{"id":828633,"date":"2021-09-13T14:44:38","date_gmt":"2021-09-13T17:44:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=828633"},"modified":"2021-09-13T14:45:33","modified_gmt":"2021-09-13T17:45:33","slug":"dom-vital-a-celebracao-da-exaltacao-da-santa-cruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dom-vital-a-celebracao-da-exaltacao-da-santa-cruz\/","title":{"rendered":"A celebra\u00e7\u00e3o da exalta\u00e7\u00e3o da santa cruz"},"content":{"rendered":"<p><span data-contrast=\"auto\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><br \/>\n<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:2,&quot;335551620&quot;:2,&quot;335559739&quot;:200,&quot;335559740&quot;:276}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>No dia 14 de setembro, a igreja festeja a exalta\u00e7\u00e3o da santa cruz, uma festa muito importante para os crist\u00e3os do Oriente e tamb\u00e9m do Ocidente. Ela lembra Cristo Jesus que morreu na cruz, para a salva\u00e7\u00e3o da humanidade. \u201cQuando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim\u201d (<em>Jo<\/em> 12,32). Jesus tamb\u00e9m coloca que \u00e9 pela cruz que n\u00f3s somos chamados a segui-lo: \u201cSe algu\u00e9m me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga\u201d (<em>Mc<\/em> 8, 34).<\/p>\n<p>A literatura patr\u00edstica e os testemunhos arqueol\u00f3gicos colocaram como ponto de refer\u00eancia a respeito da cruz na festa da <em>inventio crucis<\/em> (descoberta da cruz), nascida pela dedica\u00e7\u00e3o das bas\u00edlicas constru\u00eddas em Jerusal\u00e9m, pelo Imperador Constantino do Santo Sepulcro e do Calv\u00e1rio (325 dC). A partir de ent\u00e3o, impulsionou-se sempre mais, o culto da cruz com o desenvolvimento de uma s\u00e9rie de homilias dos santos padres e de iconografias bem individuais. Fazendo mem\u00f3ria dos m\u00e1rtires e de outras pessoas, ela tamb\u00e9m apareceu sobre os sarc\u00f3fagos, os t\u00famulos dos crist\u00e3os como <em>crux invicta<\/em>, como s\u00edmbolo de vit\u00f3ria de Cristo Jesus sobre a morte e o pecado, e sempre em alus\u00e3o \u00e0 sua ressurrei\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. A seguir dar-se-\u00e1 uma vis\u00e3o a respeito da cruz nos padres da Igreja, os primeiros escritores crist\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>O significado da cruz<\/h3>\n<p>S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nissa, bispo do s\u00e9culo IV afirmou que a cruz possui um significado profundo, no qual se faz a descoberta pelos olhos da f\u00e9 do fiel e por uma atitude sua de amor. Pela cruz \u00e9 importante perceber na morte de Cristo, o lado humano e ver na maneira de como ele morreu, o elemento divino. Aquele que sobre ela foi estendido segundo o plano de salva\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da morte, \u00e9 o mesmo que estreita e ajunta a si mesmo todo o universo, pela sua pessoa, Cristo Jesus, as diversas naturezas dos seres numa s\u00f3 harmonia. Atrav\u00e9s da cruz, a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 orientada para Ele e por meio d\u2019Ele mant\u00e9m a sua coes\u00e3o, pois no \u201cNome de Jesus Cristo se dobre todo o joelho, nos c\u00e9us, na terra e sob a terra\u201d (<em>Fl<\/em> 2,10)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A morte de Cristo na cruz<\/h3>\n<p>Santo Ireneu, bispo de Li\u00e3o dos s\u00e9culos II e III disse que a morte de Jesus Cristo na cruz foi a morte do justo pelos injustos. Ele tornou perfeitamente justos aqueles que nele cr\u00eaem, e que, como ele, estes podem sofrer a persegui\u00e7\u00e3o e a morte. Cristo passou pela morte de cruz, para a salva\u00e7\u00e3o de todos para assim chegar \u00e0 gloria da ressurrei\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Na cruz, \u00e1gua e sangue jorraram do seu lado<\/h3>\n<p>Tertuliano, padre africano, dos s\u00e9culos II e III, colocou o valor da cruz na vida do crist\u00e3o, do batizado e da batizada. Cristo Jesus nunca ficou sem \u00e1gua, pois foi batizado (cfr. <em>Lc<\/em> 3,21), depois deu in\u00edcio aos milagres pela transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em vinho (cfr. <em>Jo<\/em> 2,1-2), e ele tamb\u00e9m convidou os seus seguidores e as suas seguidoras a beber da sua \u00e1gua que \u00e9 fonte de vida eterna (cfr. <em>Jo<\/em> 4,14). O batismo de Jesus foi at\u00e9 a sua paix\u00e3o. Quando ele estava na cruz, na sua morte, pela lan\u00e7a do soldado, \u00e1gua e sangue sa\u00edram do seu lado (cfr. <em>Jo<\/em> 19,34), significando a vida sacramental da Igreja e de todos os fi\u00e9is em Cristo<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Cristo passou pela cruz<\/h3>\n<p>Tertuliano teve que se defrontar com Praxeas que era um patripassionista, ou monarquianista, pois ele