{"id":826865,"date":"2021-09-13T10:07:49","date_gmt":"2021-09-13T13:07:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=826865"},"modified":"2021-09-13T10:23:51","modified_gmt":"2021-09-13T13:23:51","slug":"dom-jacinto-fomos-feitos-para-a-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jacinto-fomos-feitos-para-a-luz\/","title":{"rendered":"Fomos feitos para a luz"},"content":{"rendered":"<p><strong>Dom Jacinto Bergmann <\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo Metropolitano de Pelotas (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De repente as trevas se tornaram mais intensas. As pessoas come\u00e7aram a n\u00e3o acreditar mais na beleza de si mesmas com sua dignidade, na beleza da fam\u00edlia com sua uni\u00e3o, na beleza da sociedade com sua fraternidade. Tudo foi-se transformando num consumismo descart\u00e1vel. Oh, trevas do consumo que ilude (popularmente: \u201cquem tem mais chora menos\u201d). As pessoas come\u00e7aram a n\u00e3o esperar mais na for\u00e7a de si mesmas com sua dignidade, na for\u00e7a da fam\u00edlia com sua uni\u00e3o, na for\u00e7a da sociedade com sua fraternidade. Tudo foi-se metamorfoseando-se num utilitarismo passageiro. Oh trevas do utilitarismo que desespera (popularmente: \u201cquem pode mais, chora menos\u201d). As pessoas come\u00e7aram a n\u00e3o amar mais a si mesmas com sua dignidade, a fam\u00edlia com sua uni\u00e3o, a sociedade com sua fraternidade. Tudo foi-se finalizando num vazio desesperador. Oh trevas do vazio que violenta (popularmente: \u201cquem se aproveita mais, chora menos\u201d).<\/p>\n<p>A pandemia, com todos os seus sofrimentos, tornou mais transparente as trevas do consumismo descart\u00e1vel, do utilitarismo passageiro, do vazio desesperador. A humanidade precisa voltar a acreditar &#8211; f\u00e9, a esperar &#8211; esperan\u00e7a e a amar &#8211; amor a LUZ. A humanidades n\u00e3o foi feita para as trevas do consumismo, mesmo ele com sua luz brilhante; ela n\u00e3o foi feita para as trevas do utilitarismo, mesmo ele com sua pot\u00eancia luminosa; ela n\u00e3o foi feita para as trevas do vazio, mesmo ele com o seu prazer incandescente.<\/p>\n<p>A humanidade foi criada por um Criador que enfrentou o \u201ccaos das trevas\u201d, como narra a cria\u00e7\u00e3o do universo o Livro Sagrado do G\u00eanesis. Quando as \u201ctrevas do caos\u201d foram transformadas pelo \u201cDeus da luz\u201d, Ele criou o g\u00eanero humano \u00e0 \u201csua imagem e semelhan\u00e7a\u201d. Como \u201cimagem\u201d para ser reflexo do Deus da Luz e como \u201csemelhan\u00e7a\u201d para agir semelhantemente ao Deus da Luz. Assim a humanidade tem a miss\u00e3o de \u201cser luz e agir como luz\u201d como o seu Criador e Deus da luz.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito do \u201csomos feitos para ser luz\u201d, nos \u00faltimos dias viralizou nas redes sociais a est\u00f3ria do \u201cO F\u00f3sforo e a Vela\u201d. Ali\u00e1s, essa est\u00f3ria inspirou-me para esta minha reflex\u00e3o. Ei-la: \u201cCerto dia, o f\u00f3sforo disse para a vela: &#8211; \u2018Hoje te acenderei!\u2019 \u2013 \u2018Ah n\u00e3o!\u2019, disse a vela. \u2018Voc\u00ea n\u00e3o percebe que se me acender, meus dias estar\u00e3o contados? N\u00e3o fa\u00e7a uma maldade dessa\u2019. \u2013 \u2018Ent\u00e3o voc\u00ea quer permanecer toda a sua vida assim? Dura, fria e sem nunca ter brilhado?\u2019, perguntou o f\u00f3sforo. \u2013 \u2018Mas, tem que me queimar? Isso d\u00f3i demais e consome todas as minhas for\u00e7as\u2019, murmurou a vela. O f\u00f3sforo respondeu: &#8211; \u2018Tem toda raz\u00e3o! Mas, essa \u00e9 a nossa miss\u00e3o. Voc\u00ea e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, apenas como f\u00f3sforo, posso fazer, \u00e9 muito pouco. Minha chama \u00e9 pequena e curta. Mas, se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso, para come\u00e7ar o fogo. J\u00e1 voc\u00ea \u00e9 a vela. Sua miss\u00e3o \u00e9 brilhar. Toda tua dor e energia se transformar\u00e1 em luz e calor por um bom tempo\u2019. Ouvindo isso, a vela olhou para o f\u00f3sforo, que j\u00e1 estava no final da sua chama, e disse: &#8211; \u2018Por favor, acende-me&#8230;\u2019. E assim produziu uma linda chama!\u201d<\/p>\n<p>No \u201ccaos das trevas\u201d, a humanidade precisa voltar \u00e0 sua origem de ser luz. Uma luz igual ao \u201cf\u00f3sforo e a vela\u201d que foram capazes de desfazer-se e produzir uma linda chama. Uma luz que provoque novamente a f\u00e9, a esperan\u00e7a e o amor. Uma luz que faz cada um e cada uma \u201cser mais\u201d em substitui\u00e7\u00e3o do apenas \u201cter mais\u201d que leva \u00e0s trevas da ilus\u00e3o; uma luz que faz de cada um e de cada uma \u201cservir mais\u201d em substitui\u00e7\u00e3o do \u201cpoder mais\u201d que leva \u00e0s trevas do desespero; uma luz que faz de cada um e de cada uma \u201camar mais\u201d em substitui\u00e7\u00e3o do \u201caproveitar-se mais\u201d que leva \u00e0s trevas do vazio.<\/p>\n<p>Fomos feitos para a luz. Miss\u00e3o essa dada pelo nosso Criador. N\u00e3o cumprindo-a, o \u201ccaos das trevas\u201d continuar\u00e1 iludindo, desesperando e esvaziando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jacinto Bergmann Arcebispo Metropolitano de Pelotas (RS) &nbsp; De repente as trevas se tornaram mais intensas. As pessoas come\u00e7aram a n\u00e3o acreditar mais na beleza de si mesmas com sua dignidade, na beleza da fam\u00edlia com sua uni\u00e3o, na beleza da sociedade com sua fraternidade. Tudo foi-se transformando num consumismo descart\u00e1vel. Oh, trevas do &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-jacinto-fomos-feitos-para-a-luz\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Fomos feitos para a luz<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/826865"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=826865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/826865\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=826865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=826865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=826865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}