{"id":7371,"date":"2017-07-28T00:00:00","date_gmt":"2017-07-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/principios-fundamentais\/"},"modified":"2017-07-28T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-28T03:00:00","slug":"principios-fundamentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/principios-fundamentais\/","title":{"rendered":"Princ\u00edpios fundamentais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caos pol\u00edtico-social em que vivemos, relembramos aos cat\u00f3licos os princ\u00edpios fundamentais da doutrina social da Igreja, que devem servir de pauta \u00e0 sociedade. Eles s\u00e3o baseados na lei natural e na busca do bem comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00ba. <u>Subordina\u00e7\u00e3o da ordem social \u00e0 ordem moral estabelecida por Deus<\/u>: N\u00e3o \u201cquerer construir uma ordem temporal s\u00f3lida e fecunda prescindindo de Deus, fundamento \u00fanico sobre o qual ela poder\u00e1 subsistir\u201d (Jo\u00e3o XXIII, <em>Mater et Magistra<\/em>, 214).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2\u00ba. <u>Dignidade da Pessoa Humana:<\/u> \u201cA dignidade da pessoa humana se fundamenta em sua cria\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus\u201d (C. I. C., 1700). \u00c0 luz do cristianismo, qualquer ser humano deve ser considerado pessoa, objeto do ideal crist\u00e3o do amor fraterno. Assim, a vida humana deve ser respeitada desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 o seu t\u00e9rmino natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3\u00ba. <u>Solidariedade:<\/u> \u201cO homem deve contribuir, com seus semelhantes, para o bem comum da sociedade, em todos os seus n\u00edveis. Sob este \u00e2ngulo, a doutrina da Igreja op\u00f5e-se a todas as formas de individualismo social ou pol\u00edtico\u201d (CDF, Nota Doutrinal).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4\u00ba. <u>A busca do bem comum,<\/u> \u201ca total raz\u00e3o de ser dos poderes p\u00fablicos\u201d (Jo\u00e3o XXIII, <em>Pacem in terris<\/em>, 54). Bem comum, n\u00e3o individual pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5\u00ba. <u>A aten\u00e7\u00e3o especial aos pobres:<\/u> por serem mais fracos, precisam de maior prote\u00e7\u00e3o e cuidado do Estado (Le\u00e3o XIII, <em>Rerum Novarum<\/em> 20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6\u00ba. <u>N\u00e3o ao imp\u00e9rio do dinheiro,<\/u> considerado como valor supremo, e do lucro sem moral. Portanto, rep\u00fadio completo a toda a forma de corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7\u00ba. <u>N\u00e3o ao socialismo,<\/u> que pretende a aboli\u00e7\u00e3o da propriedade privada, inspirado por ideologias incompat\u00edveis com a f\u00e9 crist\u00e3 (Paulo VI, <em>Octog. Adveniens<\/em>, 31). <u>Sim \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o,<\/u> no sentido do crescimento e intera\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es sociais e crescente desenvolvimento de formas associativas, sem se precisar recorrer ao Estado (cf. Jo\u00e3o XXIII, <em>Mater et Magistra<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8\u00ba <u>Subsidiariedade<\/u> ou a\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria do Estado, que n\u00e3o absorva a iniciativa das fam\u00edlias e dos indiv\u00edduos. Incentivo \u00e0 iniciativa privada, na gera\u00e7\u00e3o de empregos e na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9\u00ba <u>Prioridade do trabalho sobre o capital.<\/u> \u201c\u00c9 preciso acentuar o primado do homem no processo de produ\u00e7\u00e3o, o primado do homem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas\u201d (J. Paulo II, <em>Lab exercens<\/em>, 12f). \u201cAmbos t\u00eam necessidade um do outro: n\u00e3o pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital\u201d (Le\u00e3o XIII, <em>Rerum Novarum<\/em>, 28).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10\u00ba. <u>Destina\u00e7\u00e3o universal dos bens,<\/u> sem preju\u00edzo do direito de propriedade privada. \u201cO direito \u00e0 propriedade privada est\u00e1 subordinado ao direito ao uso comum, subordinado \u00e0 destina\u00e7\u00e3o universal dos bens\u201d (Jo\u00e3o Paulo II, <em>Laborem exercens<\/em>, 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">11\u00ba. <u>O justo sal\u00e1rio: <\/u>\u201cAcima dos acordos e das vontades, est\u00e1 uma lei de justi\u00e7a natural, mais elevada e mais antiga, que o sal\u00e1rio n\u00e3o deve ser insuficiente para assegurar a subsist\u00eancia do oper\u00e1rio s\u00f3brio e honrado\u201d (Le\u00e3o XIII, <em>Rerum novarum,<\/em> 63).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney &nbsp; No caos pol\u00edtico-social em que vivemos, relembramos aos cat\u00f3licos os princ\u00edpios fundamentais da doutrina social da Igreja, que devem servir de pauta \u00e0 sociedade. 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