{"id":7128,"date":"2017-06-16T00:00:00","date_gmt":"2017-06-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/migrantes-no-mundo-milhoes-de-pessoas-entre-o-sombras-e-luzes\/"},"modified":"2020-03-11T17:10:01","modified_gmt":"2020-03-11T20:10:01","slug":"migrantes-no-mundo-milhoes-de-pessoas-entre-o-sombras-e-luzes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/migrantes-no-mundo-milhoes-de-pessoas-entre-o-sombras-e-luzes\/","title":{"rendered":"Migrantes no mundo: milh\u00f5es de pessoas entre o sombras e luzes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o n\u00famero de migrantes no mundo alcan\u00e7ou a marca de 244 milh\u00f5es em 2015, isto significa um aumento de 41% em rela\u00e7\u00e3o ao ano 2000, dentro desta cifra, 20 milh\u00f5es s\u00e3o refugiados. No entanto, h\u00e1 diferen\u00e7as nas regi\u00f5es do mundo: na Europa, Am\u00e9rica do Norte e Oceania, os migrantes s\u00e3o pelo menos 10% da popula\u00e7\u00e3o; na \u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina e Caribe, menos de 2% s\u00e3o estrangeiros. Uma atualiza\u00e7\u00e3o desta situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita na apresenta\u00e7\u00e3o de um novo relat\u00f3rio da ONU na Sala de Leitura do Pal\u00e1cio Itamaraty, no Rio de Janeiro, no pr\u00f3ximo dia 20 de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os especialistas, ouvidos pela BBC de Londres, Inglaterra, mostram que h\u00e1 diferen\u00e7a entre as ondas migrat\u00f3rias de agora e do s\u00e9culo passado. Eles calculam que naquela \u00e9poca cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas, a grande maioria europeus, deixaram o continente em dire\u00e7\u00e3o ao novo mundo, como eram chamados na \u00e9poca as Am\u00e9ricas e a Oceania. Essa primeira grande onda migrat\u00f3ria da hist\u00f3ria levou milh\u00f5es de brit\u00e2nicos e irlandeses aos Estados Unidos e Canad\u00e1. Brasil e a Argentina receberam milh\u00f5es de italianos, espanh\u00f3is e portugueses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se naquela \u00e9poca a movimenta\u00e7\u00e3o era da Europa para as Am\u00e9ricas, afirmam os estudiosos, hoje \u00e9 principalmente da Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia, \u00c1frica e Leste Europeu para os Estados Unidos, Canad\u00e1 e Europa. Os Estados Unidos continuam recebendo cerca de 1 milh\u00e3o de imigrantes por ano, o mesmo n\u00famero de um s\u00e9culo atr\u00e1s. Somente na \u00faltima d\u00e9cada, o n\u00famero de imigrantes nos Estados Unidos aumentou de 20 para 28 milh\u00f5es de pessoas, o equivalente a 10% da popula\u00e7\u00e3o americana. O impressionante \u00e9 que esse n\u00famero recorde de migra\u00e7\u00f5es ocorre num momento em que nunca houve tantas restri\u00e7\u00f5es para a entrada de estrangeiros nos pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta feita pela BBC aos especialistas foi a seguinte: \u201cMas por que o n\u00famero de imigrantes aumentou tanto nos \u00faltimos anos? \u201d, eles responderam que as raz\u00f5es para o aumento do movimento migrat\u00f3rio s\u00e3o: o aumento das comunica\u00e7\u00f5es e o desenvolvimento &#8211; e consequentemente barateamento &#8211; dos meios de transporte deram um grande impulso ao desejo antigo do ser humano de sair em busca de uma vida melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reportagem da BBC ainda traz um dado curioso: \u201cao contr\u00e1rio do que muitos pensam, n\u00e3o \u00e9 a parte mais pobre da popula\u00e7\u00e3o que migra\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da historiadora e soci\u00f3loga Maria Baganha, da Universidade de Coimbra, especialista em migra\u00e7\u00f5es internacionais. Ela diz que &#8220;a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 altamente seletiva&#8221; e as &#8220;as pessoas come\u00e7am a pensar em migrar conforme melhoram de vida e veem a possibilidade de ter uma vida ainda melhor em outro lugar&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, propriamente, apenas um problema social. \u201cA migra\u00e7\u00e3o bem administrada traz importantes benef\u00edcios aos pa\u00edses de origem e destino, bem como para os migrantes e suas fam\u00edlias\u201d, observa o subsecret\u00e1rio-geral do Departamento de Assuntos Sociais e Econ\u00f4micos da ONU, Wu Hongbo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo trabalho publicado pela Universidade de Juiz de Fora (MG), de autoria de Roberto Marinucci e Ir. Rosita Milesi, \u201cas migra\u00e7\u00f5es podem contribuir positivamente para o futuro da humanidade e para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social dos pa\u00edses. O fen\u00f4meno das migra\u00e7\u00f5es internacionais aponta para a necessidade de repensar-se o mundo n\u00e3o com base na competitividade econ\u00f4mica e o fechamento das fronteiras, mas, sim, na cidadania universal, na solidariedade e nas a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marinucci e Milesi continuam: \u201cos pa\u00edses devem adotar pol\u00edticas que contemplem e integrem o contributo positivo do migrante, vendo, assim, as migra\u00e7\u00f5es como um ganho e n\u00e3o como um problema. As migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o ber\u00e7os de inova\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es. Elas podem gerar solidariedade ou discrimina\u00e7\u00e3o; encontros ou choques; acolhida ou exclus\u00e3o; di\u00e1logo ou fundamentalismo\u201d. \u00a0Por conta dessa realidade, lembram: \u201c\u00e9 dever da comunidade internacional e de cada ser humano fazer com que o novo\u2016 trazido pelos migrantes seja fonte de enriquecimento rec\u00edproco na constru\u00e7\u00e3o de uma cultura de paz e justi\u00e7a. \u00c9 esse o caminho para promover e alcan\u00e7ar a cidadania universal\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Marinucci e Ir. Rosita Milesi: \u201cas migra\u00e7\u00f5es s\u00e3o um ganho e n\u00e3o um problema\u201d<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":7129,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[863],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7128"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=7128"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7128\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/7129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=7128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=7128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=7128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}