{"id":7059,"date":"2017-06-02T00:00:00","date_gmt":"2017-06-02T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festas-do-divino-espirito-santo-celebram-a-religiosidade-popular-brasileira\/"},"modified":"2017-06-02T00:00:00","modified_gmt":"2017-06-02T03:00:00","slug":"festas-do-divino-espirito-santo-celebram-a-religiosidade-popular-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festas-do-divino-espirito-santo-celebram-a-religiosidade-popular-brasileira\/","title":{"rendered":"Festas do divino Esp\u00edrito Santo celebram a religiosidade popular brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Trazida para o Brasil pelos portugueses no s\u00e9culo XVI, a Festa do Divino, uma das maiores express\u00f5es da devo\u00e7\u00e3o popular brasileira, comemora a descida do Esp\u00edrito Santo sobre os ap\u00f3stolos de Cristo e acontece 50 dias ap\u00f3s o Domingo de P\u00e1scoa, o que corresponde ao Pentecostes do calend\u00e1rio oficial cat\u00f3lico. O Pentecostes foi chamado pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II de \u201ca nova primavera do Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/p>\n<p>As festas do Divino s\u00e3o comuns em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil. As mais famosas acontecem em Piren\u00f3polis (GO), Alc\u00e2ntara (MA), Parati (RJ), S\u00e3o Lu\u00eds do Paraitinga, Mogi das Cruzes e Tiet\u00ea (SP). Esta devo\u00e7\u00e3o originou-se de uma exorta\u00e7\u00e3o do Sumo Pont\u00edfice Le\u00e3o XIII. Com efeito, o mesmo Santo Padre, em um breve 5 de maio de 1895, aconselhando os cat\u00f3licos a fazerem devotamento a novena do Esp\u00edrito Santo sugeria como f\u00f3rmula de uma prece especial, a seguinte invoca\u00e7\u00e3o, que recomenda seja insistentemente repetida: \u201cEnviai o vosso Esp\u00edrito e tudo ser\u00e1 criado; e renovareis a face da terra\u201d.<\/p>\n<p>Uma das mais antigas no pa\u00eds \u00e9 a do sul fluminense, em Paraty (RJ), celebrada desde o s\u00e9culo XVII. Desde a era colonial, essa festa veio se transformando num evento de rara beleza, com apresenta\u00e7\u00e3o de folia, bando precat\u00f3rio, ladainhas da novena, missas cantadas, leil\u00e3o de prendas, dan\u00e7as t\u00edpicas, distribui\u00e7\u00e3o de doces para as crian\u00e7as, coroa\u00e7\u00e3o do imperador, grande almo\u00e7o que acontece na v\u00e9spera do grande dia de Pentecostes, para todos os participantes da festa, entre outros atos que refor\u00e7am nas pessoas sentimentos como o amor ao pr\u00f3ximo e a solidariedade.<\/p>\n<p><strong>Origem da Festa do Divino<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2584 alignleft\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Imperador-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>A origem da Festa de Pentecostes, chamada popularmente de Festa do Divino, como se conhece hoje vem de Portugal no s\u00e9culo XIV, com uma celebra\u00e7\u00e3o estabelecida pela Rainha Isabel (1271-1336), canonizada com o nome de Santa Isabel Rainha de Portugal, conhecida pela sua extrema caridade, quando mandou construir uma da igreja dedicada ao Esp\u00edrito Santo, na cidade de Alencar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a inaugura\u00e7\u00e3o dessa Igreja, toda a corte foi convidada e as ruas se enfeitaram para receber o cortejo real. A devo\u00e7\u00e3o se difundiu rapidamente e tornou-se uma das mais populares de Portugal. Essa festa chegou ao Brasil com os primeiros povoadores portugueses e por seus folguedos se espalhou com facilidade por todas as regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 documentos que confirmam a realiza\u00e7\u00e3o da festa do Divino em diversas localidades brasileiras desde os s\u00e9culos XVII. \u00c9 o caso de uma carta do capel\u00e3o Jo\u00e3o de Morais Navarro a Rodrigues Cezar de Menezes, ent\u00e3o governador da Capitania de S\u00e3o Paulo, datada de 19 de maio de 1723, que se iniciava com as seguintes palavras: \u201cIndo ter \u00e0 festa do Sant\u00edssimo Esp\u00edrito Santo na Vila de Jundiai\u201d &#8211; em \u201cDocumentos Avulsos\u201d, publica\u00e7\u00e3o do Arquivo do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Vale do Para\u00edba Paulista, onde a cultura popular encontra a sua manifesta\u00e7\u00e3o maior no jeito de ser caipira (modelo sobretudo do Estado de S\u00e3o Paulo, onde compreende a maioria da sua popula\u00e7\u00e3o tradicional), a festa firmou-se na maioria dos munic\u00edpios (seja em comemora\u00e7\u00f5es grandes na zona urbana, ou pequenos festejos nos bairros rurais.<\/p>\n<p><strong>Cores e s\u00edmbolos<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2583 alignright\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/Pomba-300x266.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"266\" \/>Seu principal s\u00edmbolo \u00e9 uma pomba branca, que representa o Divino Esp\u00edrito Santo. Em algumas cidades, o ponto alto da festa \u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o do imperador, quando s\u00e3o usadas roupas luxuosas, feitas de veludo e cetim. Dependendo da regi\u00e3o, os folguedos mais comuns da festa s\u00e3o as cavalhadas, os mo\u00e7ambiques e as congadas. H\u00e1 tamb\u00e9m dan\u00e7as, como o cururu, o jongo e o fandango.<\/p>\n<p>A bandeira \u00e9 feita em tecido vermelho, geralmente veludo alem\u00e3o, onde \u00e9 pintada ou bordada a figura da pomba, colocada em var\u00e3o com ponteira (ponta de lan\u00e7a) metalizada e \u00e9 usada na Folia, acompanhando a coroa e o cetro. No Rio de Janeiro, ela tornou-se comemora\u00e7\u00f5es de a\u00e7ougueiros portugueses que celebravam o Divino nos moldes a\u00e7orianos, mas a utilizava para reafirmar la\u00e7os de solidariedade, alian\u00e7a pol\u00edtica e de identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com informa\u00e7\u00f5es do superzap.com<br \/>\nFoto da capa: jornal O Imparcial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trazida para o Brasil pelos portugueses no s\u00e9culo XVI, a Festa do Divino, \u00e9 uma das maiores express\u00f5es da devo\u00e7\u00e3o popular brasileira<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[802],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7059"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=7059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7059\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=7059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=7059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=7059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}