00eanito da nova cria\u00e7\u00e3o, o in\u00edcio da nova humanidade. A morte significa que a vida n\u00e3o \u00e9 eterna, e a ressurrei\u00e7\u00e3o significa que a morte n\u00e3o \u00e9 eterna. Somente a vida nova \u00e9 eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este \u00e9 o sentido de nosso ser mortal: uma vida alienada de Deus n\u00e3o tem futuro. Eternizar esta vida seria eternizar suas contradi\u00e7\u00f5es, suas culpas, o mal praticado e sofrido: seria eternizar a morte. Pelo fato de nossa vida ser mortal e limitada, somos levados a desejar uma vida que dure para sempre, por isso deve ser mudada, transformada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Leomar Ant\u00f4nio Brustolin Bispo Auxiliar de Porto Alegre No entardecer da vida, seremos julgados pelo amor. 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