{"id":7313,"date":"2017-07-19T00:00:00","date_gmt":"2017-07-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/iniciacao-a-vida-crista-itinerario-para-formar-discipulos-missionarios-3\/"},"modified":"2017-07-19T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-19T03:00:00","slug":"iniciacao-a-vida-crista-itinerario-para-formar-discipulos-missionarios-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/iniciacao-a-vida-crista-itinerario-para-formar-discipulos-missionarios-3\/","title":{"rendered":"Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3: Itiner\u00e1rio para Formar Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio A. Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Continuamos nossa reflex\u00e3o, sobre o recente documento da CNBB: Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3: Itiner\u00e1rio para Formar Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios. J\u00e1 abordamos a parte b\u00edblica do encontro e di\u00e1logo de Jesus com a samaritana e seus desdobramentos (Jo 4, 4-42). Hoje apresentaremos s\u00edntese do cap\u00edtulo II que destaca o VER ou a parte hist\u00f3rica da IVC.<\/p>\n<p>Como no encontro do Senhor com a samaritana, a Igreja tamb\u00e9m \u00e9 desafiada a promover encontros com novos interlocutores. Temos um passado que pode nos impulsionar na busca de novos caminhos para o seguimento, desde os tempos da Igreja primitiva. No s\u00e9c. II, se estruturou o catecumenato: itiner\u00e1rio espec\u00edfico de inicia\u00e7\u00e3o. Era um caminho que acolhia a salva\u00e7\u00e3o de Deus e que se expressava na vida da comunidade com uma s\u00e9rie de ensinamentos e pr\u00e1ticas lit\u00fargicas. Este processo se aperfei\u00e7oou at\u00e9 o s\u00e9c. IV e entrou em lenta decad\u00eancia, a partir do s\u00e9c. V, at\u00e9 desaparecer no s\u00e9c. VI-VII.<\/p>\n<p>O decl\u00ednio do catecumenato deu-se com o surgimento da cristandade, quando a maioria da popula\u00e7\u00e3o se tornou crist\u00e3. Ent\u00e3o os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 eram celebrados sem muita rela\u00e7\u00e3o entre eles e o batismo de crian\u00e7as tornou-se pr\u00e1tica comum. Era um cristianismo herdado num ambiente de cultura crist\u00e3: tradi\u00e7\u00e3o familiar e social. A f\u00e9 era alimentada fortemente pela devo\u00e7\u00e3o aos santos, pelas peregrina\u00e7\u00f5es e penit\u00eancias. Ganharam import\u00e2ncia as ora\u00e7\u00f5es decoradas. A b\u00edblia era usada nos serm\u00f5es, encenada nas prociss\u00f5es e expressa na arte e no canto. Era uma catequese de piedade popular.<\/p>\n<p>A partir do Conc\u00edlio de Trento (1545-1563) elaborou-se um catecismo, centrado no conhecimento da doutrina da f\u00e9, na instru\u00e7\u00e3o moral, na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos e nas ora\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. Este tornou-se refer\u00eancia oficial para a transmiss\u00e3o da f\u00e9 at\u00e9 o s\u00e9c. XX. O Vaticano II (1962-1965) sugeriu novos caminhos na transmiss\u00e3o da f\u00e9: diversos documentos foram emitidos, em n\u00edvel universal e nacional. Muitas Dioceses, Par\u00f3quias e Comunidades reagiram com experi\u00eancias renovadoras. Em 2011, a IVC foi assumida como urg\u00eancia pelas Diretrizes Gerais: Igreja &#8211; Casa da Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3.<\/p>\n<p>Como em Samaria, abrem-se novos po\u00e7os para o encontro com o Senhor, em nossas realidades. Pelo impulso do Esp\u00edrito, estamos em estado de busca e de recome\u00e7o. Fica para tr\u00e1s um determinado modelo eclesial, marcado pela seguran\u00e7a da sociedade de cristandade e desponta um processo de renascimento: modelo de Igreja pobre, samaritana, em sa\u00edda mission\u00e1ria para as periferias geogr\u00e1ficas e existenciais. O novo caminho exige humildade, acolhida, criatividade, capacidade dialogal, necessidade de convers\u00e3o pastoral, de gesta\u00e7\u00e3o permanente, sem apego a modelo \u00fanico e uniforme. Cultivar a m\u00edstica do encontro: n\u00e3o tanto ouvir e falar sobre Deus, mas ouvir e falar com Deus. S. Agostinho afirma: \u201cDevemos dizer muitas coisas ao novo crente, mas mais a Deus por ele, do que a ele sobre Deus\u201d. Tertuliano diz: \u201cOs crist\u00e3os n\u00e3o nascem, se fazem\u201d.<\/p>\n<p>O querigma, como an\u00fancio do essencial da f\u00e9, e a mistagogia, como progressiva introdu\u00e7\u00e3o no mist\u00e9rio pascal de Cristo, vivido na experi\u00eancia comunit\u00e1ria, s\u00e3o aspectos essenciais na renova\u00e7\u00e3o do processo de IVC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio A. Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul &nbsp; Caros diocesanos. Continuamos nossa reflex\u00e3o, sobre o recente documento da CNBB: Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3: Itiner\u00e1rio para Formar Disc\u00edpulos Mission\u00e1rios. J\u00e1 abordamos a parte b\u00edblica do encontro e di\u00e1logo de Jesus com a samaritana e seus desdobramentos (Jo 4, 4-42). 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