{"id":36215,"date":"2019-12-23T00:00:00","date_gmt":"2019-12-23T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cardeal-orani-espiritualidade-do-natal\/"},"modified":"2019-12-23T00:00:00","modified_gmt":"2019-12-23T03:00:00","slug":"cardeal-orani-espiritualidade-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cardeal-orani-espiritualidade-do-natal\/","title":{"rendered":"A espiritualidade do Natal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist.<br \/>\n<\/strong><strong>Arcebispo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro (RJ)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aproxima-se o Natal. A maioria das pessoas j\u00e1 envolvidas pelo clima comum de fim de ano estejam preocupadas com presentes, amigo oculto, viagens para rever familiares, enfeitar a casa com luzes, uma roupa nova e o que comprar para a ceia natalina. S\u00e3o preocupa\u00e7\u00f5es que revelam a natureza externa e econ\u00f4micas do natal. Nesta oportunidade seria bom refletir sobre o sentido crist\u00e3o do Natal e a espiritualidade emergente que \u201cdepois da celebra\u00e7\u00e3o anual do mist\u00e9rio pascal, nada na Igreja \u00e9 mais vener\u00e1vel do que a celebra\u00e7\u00e3o do Natal do Senhor e das suas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es: \u00e9 o que se faz no Tempo de Natal\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para entendermos, compreendermos e vivermos o Natal do ponto de vista da espiritualidade crist\u00e3 e em conformidade com a Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, necess\u00e1rio se faz revisitar a hist\u00f3ria. \u201cpor volta do ano 336, temos not\u00edcia de uma festa do natal em Roma, onde era celebrada a 25 de dezembro. Por S. Agostinho conseguimos saber que, tamb\u00e9m na \u00c1frica, mais ou menos na mesma \u00e9poca, se celebrava o natal em data id\u00eantica. Por volta do fim do s\u00e9c. IV, a festa j\u00e1 se acha estabelecida no norte da It\u00e1lia e \u00e9 considerada uma das grandes solenidades; \u00e9 o que aconteceu tamb\u00e9m na Espanha. No mesmo per\u00edodo, como ficamos sabendo por um discurso de S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, tamb\u00e9m em Antioquia se celebrava o natal a 25 de dezembro como festa vinda de Roma, por\u00e9m diferente da epifania, celebrada a 6 de janeiro\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cSegundo uma tradi\u00e7\u00e3o, que encontramos expressa no tratado <em>De solstitiis et aequinoctiis <\/em>e repetida frequentemente por Santo Agostinho, Jesus teria sido concebido no mesmo dia e m\u00eas em que depois teria sido morto, isto \u00e9, no dia 25 de mar\u00e7o. Em consequ\u00eancia disso, o nascimento acabaria caindo no dia 25 de dezembro. Mas, ao que tudo indica, essa tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na origem da festa, e talvez quer ser muito mais uma tentativa de explica\u00e7\u00e3o com base num misticismo num\u00e9rico muito em voga na \u00e9poca. Outra explica\u00e7\u00e3o, que historicamente parece mais prov\u00e1vel, \u00e9 a que v\u00ea na festa do Natal uma a\u00e7\u00e3o da Igreja romana para suplantar, cristianizando-a, a festa do \u201cNovo Sol\u201d, ou seja, do <em>Natalis Invicti, <\/em>como se dizia. Inspirado nas Escrituras, mas tamb\u00e9m sob o estimulo das circunst\u00e2ncias ambientais, o simbolismo da luz e do sol em refer\u00eancia a Cristo havia se desenvolvido muito e acabou sendo considerado sagrado para os crist\u00e3os. Alguns textos b\u00edblicos \u2013 dentre os quais: \u201cEle fez do sol a sua morada\u201d(Sl18); \u201cSurgir\u00e1 para v\u00f3s o sol da justi\u00e7a\u201d (Mt4,2); \u201cVir\u00e1 a visitar-nos o sol que surge para iluminar aqueles que est\u00e3o nas trevas\u201d (Lc1,78) etc.- eram um chamado natural para ver o sol o s\u00edmbolo de Cristo. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio costume de rezar voltado para o Oriente era t\u00e3o difundido entre os crist\u00e3os a ponto de fazer crer a muitos pag\u00e3os que eles o faziam em sinal de culto e devo\u00e7\u00e3o ao sol. \u00c9 eloquente o testemunho de S\u00e3o M\u00e1ximo de Turim (meados do s\u00e9c.): Em certo sentido, com raz\u00e3o esse dia do Natal de Cristo \u00e9 chamado vulgarmente tamb\u00e9m de \u201cnovo sol\u201d (&#8230;). De bom grado aceitamos esse modo de falar, porque ao nascimento do Salvador responde n\u00e3o s\u00f3 a salva\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano mas tamb\u00e9m a luz do sol. Com certeza, talvez nem todos vissem com bons olhos o surgimento de uma festa crist\u00e3 simplesmente como substitui\u00e7\u00e3o de uma festa pag\u00e3. \u00c9 compreens\u00edvel, portanto, que recorrendo a c\u00e1lculos agud\u00edssimos, semelhantes