{"id":8195,"date":"2017-11-09T00:00:00","date_gmt":"2017-11-09T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-nova-matriz-de-santo-antonio-do-paraibuna\/"},"modified":"2017-11-09T00:00:00","modified_gmt":"2017-11-09T02:00:00","slug":"a-nova-matriz-de-santo-antonio-do-paraibuna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-nova-matriz-de-santo-antonio-do-paraibuna\/","title":{"rendered":"A Nova Matriz de Santo Ant\u00f4nio do Paraibuna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Juiz de Fora<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tendo sido criada a Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio do Paraibuna aos 12 de junho de 2011, no Bairro Santo Ant\u00f4nio, antigo Morro da Boiada, com o fim de marcar o local da primeira capela de Santo Ant\u00f4nio de Juiz de Fora, tivemos a grat\u00edssima satisfa\u00e7\u00e3o de benzer e inaugurar a sua nova Matriz aos 28 de outubro deste ano de 2017. O projeto arquitet\u00f4nico de Cristiane Capobianco valorizou ainda mais o espa\u00e7o. Todos os que passar\u00e3o pela Rua Francisco Cerqueira Cruzeiro, \u00e0 altura do n\u00famero 770, certamente se admirar\u00e3o com a graciosa fachada e o campan\u00e1rio sobre a qual se ergue soberana a Cruz de Cristo.\u00a0 Ser\u00e1 sempre um sinal silencioso da f\u00e9 que moveu o cora\u00e7\u00e3o de Santo Ant\u00f4nio de Lisboa e dos juiz-foranos, desde as origens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As margens do chamado Caminho Novo, trilha que ligava Rio de Janeiro a Vila Rica, em meados do s\u00e9culo XVIII, viram chegar os primeiros moradores. Em 1741, o primeiro fazendeiro, Ant\u00f4nio Vidal, j\u00e1 estava pedindo ao Bispo do Rio de Janeiro licen\u00e7a para erigir uma capela em hora de Santo Ant\u00f4nio, com o fim de ele e sua fam\u00edlia n\u00e3o ficarem privados dos Sacramentos da Igreja de Cristo. Dada a autoriza\u00e7\u00e3o pedida, ergueu tal capela no local acima mencionado, que se tornou centro de pequena povoa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Passados 70 anos, a fazenda \u00e9 vendida, em 1812, para o Alferes Ant\u00f4nio Dias Tostes, estando o pr\u00e9dio da capela em estado prec\u00e1rio. O novo propriet\u00e1rio cujo nome coincide tamb\u00e9m como do Padroeiro, pede nova licen\u00e7a \u00e0 autoridade diocesana, agora j\u00e1 da Diocese de Mariana criada em 1745, para construir outra, o que de fato se realiza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O povoamento ia lentamente crescendo, registrando-se, em 1831, conforme dados do Arquivo P\u00fablico Mineiro, 1.419 moradores no pequeno arraial ainda pertencente \u00e0 Par\u00f3quia de Sim\u00e3o Pereira. A genu\u00edna f\u00e9 crist\u00e3 permanece viva entre o povo, animada pelos exemplos de Santo Ant\u00f4nio que aglutina grande devo\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. J\u00e1 em 1844, l\u00ea-se nova provis\u00e3o, emitida pelo Governo Provincial de Minas, para que fosse constru\u00edda nova capela em louvor do venerado santo Ant\u00f4nio, mais ampla e confort\u00e1vel, por ter aumentado consideravelmente o n\u00famero de habitantes. Tal edifica\u00e7\u00e3o se d\u00e1 agora em regi\u00e3o mais plana, onde a popula\u00e7\u00e3o mais se desenvolveu, sendo trazida para ela a imagem original. Estamos j\u00e1 em \u00e9poca de pleno movimento da Estrada Geral que substitu\u00eda o Caminho Novo, constru\u00edda pelo engenheiro Henrique Halfeld, conhecida por Uni\u00e3o e Ind\u00fastria, a partir de 1836.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 31 de maio de 1850, foi instalada, por ordem do Bispo de Mariana, Dom Ant\u00f4nio Ferreira Vi\u00e7oso, a Freguesia, ou seja, Par\u00f3quia de Santo Ant\u00f4nio do Paraibuna do Juiz de Fora, criada por ato do Imperador Dom Pedro II. Esta \u00e9 a raz\u00e3o de se comemorar, civilmente, o anivers\u00e1rio da cidade nesta data.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pelos esfor\u00e7os de Henrique Halfeld, \u00e0 \u00e9poca membro da Irmandade do Sant\u00edssimo Sacramento, e do primeiro P\u00e1roco, Padre Thiago Mendes Ribeiro, a vila recebe, em 1856, o foro de cidade, desmembrada de Barbacena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com a constru\u00e7\u00e3o da estrada de rodagem Uni\u00e3o e Ind\u00fastria, inaugurada por Dom Pedro II em 23 de junho de 1861, ligando Juiz de Fora a Petr\u00f3polis, a cidade tomou novo impulso em desenvolvimento. Com o sens\u00edvel crescimento populacional, foi necess\u00e1rio construir uma igreja matriz muito mais ampla que a interior, inaugurada em 1878, que, mais tarde, receber\u00e1 amplia\u00e7\u00e3o e embelezamento ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Diocese em 1924, tornando-se sua catedral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nova Matriz Paroquial, no local do primeiro n\u00facleo populacional, al\u00e9m de sua fun\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria que \u00e9 a religiosa, pastoral e celebrativa dos Mist\u00e9rios de Cristo, quer ser tamb\u00e9m um resgate de um importante dado da hist\u00f3ria desta cidade, pois ali nasceu Juiz de Fora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira Arcebispo de Juiz de Fora \u00a0 Tendo sido criada a Par\u00f3quia Santo Ant\u00f4nio do Paraibuna aos 12 de junho de 2011, no Bairro Santo Ant\u00f4nio, antigo Morro da Boiada, com o fim de marcar o local da primeira capela de Santo Ant\u00f4nio de Juiz de Fora, tivemos a grat\u00edssima satisfa\u00e7\u00e3o de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-nova-matriz-de-santo-antonio-do-paraibuna\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A Nova Matriz de Santo Ant\u00f4nio do Paraibuna<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8195"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8195"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8195\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}