{"id":8103,"date":"2017-11-01T00:00:00","date_gmt":"2017-11-01T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-armando-orar-pelos-mortos-expressa-um-profundo-sentido-de-comunhao-e-ajuda-reciproca\/"},"modified":"2020-03-11T16:55:38","modified_gmt":"2020-03-11T19:55:38","slug":"dom-armando-orar-pelos-mortos-expressa-um-profundo-sentido-de-comunhao-e-ajuda-reciproca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-armando-orar-pelos-mortos-expressa-um-profundo-sentido-de-comunhao-e-ajuda-reciproca\/","title":{"rendered":"Dom Armando: \u201cOrar pelos mortos expressa uma profunda comunh\u00e3o e ajuda rec\u00edproca\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cComo membros da fam\u00edlia humana, orar uns pelos outros, num eterno presente de Deus, expressa um profundo sentido de comunh\u00e3o e de ajuda rec\u00edproca\u201d, desta forma o bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Liturgia da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol define o sentido da ora\u00e7\u00e3o pelos mortos, por ocasi\u00e3o do Dia de Finados, 2 de novembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos, como \u00e9 chamada a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica do dia 2 de novembro, \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o da Festa de Todos os Santos, vivida no dia anterior. \u201cA Igreja quer abra\u00e7ar a todos os que pelo batismo mergulhamos em Cristo morto e ressuscitado e pertencemos ao corpo m\u00edstico por esta comunh\u00e3o dos santos que cria e gera um la\u00e7o profundo\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo dom Armando, a ora\u00e7\u00e3o pelos mortos tem sua raz\u00e3o na comunh\u00e3o que existe entre todos os que pertencem ao corpo m\u00edstico de Cristo. \u201cSendo Jesus o salvador da humanidade existe por meio dele uma comunh\u00e3o com a esta\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A origem da Comemora\u00e7\u00e3o de todos os Fi\u00e9is Defuntos vem de longe, recorda o religioso. O culto aos mortos, no sentido de respeitosa e comovida recorda\u00e7\u00e3o, pertence \u00e0 hist\u00f3ria mais antiga da humanidade. Os crist\u00e3os, desde os prim\u00f3rdios, mantiveram o costume, dando a este rito o toque pr\u00f3prio da f\u00e9 na \u201cressurrei\u00e7\u00e3o\u201d, elemento essencial e fundamental da vis\u00e3o crist\u00e3 da vida e da morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao longo da hist\u00f3ria, h\u00e1 abundante documenta\u00e7\u00e3o a respeito da necessidade de orar pelos falecidos. Desde o livro dos Macabeus se fala da necessidade de rezar pelos mortos afim de que sejam absolvidos de seus pecados. O Dia de Finados adquire rosto e data, como hoje o conhecemos, no in\u00edcio do segundo mil\u00eanio por obra do santo Odilon, abade da famosa e importante abadia de Cluny, na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja, desde o in\u00edcio de sua caminhada, deu culto especial aos m\u00e1rtires, pessoas que ganharam a coroa do mart\u00edrio. Disso, come\u00e7ou a devo\u00e7\u00e3o aos santos \u2013 irm\u00e3os e irm\u00e3s que fizeram da pr\u00f3pria vida um dom, ficando fieis at\u00e9 o fim, imitando Jesus, o M\u00e1rtir, a testemunha fiel como canta o livro do Apocalipse.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8678\" aria-describedby=\"caption-attachment-8678\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/cnbb.net.br\/dom-armando-orar-pelos-mortos-expressa-um-profundo-sentido-de-comunhao-e-ajuda-reciproca\/finados\/\" rel=\"attachment wp-att-8678 noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-8678 size-medium\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Finados-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8678\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Par\u00f3quia S\u00e3o Jos\u00e9 de Elias Fausto<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #800000\"><strong>Para quem cr\u00ea: a morte n\u00e3o \u00e9 o fim<\/strong><\/span><br \/>\nA visita aos cemit\u00e9rios juntos aos t\u00famulos dos entes queridos \u00e9 express\u00e3o de comunh\u00e3o, feita de dor e saudade. Mas pela f\u00e9 que ilumina os que cr\u00eaem em Jesus Cristo, afirma dom Armando, deve permanecer a certeza, como canta a liturgia, de que a vida n\u00e3o \u00e9 tirada, mas transformada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o religioso ao ir ao cemit\u00e9rio refletimos sobre a morte que pertence \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o humana. Por outro lado, ele adverte que a correria cotidiana, a superficialidade, a banaliza\u00e7\u00e3o da vida e o progresso da medicina, entre outros fatores, contribuem para que n\u00e3o se pense na morte e se viva na ilus\u00e3o da imortalidade. \u201cA liturgia da Igreja fala a linguagem da realidade e da esperan\u00e7a. Convida a pensar na morte, por\u00e9m n\u00e3o como perca, mas como passagem que gera dor e n\u00e3o desespero\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cO disc\u00edpulo de Jesus caminha da f\u00e9 para esperan\u00e7a, que \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o definitiva. Apesar de n\u00e3o termos superado ainda todas as aliena\u00e7\u00f5es das quais a morte \u00e9 a \u00faltima express\u00e3o, caminhamos sob o impulso do amor desinteressado de Deus com o compromisso de sermos gratos e gratuitos em nossa vida. Vivamos, portanto com a nossa f\u00e9 este dia que com certeza enriquece a nossa espiritualidade, o nosso relacionamento com a vida e com os demais irm\u00e3os e irm\u00e3s da caminhada do dia a dia\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da Comiss\u00e3o de Liturgia fala da import\u00e2ncia da ora\u00e7\u00e3o pelos mortos que tem sua raz\u00e3o na comunh\u00e3o que existe entre todos<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[859],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8103"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8103\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}