aos usados na tradi\u00e7\u00e3o rab\u00ednica, alguns se esfor\u00e7assem em demonstrar que o dia 25 de dezembro, mais do que uma rela\u00e7\u00e3o com o sol, fixasse o dia verdadeiro do nascimento do Senhor. O tema \u00e9 encontrado no Oriente, por exemplo, em S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, mas tamb\u00e9m no Ocidente e na pr\u00f3pria Roma, onde o Cron\u00f3grafo de 336 assinala, no calend\u00e1rio civil (<em>Fasti consulares)<\/em>, que Jesus \u201cnasceu no dia 25 de dezembro, sob o consulado de C\u00e9sar e Paulo\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A realidade celebrada na solenidade do Natal, a \u201cvinda\u201d do Filho de Deus na carne, se concretiza no nascimento de Jesus por Maria e de Maria, e nos acontecimentos de sua inf\u00e2ncia. A celebra\u00e7\u00e3o do natal, por\u00e9m, n\u00e3o se det\u00e9m no fato hist\u00f3rico, mas deste passa ao seu verdadeiro fundamento, o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mist\u00e9rio do Natal n\u00e3o nos oferece somente um modelo a ser imitado na humildade e na pobreza do Senhor que jaz na manjedoura, mas d\u00e1-nos a gra\u00e7a de sermos semelhantes a ele. A manifesta\u00e7\u00e3o do Senhor leva o homem \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na vida divina. A espiritualidade do Natal \u00e9 a espiritualidade da ado\u00e7\u00e3o como filhos de Deus. Isso deve acontecer n\u00e3o por uma imita\u00e7\u00e3o de Cristo \u2018de fora para dentro\u2019, mas no viver Cristo que est\u00e1 em n\u00f3s e no manifest\u00e1-lo virgem, pobre, humilde, obediente. S\u00e3o Le\u00e3o Magno convida o crist\u00e3o a reconhecer a pr\u00f3pria dignidade, a fim de que, tornando-se participante da natureza divina, n\u00e3o queira voltar a abje\u00e7\u00e3o de outrora com uma conduta indigna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A noite de Natal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No espa\u00e7o de tempo que vai das I V\u00e9speras de Natal \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica da noite de Natal, juntamente com a tradi\u00e7\u00e3o dos c\u00e2nticos natalinos, que s\u00e3o dos mais belos e poderosos ve\u00edculos da mensagem de alegria e de paz do Natal, a piedade popular prop\u00f5e algumas das suas express\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o, diferentes de pais para pais, que \u00e9 oportuno valorizar e, se for o caso disso, harmonizar com as pr\u00f3prias celebra\u00e7\u00f5es da Liturgia. O espirito da missa da noite de Natal, a \u201cmissa do galo\u201d, \u00e9 de mist\u00e9rio: a luz que brilha na noite; o anjo que, durante a noite, aparece aos pastores; a alegria que ilumina os entristecidos; a mensagem dirigida aos mais humildes, os pastores que passam a noite junto aos seus rebanhos. \u00c9 a luz divina que brilha para a humanidade que, sem ela, ficaria envolta em noite escura. O pr\u00f3prio drama lit\u00fargico deve sustentar este simbolismo (cf. Lc 2,1-14). Tradicionalmente, este simbolismo se relaciona com o nascimento da nova luz, para n\u00f3s \u00e9 a noite mais luminosa do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dentro da atmosfera do Mist\u00e9rio, desenvolve-se o anuncio do Natal do Messias e Salvador, Jesus, filho de Maria e Jos\u00e9, mas, sobretudo, filho de Deus. O centro da celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 o Evangelho, o anuncio do Salvador. Jos\u00e9 e Maria, vivendo uma situa\u00e7\u00e3o de migra\u00e7\u00e3o, como muitas fam\u00edlias hoje em dia. Despojados de tudo <em>e enquanto estavam em Bel\u00e9m, se completaram os dias para o parto, e Maria deus a luz o seu filho primog\u00eanito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois n\u00e3o havia lugar para eles dentro de casa<\/em> (cf. Lc 2, 6-7). A salva\u00e7\u00e3o manifesta-se l\u00e1 onde menos se espera. As primeiras testemunhas, escolhidas a dedo pelo anjo de Deus, s\u00e3o os que, aos olhos da gente de bem, vivem uma exist\u00eancia d\u00fabia \u00e0 margem da sociedade, pernoitando com os animais no campo e quase identificados socialmente com eles: os pastores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta noite santa, noite de luz, a liturgia dever\u00e1 ser bem preparada, para fazermos uma experi\u00eancia profunda do encontro pessoal como Menino Deus, nosso Salvador. Preparemos as pessoas para que num gesto de entrega, acolhida e ado\u00e7\u00e3o filial solenizar a presen\u00e7a da imagem do Menino Deus a ser colocada na manjedoura. E para dar for\u00e7a a esta a\u00e7\u00e3o ritual, os coros celestes juntam suas vozes \u00e0 nossa voz e entoemos o majestoso hino: \u201cGl\u00f3ria a Deus nas alturas, e paz \u00e0 gente que ele quer bem\u201d. Nesta gl\u00f3ria envolta de humanidade realiza-se a paz messi\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta noite santa, noite de luz, n\u00e3o h\u00e1 pessoa no mundo que n\u00e3o pare para contemplar a presen\u00e7a do Menino Deus, na manjedoura. O Papa Francisco em sua Carta Apost\u00f3lica <em>\u201cAdmirabile signum\u201d,<\/em> sobre ao significado e valor do pres\u00e9pio, afirma, no n\u00famero 8 que: \u201c O cora\u00e7\u00e3o do Pres\u00e9pio come\u00e7a a palpitar, quando colocamos l\u00e1, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos bra\u00e7os. