{"id":7213,"date":"2017-07-03T00:00:00","date_gmt":"2017-07-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ex-presidente-da-cnbb-completou-60-anos-de-sacerdocio\/"},"modified":"2017-07-03T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-03T03:00:00","slug":"ex-presidente-da-cnbb-completou-60-anos-de-sacerdocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ex-presidente-da-cnbb-completou-60-anos-de-sacerdocio\/","title":{"rendered":"Ex-presidente da CNBB completou 60 anos de sacerd\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Dom Geraldo Majella Agnello presidiu a CNBB de 2003 a 2007. Ele completou 60 anos de sacerd\u00f3cio na \u00faltima quinta-feira, 29 de junho. Reproduzimos aqui a entrevista feita pela rep\u00f3rter\u00a0Juliana Mastelini da PASCOM Arquidiocesana de Londrina (PR), onde dom Geraldo mora e onde celebraram o seu \u00a0jubileu sacerdotal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Segundo arcebispo de Londrina e hoje arcebispo em\u00e9rito de S\u00e3o Salvador da Bahia, o cardeal Dom Geraldo Majella Agnello. Uma trajet\u00f3ria iniciada em 29 de junho de 1957, na arquidiocese de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s mais de duas d\u00e9cadas de trabalhos em Roma e Salvador (BA), Dom Geraldo decidiu retornar a Londrina, cidade que o acolheu com carinho em 1983, quando, \u00e0 \u00e9poca, era o arcebispo mais jovem do Pa\u00eds. Mineiro de Juiz de Fora, ele conta um pouco de sua hist\u00f3ria e de seus trabalhos realizados nestas seis d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Como senhor decidiu<\/em> ser padre? Como come\u00e7ou essa hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo Majella Agnelo<\/strong>: Essa hist\u00f3ria vem desde a inf\u00e2ncia. Desde a inf\u00e2ncia eu dizia \u201cvou ser padre\u201d, eu j\u00e1 aspirava \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o ao sacerd\u00f3cio. Naquele tempo, havia um padre que era o capel\u00e3o das religiosas, que tinham um col\u00e9gio em Juiz de Fora (MG). Todos os dias, eu ajudava nas missas celebradas por ele. Estava j\u00e1 naquele tempo me dedicando \u00e0 voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio. T\u00e3o pequeno, mas j\u00e1 estava dedicado ao sacerd\u00f3cio. E com 12 anos eu entrei no semin\u00e1rio, em 1945.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E quanto \u00e0 sua ordena\u00e7\u00e3o, quais s\u00e3o as suas recorda\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo<\/strong>: O cardeal Motta (arcebispo de S\u00e3o Paulo, na \u00e9poca) era verdadeiramente um pai. Ele \u00e9 quem devia me ordenar, junto com mais tr\u00eas outros sacerdotes. Mas, naquele dia ele estava de cama. Ele pediu ao bispo auxiliar, Dom Ant\u00f4nio Maria Alves de Siqueira, que presidisse a ordena\u00e7\u00e3o. Mas, na hora da ordena\u00e7\u00e3o, o cardeal apareceu e ficou l\u00e1 na estala dos c\u00f4negos, na catedral de S\u00e3o Paulo. Ele foi por minha causa, ele me queria muito bem. Ele foi para mim um verdadeiro pai. Viajei com ele muitas vezes. T\u00ednhamos uma conviv\u00eancia muito boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais foram seus primeiros trabalhos como sacerdote?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo<\/strong>: Quando fui ordenado, meu primeiro trabalho foi em um semin\u00e1rio de voca\u00e7\u00f5es tardias, na Freguesia do \u00d3, em S\u00e3o Paulo. N\u00f3s \u00e9ramos dois sacerdotes que trabalh\u00e1vamos naquele semin\u00e1rio. Eu e o padre Francisco de Assis Gandolfo, j\u00e1 falecido h\u00e1 muitos anos. \u00cdamos todos os dias celebrar a missa de lambreta. Hoje em dia, nem pensar uma coisa dessas em S\u00e3o Paulo. Mas naquele tempo, sa\u00edamos Gandolfo e eu, de lambreta, da Freguesia do \u00d3 at\u00e9 a Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio, na Barra Funda. Depois, fui mandado para Aparecida. Em Aparecida, tudo, naquela \u00e9poca, era diminuto. Eu fui, trabalhei l\u00e1, no semin\u00e1rio. Mais tarde, estudei Liturgia, em Roma, no Santo Anselmo. Toda semana, eu falava para a R\u00e1dio Vaticano sobre Liturgia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi sua ordena\u00e7\u00e3o episcopal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo<\/strong>: Dom Paulo Evaristo Arns foi o celebrante de minha ordena\u00e7\u00e3o episcopal. Eu trabalhei muito com ele. \u00c9ramos muito unidos. Fui ordenado quando morria Paulo VI, em 6 de agosto de 1978. Por Paulo VI, eu tenho muita admira\u00e7\u00e3o. Eu o conheci quando estudei em Roma. Admirava seu modo de ser, um grande papa. Uma ben\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O senhor foi bispo de Toledo, arcebispo de Londrina e, mais tarde, arcebispo de Salvador. Como foram as experi\u00eancias?