{"id":628894,"date":"2021-08-10T11:36:12","date_gmt":"2021-08-10T14:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=628894"},"modified":"2021-08-11T14:36:02","modified_gmt":"2021-08-11T17:36:02","slug":"amoris-laetitia-a-alegria-do-amor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/amoris-laetitia-a-alegria-do-amor-2\/","title":{"rendered":"Amoris Laetitia &#8211; A alegria do amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio A. Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Na mensagem anterior tecemos algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica do Papa Francisco: <em>Amoris Laetitia<\/em> = A Alegria do Amor, que completa cinco anos. Hoje continuamos nossa reflex\u00e3o, a partir do cap\u00edtulo VI do documento, com algumas considera\u00e7\u00f5es pastorais. O Papa insiste que n\u00e3o bastam an\u00fancios te\u00f3ricos sobre a fam\u00edlia, desligados dos problemas reais das pessoas. Este contexto exige forma\u00e7\u00e3o adequada dos presb\u00edteros, seminaristas, consagrados e dos diversos agentes no campo catequ\u00e9tico e pastoral, sobretudo familiar. Destaque particular d\u00e1 o Santo Padre aos noivos na prepara\u00e7\u00e3o do Matrim\u00f4nio para que descubram a riqueza e o valor deste sacramento: \u201c<em>Aprender a amar algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 algo que se improvisa, nem pode ser o objetivo de um breve curso antes da celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio<\/em>\u201d (n. 208). N\u00e3o basta atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua, mas \u00e9 preciso conhecer-se, ter capacidade de ren\u00fancias, de estabilidade, de uni\u00e3o perene. Haja coragem para renunciar \u00e0s propostas da sociedade de consumo que absorvem tanto os recursos econ\u00f4micos como as energias e a alegria, deixando os noivos exaustos para o momento da celebra\u00e7\u00e3o, na qual decidem suas vidas para o futuro: \u201c<em>Queridos noivos, tende a coragem de ser diferentes, n\u00e3o vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da apar\u00eancia. O que importa \u00e9 o amor que vos une, fortalecido e santificado pela gra\u00e7a. V\u00f3s sois capazes de optar por uma festa austera e simples, para colocar o amor acima de tudo<\/em>\u201d (n. 212).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O matrim\u00f4nio nunca pode ser entendido como algo acabado; por isso torna-se indispens\u00e1vel que os c\u00f4njuges sejam acompanhados para enriquecer e aprofundar a decis\u00e3o, sobretudo, nos primeiros anos do matrim\u00f4nio, sem ferir o protagonismo de sua hist\u00f3ria. Em cada nova etapa da vida \u00e9 preciso negociar novamente os acordos para que ambos cres\u00e7am: \u201c<em>Assumir o matrim\u00f4nio como um caminho de amadurecimento, onde cada um dos c\u00f4njuges \u00e9 um instrumento de Deus para fazer crescer o outro<\/em>\u201d (n. 221). O matrim\u00f4nio crist\u00e3o, na sua identidade, abre-se \u00e0 nova vida: \u201c<em>Os filhos constituem um dom maravilhoso de Deus, uma alegria para os pais e para a Igreja<\/em>\u201d (n. 222). Os casais podem fortalecer sua vida de amor com o apoio da pastoral familiar e, sobretudo, pela for\u00e7a da ora\u00e7\u00e3o e da Palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia \u00e9 tamb\u00e9m marcada por crises. Al\u00e9m daquelas que s\u00e3o pessoais, econ\u00f4micas, laborais, afetivas, sociais, espirituais, surgem as de todos: crise ao in\u00edcio; da chegada dos filhos e sua educa\u00e7\u00e3o; do \u2018<em>ninho vazio<\/em>\u2019, da velhice dos pais ou outras, as quais podem afetar a uni\u00e3o do casal. O perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para que cada situa\u00e7\u00e3o se torne oportunidade de recriar o amor. Diz ainda o Papa: \u201c<em>H\u00e1 casos em que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel&#8230; rem\u00e9dio extremo, depois que se tenham demonstrado v\u00e3s todas as tentativas razo\u00e1veis<\/em>\u201d (n. 241). Pessoas divorciadas com nova uni\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o excomungadas; fazem parte da Igreja. Os processos de nulidade matrimonial sejam mais agilizados. Os filhos n\u00e3o sejam usados como v\u00edtimas das desuni\u00f5es; e mais: \u201c<em>N\u00e3o existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, sequer remotas, entre as uni\u00f5es homossexuais e o des\u00edgnio de Deus sobre o matrim\u00f4nio e a fam\u00edlia<\/em>\u201d (n. 251). No final do cap. VI aborda-se a morte, com perspectiva de esperan\u00e7a na vida eterna: \u201c<em>A pessoa amada n\u00e3o precisa de nossa tristeza, nem deseja que arruinemos nossa vida<\/em>\u201d (n. 255). A uni\u00e3o dos falecidos conosco n\u00e3o se interrompe. Uma maneira de nos comunicarmos com os entes queridos, que j\u00e1 partiram para a eternidade, \u00e9 rezar por eles e tornar sua intercess\u00e3o mais eficaz em nosso favor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio A. Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. 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