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece imposs\u00edvel, mas \u00e9 assim: em Jesus, Deus foi crian\u00e7a e, nesta condi\u00e7\u00e3o, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas m\u00e3os estendidas para quem quer que seja. O nascimento duma crian\u00e7a suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mist\u00e9rio da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho rec\u00e9m-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e Jos\u00e9 que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presen\u00e7a de Deus na sua vida. \u00abDe fato, a vida manifestou-se\u00bb (<em>1 Jo<\/em> 1, 2): assim o ap\u00f3stolo Jo\u00e3o resume o mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o. O Pres\u00e9pio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento \u00fanico e extraordin\u00e1rio que mudou o curso da hist\u00f3ria e a partir do qual tamb\u00e9m se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo. O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece imposs\u00edvel que Ele renuncie \u00e0 sua gl\u00f3ria para Se fazer homem como n\u00f3s. Como sempre, Deus gera perplexidade, \u00e9 imprevis\u00edvel, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Pres\u00e9pio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus disc\u00edpulos, se quisermos alcan\u00e7ar o sentido \u00faltimo da vida\u201d ( cf. <a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2019-12\/papa-francisco-admiravel-sinal-carta-apostolica-presepio.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2019-12\/papa-francisco-admiravel-sinal-carta-apostolica-presepio.html<\/a>, \u00faltimo acesso em 15 de dezembro de 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesta noite santa, noite de luz, semelhante aos pastores somos chamados a anunciar ao mundo que Deus se encarnou e a salva\u00e7\u00e3o chegou at\u00e9 n\u00f3s e em nosso tempo. Uma tradi\u00e7\u00e3o que marca essa a\u00e7\u00e3o de peregrinar neste tempo s\u00e3o os mais diversos grupos da Companhia de Reis ou Folia de Reis, que tem assinalada na sua miss\u00e3o de anunciar de porta em porta o nascimento do Salvador. Os foli\u00f5es s\u00e3o para n\u00f3s a imagem do disc\u00edpulo mission\u00e1rio que marca a vida de uma Igreja em sa\u00edda, levando a todos sem distin\u00e7\u00e3o a grande mensagem: o Menino Deus nasceu e veio trazer para sua fam\u00edlia, sua casa a paz e as b\u00ean\u00e7\u00e3os para que vivas feliz e colabore na miss\u00e3o de evangelizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A ess\u00eancia da celebra\u00e7\u00e3o da noite de Natal, da missa da aurora ou da missa do dia, bem como das celebra\u00e7\u00f5es familiares \u00e9 a figura central do Menino Jesus. Vamos ador\u00e1-lo. Ele \u00e9 o centro do Natal e esta espiritualidade natalina nos leva a adorar o Senhor que se fez carne para nos salvar!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Feliz e aben\u00e7oado Natal para todos! Deixe Jesus habitar o seu cora\u00e7\u00e3o e seja transmiss\u00e3o viva das alegrias natalinas a todos os homens e mulheres de boa vontade! Cantemos jubilosos: \u201cGl\u00f3ria a Deus no mais alto dos c\u00e9us, e paz na terra aos homens por ele amados!\u201d (cf. Lc 2,1-14).<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Enquir\u00eddio dos documentos da reforma lit\u00fargica (EDREL), 2\u00aaed., Secretariado Nacional de Liturgia, F\u00e1tima, 2014. O TEMPO DO NATAL, n\u00ba870.<\/strong><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> BERGAMINI, A. NATAL\/EPIFANIA, in. Dicion\u00e1rio de Liturgia, Org. por SARTORE, D &amp; TRIACCA, A. S\u00e3o Paulo, Paulinas, 1992. p. 811<\/strong><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MARSILI, S. SINAIS DO MIST\u00c9RIO DE CRISTO: Teologia lit\u00fargica dos sacramentos, espiritualidade e ano lit\u00fargico, PAULINAS\/SP, 2010, p. 538-543.<\/strong><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cardeal Orani Jo\u00e3o Tempesta, O. Cist. Arcebispo de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro (RJ) Aproxima-se o Natal. 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