{"id":429335,"date":"2021-07-20T12:00:41","date_gmt":"2021-07-20T15:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=429335"},"modified":"2021-07-21T15:47:46","modified_gmt":"2021-07-21T18:47:46","slug":"motu-proprio-traditionis-custodes-do-papa-francisco-dom-edmar-peron","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/motu-proprio-traditionis-custodes-do-papa-francisco-dom-edmar-peron\/","title":{"rendered":"&#8220;Motu proprio Traditionis Custodes, do Papa Francisco, deseja promover a conc\u00f3rdia e a unidade na Igreja&#8221;, analisa dom Edmar Peron"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O bispo de Paranagu\u00e1 (PR) e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Liturgia da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Edmar Peron, escreveu com exclusividade ao portal da CNBB um texto sobre o motu proprio &#8220;Traditionis Custodes&#8221; lan\u00e7ado pelo Papa Francisco, ap\u00f3s consultar os bispos do mundo, na \u00faltima sexta-feira, 16 de julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">21, acompanhando-o com uma carta na qual explica as raz\u00f5es de sua decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dom Edmar, ao publicar a <em>Traditionis Custodes<\/em>, Francisco tem no cora\u00e7\u00e3o o desejo de \u201cpromover a conc\u00f3rdia e a unidade da Igreja\u201d, inten\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, que moveram anteriormente S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI. &#8220;O ponto de partida desse motu proprio \u00e9, portanto, a Eclesiologia e n\u00e3o a Liturgia, ou seja: a aceita\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II e a fidelidade aos Bispos e ao Papa&#8221;, escreveu o presidente da Comiss\u00e3o de Liturgia da CNBB. Conhe\u00e7a, abaixo, o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Traditionis Custodes: \u201cpara promover a conc\u00f3rdia e a unidade da Igreja&#8221;<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9, em 2020, realizou uma pesquisa entre bispos do mundo inteiro, sobre a aplica\u00e7\u00e3o do Moto proprio <em>Sumorum Pontificum<\/em>. Os resultados foram considerados com aten\u00e7\u00e3o e entregues ao Papa Francisco que, na festa de Nossa Senhora do Carmo deste ano, publicou o motu proprio <em>Traditinis Custodes<\/em>, sobre o uso da liturgia romana anterior \u00e0 reforma de 1970.<\/p>\n<p>Ao publicar a <em>Traditionis Custodes<\/em>, Francisco tem no cora\u00e7\u00e3o \u201cpromover a conc\u00f3rdia e a unidade da Igreja\u201d, inten\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, que moveram anteriormente S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI. O ponto de partida desse motu proprio \u00e9, portanto, a Eclesiologia e n\u00e3o a Liturgia, ou seja: a aceita\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano II e a fidelidade aos Bispos e ao Papa. Sinal vis\u00edvel desta inten\u00e7\u00e3o foi regulamentar que \u201cos livros lit\u00fargicos promulgados pelos santos Pont\u00edfices Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II, em conformidade com os decretos do Conc\u00edlio Vaticano II, s\u00e3o a \u00fanica express\u00e3o da lex orandi do Rito Romano\u201d (Art. 1). Atitude ousada, mas que encontra inspira\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Pio V. Ele, ao promulgar o Missal Romano, decretou-o como \u00fanico Livro para toda a Igreja, obrigat\u00f3rio para todas as comunidades cuja tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o superasse 200 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Fiel, ainda, ao esp\u00edrito eclesiol\u00f3gico do Conc\u00edlio Vaticano II, o Papa Francisco ressalta desde o t\u00edtulo do seu documento a responsabilidade dos bispos em suas dioceses, em mat\u00e9ria de Liturgia. Eles s\u00e3o \u201cguardi\u00f5es da tradi\u00e7\u00e3o\u201d e, em comunh\u00e3o com o Papa, constituem o \u201cprinc\u00edpio e fundamento de unidade\u201d na Diocese a eles confiada, sendo respons\u00e1veis pela regulamenta\u00e7\u00e3o da Liturgia na pr\u00f3pria Diocese, recorrendo a Roma, nos casos previstos. V\u00e1rios artigos do documento pontif\u00edcio derivam desta miss\u00e3o episcopal: \u201cautorizar o uso do Missal Romano de 1962 na diocese, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es da S\u00e9 Apost\u00f3lica\u201d (Art. 2); assegurar \u2013 Art. 3 \u2013 que os grupos que continuar\u00e3o a celebrar segundo o missal de 1962 aceitem a v\u00e1lida e leg\u00edtima reforma lit\u00fargica do Conc\u00edlio Vaticano II, o pr\u00f3prio Conc\u00edlio e o magist\u00e9rio dos papas (\u00a7 1); indicar o lugar e os dias para a celebra\u00e7\u00e3o (\u00a7\u00a7 2-3) e nomear o sacerdote que ir\u00e1 acompanhar tais grupos, zelando pela dignidade da celebra\u00e7\u00e3o, mas, sobretudo, cuidando da pastoral e da vida espiritual dos fi\u00e9is (\u00a7 4); n\u00e3o autorizar a cria\u00e7\u00e3o de novas par\u00f3quias pessoais e nem a forma\u00e7\u00e3o de novos grupos (\u00a7\u00a7 5-6).<\/p>\n<p>O mesmo esp\u00edrito que moveu o Papa Francisco \u2013 a unidade da Igreja \u2013 suscite em n\u00f3s o desejo sincero de conhecer melhor os Documentos do Conc\u00edlio Vaticano II e os novos Livros Lit\u00fargicos, tanto as introdu\u00e7\u00f5es e rubricas como as suas palavras e gestos. Certamente, agindo dessa forma, reconheceremos neles a express\u00e3o da Tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica e a fonte de nossa vida espiritual, e iremos colaborar eficazmente para concretizar a comunh\u00e3o eclesial.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Edmar Peron<\/strong><br \/>\nBispo de Paranagu\u00e1 (PR)<br \/>\nPresidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Liturgia<br \/>\nConfer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Santo Padre decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como &#8220;Rito Romano Extraordin\u00e1rio&#8221; h\u00e1 catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O motu proprio &#8220;Traditionis custodes&#8221; versa sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":429551,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[50,859],"tags":[3799,3798,1199],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/429335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=429335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/429335\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/429551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=429335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=429335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=429335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}