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Geraldo: Eu fui nomeado para Toledo em 1978. Fui o segundo bispo, sucedendo Dom Armando Cirio. Interessante que naquele tempo t\u00ednhamos um encontro toda semana, eu e Dom Armando. Uma coisa muito fraterna, mesmo. Ele, bispo de Cascavel, \u00e0 \u00e9poca. Isso foi muito marcante para mim. Dele guardei uma lembran\u00e7a muito carinhosa. Em Toledo, fiquei quatro anos. De Toledo, vim para c\u00e1. Ent\u00e3o\u2026 Londrina n\u00e3o era um lugar pequenininho (risos). Aqui j\u00e1 era uma grande cidade. Foi muito interessante a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a Toledo. Mas como em todas as minhas nomea\u00e7\u00f5es, nunca discuti ou perguntei, simplesmente fui. E aqui encontrei um povo que me acolhe muito bem. Em Salvador, fui muito bem recebido. Claro que l\u00e1 tem todas as suas tradi\u00e7\u00f5es\u2026 mas eu n\u00e3o brigava com ningu\u00e9m. Com muita gente distante da Igreja, conseguia chegar e conversar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi sua participa\u00e7\u00e3o no surgimento da Pastoral da Crian\u00e7a, que nasceu em 1983, aqui em nossa arquidiocese?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo<\/strong>: Zilda Arns, m\u00e9dica, irm\u00e3 de Dom Paulo Evaristo Arns, assumiu comigo o trabalho. Montamos juntos todo o projeto. A proposta foi assumida com muito carinho em cada lugar onde foi apresentada. Depois, foi se espalhando pelo Brasil inteiro. Eu tive a oportunidade de acompanhar, indo aos mais distantes lugares do Pa\u00eds, para visitar, para conversar com os bispos. Realmente, foi uma ben\u00e7\u00e3o de Deus essa Pastoral da Crian\u00e7a. Fui colocado nesse trabalho por indica\u00e7\u00e3o de Dom Paulo, representando depois a pastoral diante do episcopado, na CNBB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre 1991 e 1999, o senhor trabalhou no Vaticano. Como foi trabalhar com S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dom Geraldo<\/strong>: Eu fui secret\u00e1rio da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e disciplina dos sacramentos. Essa conviv\u00eancia em Roma \u00e9 muito marcante. O Vaticano \u00e9 interessante, tem v\u00e1rias congrega\u00e7\u00f5es\u2026 A gente toma consci\u00eancia de como a Igreja est\u00e1 pensando todas as quest\u00f5es. Eu tinha contato com muitos bispos. Afinal, todos os bispos do mundo v\u00e3o a Roma a cada cinco anos, para apresentar o que tem sido feito em suas dioceses. Eles vinham visitar a Congrega\u00e7\u00e3o. T\u00ednhamos contato com o mundo inteiro. Quanto a S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, eu estive muito pr\u00f3ximo dele. Semanalmente, eu me encontrava com o Papa. Ele gostava de se encontrar com os bispos das congrega\u00e7\u00f5es. Ele nos recebia para almo\u00e7os, nos quais discut\u00edamos temas. Dele sempre recebi apoio. Ele era uma pessoa extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Juliana Mastelini<\/strong><br \/>\nPASCOM Arquidiocesana<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Diocese de Londrina (PR) &#8211; JC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Geraldo Majella Agnello presidiu a Confer\u00eancia dos Bispos de 2003 a 2007<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[841],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7213"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=7213"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/7213\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=7213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=7213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=7213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}