{"id":36526,"date":"2020-01-28T00:00:00","date_gmt":"2020-01-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/amizade-com-deus\/"},"modified":"2020-01-28T00:00:00","modified_gmt":"2020-01-28T03:00:00","slug":"amizade-com-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/amizade-com-deus\/","title":{"rendered":"Amizade com Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na mensagem anterior abordamos o tema da amizade e percebemos o quanto ela \u00e9 importante em nossa vida. Saint Exup\u00e9ry nos ajudou, com seu <em>Pequeno Pr\u00edncipe<\/em>, a descobrir o valor, a beleza e a responsabilidade de uma verdadeira amizade entre as pessoas humanas. Hoje desejamos perguntar-nos: &#8211; <em>E a nossa amizade com Deus, como vai<\/em>? Sabemos express\u00e1-la em nossas ora\u00e7\u00f5es ou estas se tornam apenas recita\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas decoradas, ou algo parecido como troca de favores com Deus? A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma gaveta isolada, com preces de poder que n\u00e3o falham. O qualidade de nossa ora\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcional ao esp\u00edrito de f\u00e9 e amor com que a fazemos. Rezar \u00e9 um di\u00e1logo familiar com Deus, que brota de um ato de f\u00e9 e de um ato de amor e que nos leva a entrar na vontade, no plano de Deus que nos oferece gratuita salva\u00e7\u00e3o e nos deseja participantes de sua vida divina. Rezar n\u00e3o \u00e9 apenas orar com os l\u00e1bios, mas tamb\u00e9m com a intelig\u00eancia, com o cora\u00e7\u00e3o e com toda a nossa vida. Ela deve unificar nossa vida di\u00e1ria com Deus. A ora\u00e7\u00e3o requer um clima de amizade com Deus; ela deve manifestar uma consci\u00eancia de que temos um Pai, e n\u00e3o somos \u00f3rf\u00e3os na vida. Vejamos como Jesus reza e ensina a rezar, atrav\u00e9s do \u201c<em>Pai Nosso<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Evangelho nos ensina que os ap\u00f3stolos, ao verem Jesus em profunda ora\u00e7\u00e3o, sentem a necessidade de orar e de aprender a orar: \u201c<em>Senhor, ensina-nos a rezar<\/em>\u201d. \u00c9 dentro desse contexto que Jesus ensina o \u201c<em>Pai Nosso<\/em>\u201d aos disc\u00edpulos (Lc 11, 1-4 e Mt 6, 9-13), revelando a paternidade divina. A ora\u00e7\u00e3o se desenvolve num di\u00e1logo direto entre um \u201c<em>Tu<\/em>\u201d, que \u00e9 o Pai de Jesus e tamb\u00e9m o nosso, e um \u201c<em>n\u00f3s<\/em>\u201d, em comunh\u00e3o com o Filho e com os irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A ora\u00e7\u00e3o do \u201c<em>Pai Nosso<\/em>\u201d inicia com uma invoca\u00e7\u00e3o bem direta, manifestando familiaridade e confian\u00e7a, e reconhecendo o verdadeiro atributo de Deus: Ele \u00e9 o Santo, a fonte de toda santidade. Segue o primeiro pedido: que venha o Reino do Pai e que se torna tamb\u00e9m o nosso Reino, na medida que somos beneficiados por ele. Ser\u00e1 um Reino de justi\u00e7a, de amor e paz, de liberdade, de fraternidade e que vai beneficiar a todos, conforme a vontade de Deus.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">&#8220;Senhor, ensina-nos a rezar&#8230;&#8221;<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">A segunda parte do \u201c<em>Pai Nosso<\/em>\u201d inicia com novo pedido, muito ligado com nosso viver di\u00e1rio: todos precisamos do p\u00e3o e demais coisas necess\u00e1rias para uma vida digna, o que n\u00e3o dispensa o nosso esfor\u00e7o e o nosso trabalho. Jesus ensina a pedir com confian\u00e7a o p\u00e3o que precisamos a cada dia, sem acumular. Uma leitura mais ampla nos sugere que, al\u00e9m do p\u00e3o material, n\u00f3s necessitamos tamb\u00e9m de outro p\u00e3o: a Eucaristia, o P\u00e3o vivo descido do c\u00e9u (cf. Jo 6, 51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segue o pedido do perd\u00e3o divino e humano, interligados entre si. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel rezar o \u201c<em>Pai Nosso<\/em>\u201d, tendo \u00f3dio no cora\u00e7\u00e3o. O amor e a uni\u00e3o com Deus e os irm\u00e3os s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pelo caminho do perd\u00e3o. Colocamos nas m\u00e3os de Deus o crit\u00e9rio para nos julgar: \u201c<em>como n\u00f3s perdoamos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 Deus que nos tenta, mas \u00e9 Ele que nos pode ajudar para n\u00e3o cairmos na tenta\u00e7\u00e3o, sobretudo pelo abandono da f\u00e9, dos projetos de Deus para abra\u00e7ar o esp\u00edrito do mundo: as tenta\u00e7\u00f5es do ter, do poder, do prest\u00edgio. E no fim, pedimos que nos livre de todo mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como \u00e9 bom podermos rezar ou falar com Deus, como nosso amigo, na sinceridade do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) &nbsp; Na mensagem anterior abordamos o tema da amizade e percebemos o quanto ela \u00e9 importante em nossa vida. 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