{"id":36010,"date":"2019-11-28T00:00:00","date_gmt":"2019-11-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-celibato-sacerdotal\/"},"modified":"2019-11-28T00:00:00","modified_gmt":"2019-11-28T03:00:00","slug":"o-celibato-sacerdotal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-celibato-sacerdotal\/","title":{"rendered":"O Celibato sacerdotal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Por ocasi\u00e3o do S\u00ednodo da Amaz\u00f4nia, debateu-se sobre o celibato sacerdotal, contin\u00eancia sexual \u201cpor causa do Reino dos C\u00e9us\u201d, com obje\u00e7\u00f5es antigas e que j\u00e1 foram respondidas, especialmente pelo Papa S\u00e3o Paulo VI, na sua lapidar enc\u00edclica \u201cSacerdotalis caelibatus\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A obje\u00e7\u00e3o baseada na escassez do clero \u00e9 assim exposta por ele: \u201cManter o celibato sacerdotal na Igreja muito prejudicaria as regi\u00f5es onde a escassez num\u00e9rica do clero, reconhecida e lamentada pelo Conc\u00edlio,\u00a0provoca situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas, dificultando a plena realiza\u00e7\u00e3o do plano divino de salva\u00e7\u00e3o e pondo \u00e0s vezes em perigo at\u00e9 mesmo a possibilidade do primeiro an\u00fancio evang\u00e9lico. De fato, a preocupante rarefa\u00e7\u00e3o do clero \u00e9 atribu\u00edda por alguns ao peso da obriga\u00e7\u00e3o do celibato\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A essa obje\u00e7\u00e3o, Paulo VI responde magistralmente: \u201cNosso Senhor Jesus Cristo n\u00e3o temeu confiar a um punhado de homens, que todos ter\u00edamos julgado insuficientes tanto em n\u00famero como em qualidade, o encargo imenso da evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo at\u00e9 ent\u00e3o conhecido; e ordenou a essa &#8220;pequena grei&#8221; que n\u00e3o tivesse receio (cf.\u00a0<em>Lc<\/em>\u00a012,32), porque alcan\u00e7aria com Ele e por Ele, a vit\u00f3ria sobre o mundo (<em>Jo<\/em>\u00a016,33) gra\u00e7as \u00e0 constante assist\u00eancia que lhe daria (<em>Mt<\/em>\u00a028,20). Advertiu-nos tamb\u00e9m Jesus de que o Reino de Deus possui uma for\u00e7a \u00edntima e secreta, que o faz crescer e chegar \u00e0 messe sem que o homem saiba como (cf.\u00a0<em>Mc<\/em>\u00a04,26-29). Essa messe do Reino de Deus \u00e9 grande, e os oper\u00e1rios ainda s\u00e3o poucos, como ao princ\u00edpio; ou por outra, nunca chegaram a ser t\u00e3o numerosos, que se pudessem dizer suficientes segundo os c\u00e1lculos humanos. Mas o Senhor do Reino exige que se reze, para que o Dono da messe mande oper\u00e1rios para o seu campo (<em>Mt<\/em>\u00a09,37-38). Os planos e a prud\u00eancia dos homens n\u00e3o podem sobrepor-se \u00e0 misteriosa sabedoria daquele que, na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, desafiou a sabedoria e o poder do homem com a sua insensatez e fraqueza (<em>1 Cor<\/em>\u00a01,20-31)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E o Papa explica mais: \u201cN\u00e3o se pode acreditar sem reservas que, abolido o celibato eclesi\u00e1stico, as voca\u00e7\u00f5es sacerdotais cresceriam por isso mesmo e de forma consider\u00e1vel: a experi\u00eancia contempor\u00e2nea das Igrejas e das comunidades eclesiais que permitem o matrim\u00f4nio aos seus ministros, parece depor em contr\u00e1rio. A rarefa\u00e7\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais deve ser procurada principalmente noutras causas: por exemplo, na perda ou na diminui\u00e7\u00e3o do sentido de Deus e do que \u00e9 sacro nos indiv\u00edduos e nas fam\u00edlias, e na perda da estima pela Igreja como institui\u00e7\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o mediante a f\u00e9 e os sacramentos. O problema tem, portanto, que ser estudado na sua verdadeira raiz\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0&#8220;Amargura-nos saber&#8230; que alguns fantasiam sobre o desejo ou a conveni\u00eancia, que haveria para a Igreja cat\u00f3lica, em renunciar ao que por tantos s\u00e9culos foi e continua a ser uma das mais nobres e mais puras gl\u00f3rias do sacerd\u00f3cio. A lei do celibato eclesi\u00e1stico &#8230; (lembrando) as batalhas dos tempos heroicos, quando a Igreja teve que lutar e venceu, evoca o triunfo do seu trin\u00f4mio glorioso, que ser\u00e1 sempre emblema de vit\u00f3ria:\u00a0<em>Igreja de Cristo, livre, casta e cat\u00f3lica<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney Por ocasi\u00e3o do S\u00ednodo da Amaz\u00f4nia, debateu-se sobre o celibato sacerdotal, contin\u00eancia sexual \u201cpor causa do Reino dos C\u00e9us\u201d, com obje\u00e7\u00f5es antigas e que j\u00e1 foram respondidas, especialmente pelo Papa S\u00e3o Paulo VI, na sua lapidar enc\u00edclica \u201cSacerdotalis caelibatus\u201d. 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