{"id":8082,"date":"2017-10-30T00:00:00","date_gmt":"2017-10-30T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/do-conflito-a-comunhao-2\/"},"modified":"2017-10-30T00:00:00","modified_gmt":"2017-10-30T02:00:00","slug":"do-conflito-a-comunhao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/do-conflito-a-comunhao-2\/","title":{"rendered":"Do conflito \u00e0 comunh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber<br \/>\nArcebispo de Passo Fundo<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 10 de fevereiro de 2014, a Igreja Cat\u00f3lica e a Igreja Luterana, atrav\u00e9s do presidente do Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os e do Secret\u00e1rio Geral da Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial, publicaram uma carta conjunta, apresentando o informe ecum\u00eanico \u201cDo conflito \u00e0 Comunh\u00e3o \u2013 comemora\u00e7\u00e3o conjunta Luterano-Cat\u00f3lica-Romana da Reforma em 2017\u201d. Diz a carta: \u201c\u00c9 a primeira tentativa hist\u00f3rica no \u00e2mbito internacional de descrever a hist\u00f3ria da Reforma conjuntamente, de analisar os argumentos teol\u00f3gicos que estavam em jogo, de tra\u00e7ar os desenvolvimentos ecum\u00eanicos entre nossas comunh\u00f5es, de identificar a converg\u00eancia alcan\u00e7ada e as diferen\u00e7as ainda persistentes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A data de 31 de outubro de 1517 tornou-se um s\u00edmbolo da Reforma Protestante do s\u00e9culo XVI. Neste ano, completam-se 500 deste acontecimento e a comemora\u00e7\u00e3o tem o seu contexto. Vivemos numa era ecum\u00eanica, por isso, a comemora\u00e7\u00e3o comum \u00e9 uma ocasi\u00e3o para aprofundar a comunh\u00e3o. Marca tamb\u00e9m os 50 anos de di\u00e1logo luterano-cat\u00f3lico que produziu v\u00e1rios estudos, celebra\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es conjuntas. Merece destaque a \u201cDeclara\u00e7\u00e3o conjunta sobre a Doutrina da Justifica\u00e7\u00e3o\u201d, publicada em 1999, que afirmou um consenso nas verdades fundamentais da doutrina da justifica\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, a comemora\u00e7\u00e3o acontece numa era globalizada e por isso n\u00e3o envolve apenas alguns lugares. O terceiro contexto \u00e9 de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o, num tempo marcado com o surgimento de novos movimentos religiosos e o crescimento da seculariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ecumenismo n\u00e3o pode basear-se no esquecimento da tradi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode ser ignorado o que aconteceu nestes 500 anos, nem os frutos doces e nem os azedos. O que aconteceu no passado n\u00e3o pode ser mudado, mas o que e como \u00e9 lembrado, com o passar do tempo, de fato muda. Lembrar torna o passado presente. Enquanto o passado em si \u00e9 inalter\u00e1vel, a presen\u00e7a do passado no presente \u00e9 alter\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Luteranos e cat\u00f3licos t\u00eam muitas raz\u00f5es para contar sua hist\u00f3ria de uma forma nova. A pesquisa contribuiu muito para mudar a percep\u00e7\u00e3o do passado. No caso da Reforma, ambos s\u00e3o capazes de superar as tradicionais hermen\u00eauticas antiprotestantes e anticat\u00f3licas. Al\u00e9m dos argumentos teol\u00f3gicos deve-se dar uma nova aten\u00e7\u00e3o a um grande n\u00famero de fatores do contexto hist\u00f3rico: como os pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os temas em debate, por ocasi\u00e3o da Reforma, desenvolviam-se sobre as diferen\u00e7as e eram enfatizadas. O mesmo aconteceu com os desdobramentos posteriores. Na revis\u00e3o conjunta, os pontos de partida dos parceiros do di\u00e1logo ecum\u00eanico olham primeiro aquilo que t\u00eam em comum e somente ent\u00e3o avaliam o significado de suas diferen\u00e7as. Os parceiros de di\u00e1logo est\u00e3o comprometidos com as doutrinas das respectivas Igrejas que, de acordo com suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es, expressam a verdade da f\u00e9. Pelas semelhan\u00e7as, o di\u00e1logo \u00e9 poss\u00edvel; pelas diferen\u00e7as, \u00e9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A base comum para a unidade e a comemora\u00e7\u00e3o comum fundamenta-se no batismo, que torna os batizados membros do corpo de Cristo que \u00e9 a Igreja. Ao mesmo tempo, deve ser reconhecido aquilo que divide e os pecados contra a unidade. Conclui o informe ecum\u00eanico: \u201cO primeiro \u00e9 motivo de gratid\u00e3o e alegria; o segundo \u00e9 motivo de sofrimento e lamento. (&#8230;) Ningu\u00e9m, que seja teologicamente respons\u00e1vel, pode celebrar a divis\u00e3o dos crist\u00e3os entre si\u201d. (n\u00ba 223-224).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber Arcebispo de Passo Fundo Em 10 de fevereiro de 2014, a Igreja Cat\u00f3lica e a Igreja Luterana, atrav\u00e9s do presidente do Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os e do Secret\u00e1rio Geral da Federa\u00e7\u00e3o Luterana Mundial, publicaram uma carta conjunta, apresentando o informe ecum\u00eanico \u201cDo conflito \u00e0 Comunh\u00e3o \u2013 &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/do-conflito-a-comunhao-2\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Do conflito \u00e0 comunh\u00e3o<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8082"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8082"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8082\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}