{"id":699198,"date":"2021-08-17T12:34:33","date_gmt":"2021-08-17T15:34:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=699198"},"modified":"2021-08-17T12:36:38","modified_gmt":"2021-08-17T15:36:38","slug":"amoris-laetitia-a-alegria-do-amor-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/amoris-laetitia-a-alegria-do-amor-3\/","title":{"rendered":"Amoris Laetitia = A alegria do amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<br \/>\nBispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Em mensagens anteriores tecemos algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica do Papa Francisco: <em>Amoris Laetitia<\/em> = A Alegria do Amor, que est\u00e1 completando cinco anos. Hoje continuamos nossa reflex\u00e3o a respeito do documento papal, a partir do cap. VII, que aborda o tema da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, pois compete \u00e0 fam\u00edlia ser apoio, guia e acompanhamento dos filhos, gerando processos de amadurecimento da sua liberdade, de crescimento integral e de cultivo da aut\u00eantica autonomia ou liberdade respons\u00e1vel. Apoiados pela escola, os pr\u00f3prios pais precisam ser dignos de confian\u00e7a, o que inspira respeito amoroso. O processo da forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica seja indutivo: o filho possa gradualmente descobrir por si mesmo a import\u00e2ncia dos valores e normas, em vez de imp\u00f4-los como verdades indiscut\u00edveis. \u00c9 tamb\u00e9m sadio criar h\u00e1bitos na educa\u00e7\u00e3o, como dizer: \u201c<em>Por favor<\/em>\u201d, \u201c<em>com licen\u00e7a<\/em>\u201d, \u201c<em>obrigado<\/em>\u201d (cf. n. 266). A crian\u00e7a precisa dar-se conta que as m\u00e1s a\u00e7\u00f5es t\u00eam conseq\u00fc\u00eancias; por isso s\u00e3o leg\u00edtimas algumas san\u00e7\u00f5es, desde que n\u00e3o sejam agressivas, mas est\u00edmulo para crescer. A fam\u00edlia \u00e9 a principal escola dos valores humanos: \u201c<em>\u00c9 o primeiro lugar onde se aprende a relacionar-se com o outro, a escutar, partilhar, suportar, respeitar, ajudar, conviver&#8230; \u00c9 l\u00e1 que se rompe o primeiro c\u00edrculo do ego\u00edsmo mort\u00edfero<\/em>\u201d (n. 276). Nesta educa\u00e7\u00e3o para o amor, para a doa\u00e7\u00e3o m\u00fatua deve entrar a educa\u00e7\u00e3o sexual, positiva e prudente, proporcional \u00e0 fase da vida. A fam\u00edlia \u00e9 igualmente o lugar da transmiss\u00e3o da f\u00e9. Ela \u00e9 dom divino, mas os pais s\u00e3o instrumentos de Deus para a sua matura\u00e7\u00e3o, como testemunhas e primeiros catequistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap. VIII convida a Igreja a acompanhar, discernir e integrar a fragilidade de muitos casais e fam\u00edlias, pois ela dirige-se com amor especial \u00e0queles que participam na sua vida de modo incompleto (\u201c<em>hospital de campanha<\/em>\u201d), mas n\u00e3o deixa de anunciar o ideal: \u201c<em>O matrim\u00f4nio crist\u00e3o, reflexo da uni\u00e3o entre Cristo e a sua Igreja, realiza-se plenamente na uni\u00e3o entre um homem e uma mulher, que se doam reciprocamente com um amor exclusivo e livre fidelidade, se pertencem at\u00e9 a morte e abrem \u00e0 transmiss\u00e3o da vida, consagrados pelo sacramento que lhes confere a gra\u00e7a para se constitu\u00edrem como Igreja dom\u00e9stica e serem fermento de vida nova para a sociedade<\/em>\u201d (n. 292, 307). Muitos, sobretudo jovens, desconfiam desse compromisso e o adiam indefinidamente ou facilmente separam-se e contraem nova rela\u00e7\u00e3o. O caminho da Igreja n\u00e3o \u00e9 de condena\u00e7\u00e3o, mas de paci\u00eancia e de miseric\u00f3rdia para os que a procuram, evitando ocasi\u00f5es de esc\u00e2ndalo ou de condena\u00e7\u00f5es gerais. Os divorciados, que vivem nova uni\u00e3o, podem encontrar-se em situa\u00e7\u00f5es muito diferentes e assim precisam ser acompanhados com discernimento pessoal e pastoral em vista do bem poss\u00edvel: \u201c<em>A sua participa\u00e7\u00e3o pode manifestar-se em diferentes servi\u00e7os eclesiais&#8230; Eles n\u00e3o apenas n\u00e3o devem sentir-se excomungados, mas podem viver e amadurecer como membros vivos da Igreja, sentindo-a como uma m\u00e3e que os recebe sempre<\/em>\u201d (n. 299). Contudo, acentua o Pont\u00edfice: \u201c<em>N\u00e3o devia esperar-se do S\u00ednodo ou desta Exorta\u00e7\u00e3o uma nova normativa geral de tipo can\u00f4nico, aplic\u00e1vel a todos os casos<\/em>\u201d (n. 300 e 308). A caridade pastoral convida, sobretudo, os pastores a escutar e a entrar no cora\u00e7\u00e3o do drama das pessoas para ajud\u00e1-las a viver melhor e encontrar o seu lugar na Igreja: \u201c<em>Um discernimento pastoral cheio de amor misericordioso, que sempre se inclina para compreender, perdoar, acompanhar, esperar e sobretudo integrar<\/em>\u201d (n. 312).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senhor aben\u00e7oe nossas fam\u00edlias: aquelas que s\u00e3o felizes e as que sofrem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. Em mensagens anteriores tecemos algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica do Papa Francisco: Amoris Laetitia = A Alegria do Amor, que est\u00e1 completando cinco anos. Hoje continuamos nossa reflex\u00e3o a respeito do documento papal, a partir do cap. 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