{"id":7877,"date":"2017-10-04T00:00:00","date_gmt":"2017-10-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/do-conflito-a-comunhao-01\/"},"modified":"2017-10-04T00:00:00","modified_gmt":"2017-10-04T03:00:00","slug":"do-conflito-a-comunhao-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/do-conflito-a-comunhao-01\/","title":{"rendered":"Do conflito \u00e0 comunh\u00e3o &#8211; 01"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Dom Alo\u00edsio A. Dilli<br \/>\n<\/em><em>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos e Irm\u00e3os Luteranos. A hist\u00f3ria celebra neste m\u00eas de outubro (31\/10\/2017) os 500 anos do in\u00edcio da Reforma de Lutero. Nossa mensagem se baseia no livro \u201c<em>Do Conflito \u00e0 Comunh\u00e3o<\/em>\u201d, escrito para a comemora\u00e7\u00e3o conjunta cat\u00f3lico-luterana da Reforma em 2017 (Do Conflito \u00e0 Comunh\u00e3o, Ed. Sinodal e CNBB, 2015). Se um documento ecum\u00eanico de n\u00edvel internacional, escrito ao redor da mesma mesa, objetiva converter cinco s\u00e9culos de conflito em sincera busca de maior comunh\u00e3o, podemos elevar juntos, luteranos e cat\u00f3licos, nossas m\u00e3os ao c\u00e9u para louvar e bendizer o mesmo Deus que deseja e aben\u00e7oa o caminho da unidade e da comunh\u00e3o de seus filhos e filhas. Ao colocarmos o evangelho como luz para orientar as celebra\u00e7\u00f5es dos 500 anos, sentir-nos-emos, cat\u00f3licos e luteranos, convidados \u00e0 busca da unidade pelo pr\u00f3prio Cristo que diz: \u201c<em>Que todos sejam um, como tu, Pai, est\u00e1s em mim, e eu em ti. Que eles estejam em n\u00f3s, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste<\/em>\u201d (Jo 17, 21). Que o novo esp\u00edrito ecum\u00eanico, de busca conjunta da comunh\u00e3o, seja o rem\u00e9dio para a purifica\u00e7\u00e3o e a cura das mem\u00f3rias dos tempos em que jogamos pedras uns contra os outros, em vez de ajunt\u00e1-las e com elas construirmos uma casa comum. Neste sentido, animam-nos as palavras do Papa Jo\u00e3o XXIII: \u201c<em>O que nos une \u00e9 maior do que aquilo que nos divide<\/em>\u201d (Op. cit., pref\u00e1cio). Pelas semelhan\u00e7as, o di\u00e1logo \u00e9 poss\u00edvel e as diferen\u00e7as o exigem. Alegram-nos o crescimento da compreens\u00e3o, da coopera\u00e7\u00e3o e do respeito m\u00fatuo que anima luteranos e cat\u00f3licos. Que nossos encontros e celebra\u00e7\u00f5es ecum\u00eanicas dos 500 anos da reforma, igualmente, sejam quais novas pedras para construirmos sempre mais a unidade plena e vis\u00edvel da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse esp\u00edrito da busca de unidade certamente \u00e9 bem maior do que interpreta\u00e7\u00f5es teol\u00f3gicas diferentes, com suas respectivas consequ\u00eancias. Afirma o documento comum, acima citado: \u201c<em>Di\u00e1logos ecum\u00eanicos e pesquisas acad\u00eamicas analisaram essas controv\u00e9rsias e tentaram super\u00e1-las pela identifica\u00e7\u00e3o das diferentes terminologias, diferentes estruturas de pensamento e diferentes preocupa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o necessariamente se excluem mutuamente<\/em>\u201d (Op. cit., n. 91). Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio que o di\u00e1logo ecum\u00eanico e a busca da compreens\u00e3o rec\u00edproca continuem entre te\u00f3logos e historiadores, sobretudo sobre temas como a justifica\u00e7\u00e3o, a eucaristia, o minist\u00e9rio, a Escritura e a tradi\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que nosso olhar rec\u00edproco seja sempre mais ecum\u00eanico e nos confirme como irm\u00e3os e irm\u00e3s, sobretudo, a partir do mesmo batismo que recebemos na Igreja que, juntos, reconhecemos como corpo de Cristo. Se luteranos e cat\u00f3licos est\u00e3o unidos no mesmo corpo de Cristo, juntos tamb\u00e9m desejam celebrar os 500 anos da reforma. Pertencendo ao mesmo corpo de Cristo, as igrejas luteranas n\u00e3o nasceram da reforma, mas tem sua origem em Pentecostes e na prega\u00e7\u00e3o dos Ap\u00f3stolos, recebendo uma forma particular pela doutrina e os esfor\u00e7os dos reformadores. Como afirma o texto comum: \u201c<em>Os reformadores n\u00e3o desejavam fundar uma nova igreja, e de acordo com sua compreens\u00e3o, n\u00e3o o fizeram. Eles queriam reformar a igreja e eles o conseguiram no \u00e2mbito de sua influ\u00eancia, embora com erros e equ\u00edvocos<\/em>\u201d. (Op. cit., n. 222). Enquanto aguardamos nossa pr\u00f3xima mensagem, rezemos pela unidade dos crist\u00e3os e vivamos o esp\u00edrito da unidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio A. Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul &nbsp; Caros diocesanos e Irm\u00e3os Luteranos. A hist\u00f3ria celebra neste m\u00eas de outubro (31\/10\/2017) os 500 anos do in\u00edcio da Reforma de Lutero. 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