{"id":8274,"date":"2017-11-19T00:00:00","date_gmt":"2017-11-19T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-almoco-comunitario-e-homilia-na-jornada-mundial-dos-pobres\/"},"modified":"2017-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2017-11-19T02:00:00","slug":"papa-francisco-almoco-comunitario-e-homilia-na-jornada-mundial-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/papa-francisco-almoco-comunitario-e-homilia-na-jornada-mundial-dos-pobres\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: almo\u00e7o comunit\u00e1rio e homilia na Jornada Mundial dos Pobres"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/cnbb.net.br\/papa-francisco-almoco-comunitario-e-homilia-na-jornada-mundial-dos-pobres\/almoco-com-os-pobres\/\" rel=\"attachment wp-att-9556 noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-9556 alignleft\" src=\"http:\/\/cnbb.net.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/almo\u00e7o-com-os-pobres-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Sala Paulo VI, no Vaticano, recebeu este domingo 1.500 pessoas pobres para um almo\u00e7o com o Papa Francisco, no \u00e2mbito da celebra\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Dia Mundial dos Pobres.\u00a0Outras 2.500 fizeram a refei\u00e7\u00e3o em semin\u00e1rios e col\u00e9gios cat\u00f3licos de Roma: Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Americano do Norte, Col\u00e9gio Apost\u00f3lico Leonino, o refeit\u00f3rio do C\u00edrculo de S\u00e3o Pedro, o refeit\u00f3rio da Caritas italiana, a Comunidade de santo Eg\u00eddio, o Pontif\u00edcio Semin\u00e1rio Romano Maior, o Pontif\u00edcio Ateneu Regina Apostolorum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os presentes foram servidos por 40 di\u00e1conos da Diocese de Roma e por cerca 150 volunt\u00e1rios provenientes das par\u00f3quias romanas e outras dioceses.\u00a0No \u201cmenu\u201d: gnocchetti sardi padellati com pomodoro, olivee formaggio Collina Veneta; bocconcini di vitello con verdure, polenta e broccoli di Bassano; tiramis\u00f9 alla veneta; \u00e1gua, laranjada e caf\u00e8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O encontro foi animado pela Banda da Gendarmaria Vaticana e pelo Coral \u201cDolci Note\u201d, composto por crian\u00e7as dos 5 aos 14 anos.Papa Francisco celebrou, pela primeira vez, neste domingo, 19 de novembro, uma data institu\u00edda pelo seu pontificado: Dia Mundial dos Pobres. Na homilia da celebra\u00e7\u00e3o realizada na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, ele disse que os pobres &#8220;nos abrem o caminho para o C\u00e9u, s\u00e3o o nosso \u00abpassaporte para o para\u00edso\u00bb. Para n\u00f3s, \u00e9 um dever evang\u00e9lico cuidar deles, que s\u00e3o a nossa verdadeira riqueza; e faz\u00ea-lo n\u00e3o s\u00f3 dando p\u00e3o, mas tamb\u00e9m repartindo com eles o p\u00e3o da Palavra, do qual s\u00e3o os destinat\u00e1rios mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois da missa, na Sala Paulo VI, onde se costumam realizar audi\u00eancias gerais, o Papa participou de um grande almo\u00e7o com os necessitados.<\/p>\n<p>Leia a homilia<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">DIA MUNDIAL DOS POBRES<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">SANTA MISSA<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">HOMILIA DO PAPA FRANCISCO<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">Bas\u00edlica Vaticana<br \/>\nXXXIII Domingo do Tempo Comum<br \/>\n19 de novembro de 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Temos a alegria de repartir o p\u00e3o da Palavra e, em breve, de repartir e receber o P\u00e3o eucar\u00edstico, alimentos para o caminho da vida. Deles precisamos todos n\u00f3s, ningu\u00e9m excluso, porque todos somos mendigos do essencial, do amor de Deus, que nos d\u00e1 o sentido da vida e uma vida sem fim. Por isso, tamb\u00e9m hoje, estendemos a m\u00e3o para Ele a fim de receber os seus dons.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E, precisamente de dons, nos fala a par\u00e1bola do Evangelho. Diz-nos que somos destinat\u00e1rios dos talentos de Deus, \u00abcada qual conforme a sua capacidade\u00bb (Mt 25, 15). Antes de mais nada, reconhe\u00e7amos isto: temos talentos, somos \u00abtalentosos\u00bb aos olhos de Deus. Por isso ningu\u00e9m pode considerar-se in\u00fatil, ningu\u00e9m pode dizer-se t\u00e3o pobre que n\u00e3o possua algo para dar aos outros. Somos eleitos e aben\u00e7oados por Deus, que deseja cumular-nos dos seus dons, mais do que um pai e uma m\u00e3e o desejam fazer aos seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma miss\u00e3o a cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De fato, como Pai amoroso e exigente que \u00e9, responsabiliza-nos. Vemos, na par\u00e1bola, que a cada servo s\u00e3o dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a miss\u00e3o, o terceiro servo n\u00e3o faz render os talentos; restitui apenas o que recebera: \u00abCom medo \u2013 diz ele \u2013, fui esconder o teu talento na terra. Aqui est\u00e1 o que te pertence\u00bb (25, 25). Como resposta, este servo recebe palavras duras: \u00abmau e pregui\u00e7oso\u00bb (25, 26). Nele, que desagradou ao Senhor? Diria, numa palavra (talvez ca\u00edda um pouco em desuso mas muito atual), a omiss\u00e3o. O seu mal foi o de n\u00e3o fazer o bem. Muitas vezes tamb\u00e9m nos parece n\u00e3o ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos. Assim, por\u00e9m, corremos o risco de nos comportar como o servo mau: tamb\u00e9m ele n\u00e3o fez nada de mal, n\u00e3o estragou o talento, antes guardou-o bem na terra. Mas, n\u00e3o fazer nada de mal, n\u00e3o basta. Porque Deus n\u00e3o \u00e9 um controlador \u00e0 procura de bilhetes n\u00e3o timbrados; \u00e9 um Pai \u00e0 procura de filhos, a quem confiar os seus bens e os seus projetos (cf. 25, 14). E \u00e9 triste, quando o Pai do amor n\u00e3o recebe uma generosa resposta de amor dos filhos, que se limitam a respeitar as regras, a cumprir os mandamentos, como jornaleiros na casa do Pai (cf. Lc 15, 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguard\u00e1-lo; ora n\u00e3o \u00e9 fiel a Deus quem se preocupa apenas de conservar, de manter os tesouros do passado, mas, como diz a par\u00e1bola, aquele que junta novos talentos \u00e9 que \u00e9 verdadeiramente \u00abfiel\u00bb (25, 21.23), porque tem a mesma mentalidade de Deus e n\u00e3o fica im\u00f3vel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, n\u00e3o aceita deixar tudo como est\u00e1. Descuida s\u00f3 uma coisa: o pr\u00f3prio interesse. Esta \u00e9 a \u00fanica omiss\u00e3o justa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E a omiss\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m o grande pecado contra os pobres. Aqui assume um nome preciso: indiferen\u00e7a. Esta \u00e9 dizer: \u00abN\u00e3o me diz respeito, n\u00e3o \u00e9 problema meu, \u00e9 culpa da sociedade\u00bb. \u00c9 passar ao largo quando o irm\u00e3o est\u00e1 em necessidade, \u00e9 mudar de canal, logo que um problema s\u00e9rio nos indisp\u00f5e, \u00e9 tamb\u00e9m indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, por\u00e9m, n\u00e3o nos perguntar\u00e1 se sentimos justa indigna\u00e7\u00e3o, mas se fizemos o bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como podemos ent\u00e3o, concretamente, agradar a Deus? Quando se quer agradar a uma pessoa querida, por exemplo dando-lhe uma prenda, \u00e9 preciso primeiro conhecer os seus gostos, para evitar que a prenda seja mais do agrado de quem a d\u00e1 do que da pessoa que a recebe. Quando queremos oferecer algo ao Senhor, os seus gostos encontramo-los no Evangelho. Logo a seguir ao texto que ouvimos hoje, Ele diz: \u00abSempre que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes\u00bb (Mt 25, 40). Estes irm\u00e3os mais pequeninos, seus prediletos, s\u00e3o o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d\u2019Ele; nos seus l\u00e1bios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d\u2019Ele: \u00abIsto \u00e9 o meu corpo\u00bb (Mt 26, 26). No pobre, Jesus bate \u00e0 porta do nosso cora\u00e7\u00e3o e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferen\u00e7a e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irm\u00e3os mais pequeninos, somos seus amigos bons e fi\u00e9is, com quem Ele gosta de Se demorar. Deus tem em grande apre\u00e7o, Ele aprecia o comportamento que ouvimos na primeira Leitura: o da \u00abmulher forte\u00bb que \u00abestende os bra\u00e7os ao infeliz, e abre a m\u00e3o ao indigente\u00bb (Prv 31, 10.20). Esta \u00e9 a verdadeira fortaleza: n\u00e3o punhos cerrados e bra\u00e7os cruzados, mas m\u00e3os operosas e estendidas aos pobres, \u00e0 carne ferida do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">L\u00e1, nos pobres, manifesta-se a presen\u00e7a de Jesus, que, sendo rico, Se fez pobre (cf. 2 Cor 8, 9). Por isso neles, na sua fragilidade, h\u00e1 uma \u00abfor\u00e7a salv\u00edfica\u00bb. E, se aos olhos do mundo t\u00eam pouco valor, s\u00e3o eles que nos abrem o caminho para o C\u00e9u, s\u00e3o o nosso \u00abpassaporte para o para\u00edso\u00bb. Para n\u00f3s, \u00e9 um dever evang\u00e9lico cuidar deles, que s\u00e3o a nossa verdadeira riqueza; e faz\u00ea-lo n\u00e3o s\u00f3 dando p\u00e3o, mas tamb\u00e9m repartindo com eles o p\u00e3o da Palavra, do qual s\u00e3o os destinat\u00e1rios mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E isto far-nos-\u00e1 bem: abeirar-nos de quem \u00e9 mais pobre do que n\u00f3s, tocar\u00e1 a nossa vida. Lembrar-nos-\u00e1 aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao pr\u00f3ximo. S\u00f3 isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece. Hoje podemos perguntar-nos: \u00abPara mim, o que conta na vida? Onde invisto?\u00bb Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que d\u00e1 a vida eterna? Diante de n\u00f3s, est\u00e1 esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o C\u00e9u. Com efeito, para o C\u00e9u, n\u00e3o vale o que se tem, mas o que se d\u00e1, e \u00abquem amontoa para si n\u00e3o \u00e9 rico em rela\u00e7\u00e3o a Deus\u00bb (cf. Lc 12, 21). Ent\u00e3o n\u00e3o busquemos o sup\u00e9rfluo para n\u00f3s, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltar\u00e1. O Senhor, que tem compaix\u00e3o das nossas pobrezas e nos reveste dos seus talentos, nos conceda a sabedoria de procurar o que conta e a coragem de amar, n\u00e3o com palavras, mas com obras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pobres &#8220;nos abrem o caminho para o C\u00e9u, s\u00e3o o nosso &#8216;passaporte para o para\u00edso&#8217;. 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