afirmou que quem sofreu na cruz n\u00e3o foi o Filho, mas, o Pai. Seguindo a Palavra dos evangelhos, o padre africano teve que dizer que foi o Filho quem sofreu na cruz, e n\u00e3o o Pai, quando ele disse: \u201cPai, nas tuas m\u00e3os eu entrego o meu esp\u00edrito\u201d ( <em>Lc<\/em> 23,46) e depois da ressurrei\u00e7\u00e3o o fez sentar-se \u00e0 direita do Pai (cfr. <em>Mc<\/em> 16,19)<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A cruz na alma da pessoa<\/h3>\n<p>S\u00e3o Jer\u00f4nimo, presb\u00edtero, dos s\u00e9culos IV e V, disse que a cruz \u00e9 tamb\u00e9m carregada na alma da pessoa, pois quando se falava da cruz, para ele, n\u00e3o pensava s\u00f3 de quem morreu na madeira mas tamb\u00e9m na dor, pois a cruz encontrava-se em todos os lugares, seja na Bretanha, na \u00cdndia e em toda a terra, porque o evangelho \u00e9 claro ao dizer que se n\u00e3o carrega a sua cruz e n\u00e3o se segue a Cristo, n\u00e3o pode ser disc\u00edpulo dele (cfr. <em>Lc<\/em> 14,27). \u00c9 feliz quem carrega no seu intimo a cruz, a ressurrei\u00e7\u00e3o, o lugar do nascimento e da ascens\u00e3o de Cristo. O fato \u00e9 que todo o dia Cristo vem ao ser humano afixado \u00e0 cruz<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A cruz: esc\u00e2ndalo e salva\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Santo In\u00e1cio de Antioquia, bispo do s\u00e9culo I, afirmou que a cruz \u00e9 esc\u00e2ndalo para os que n\u00e3o cr\u00eaem, mas \u00e9 salva\u00e7\u00e3o e vida eterna para todos os seguidores e seguidoras de Jesus Cristo. O Deus de Jesus Cristo, segundo a economia de Deus, foi levado no seio de Maria, da descend\u00eancia de Davi e do Esp\u00edrito Santo. Ele nasceu e foi batizado, para purificar a \u00e1gua pela sua paix\u00e3o e morte, para assim chegar \u00e0 gloria da ressurrei\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.]<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Tudo tem sentido pela cruz<\/h3>\n<p>S\u00e3o Justino de Roma, fil\u00f3sofo crist\u00e3o, do s\u00e9culo II, teve presente a cruz na leitura plat\u00f4nica em rela\u00e7\u00e3o a este instrumento crucial. Ele falou que o fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o teria lido Mois\u00e9s quando ele ergueu uma haste no deserto com uma serpente em forma de X de modo que todos os que fossem picados por serpentes e olhassem para aquela figura, seriam salvos por meio dela (cfr. <em>Dt<\/em> 32,22). Para S\u00e3o Justino, Plat\u00e3o teria lido isso e n\u00e3o compreendendo e nem entendendo que se tratava da figura da cruz, tomou-a pela letra X grega, e disse que o poder que acompanha a Deus, o Filho de Deus, estaria estendido pelo universo em forma de X, de cruz<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo S\u00e3o Justino, a cruz era importante na exist\u00eancia crist\u00e3, dando sentido para muitas coisas da vida e do universo. Diante das organiza\u00e7\u00f5es romanas, ela era o maior s\u00edmbolo de sua for\u00e7a, como se manifestou pelas mesmas coisas que caem sob os nossos olhos. Tudo o que existe no mundo possui a sua comunica\u00e7\u00e3o com a figura da cruz de Cristo, pois, seria imposs\u00edvel sulcar o mar, sem que a chama da vela, n\u00e3o se mant\u00e9m de p\u00e9 no navio; tamb\u00e9m n\u00e3o se ara a terra, sem os instrumentos que tem essa figura. Da mesma forma, a figura humana n\u00e3o se distingue dos animais irracionais sen\u00e3o por ser reta, poder abrir os bra\u00e7os e levar partindo de frente, o chamado nariz mostrando a forma da cruz do Senhor Jesus<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A cruz como reden\u00e7\u00e3o dos pecados humanos<\/h3>\n<p>Ainda em S\u00e3o Justino ele dizia que a cruz nos redimiu de nossos pecados. \u00a0Quando n\u00f3s est\u00e1vamos banhados pelos grav\u00edssimos pecados que t\u00ednhamos cometido, nosso Senhor Jesus Cristo nos redimiu quando foi crucificado sobre o madeiro, quando nos purificou pela \u00e1gua e nos converteu em casa de ora\u00e7\u00e3o e de adora\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A cruz como marca dos fieis<\/h3>\n<p>S\u00e3o Cirilo de Jerusal\u00e9m, bispo no s\u00e9culo IV afirmou que o madeiro da vida foi plantado na terra para que se obtivesse a ben\u00e7\u00e3o do Senhor e os mortos fossem liberados. N\u00e3o \u00e9 para ter vergonha de confessar o crucifixo. Em qualquer ocasi\u00e3o com f\u00e9, tra\u00e7amos com os dedos um sinal de cruz: quando comemos o p\u00e3o ou bebemos, quando entramos ou sa\u00edmos, antes de adormecer-nos, quando estamos deitados e quando nos levantamos, seja que estamos em movimento ou permane\u00e7amos no nosso lugar. A cruz \u00e9 uma ajuda eficaz, gratuita, para os pobres e para os d\u00e9beis, pois o seu sinal n\u00e3o requer algum esfor\u00e7o. Trata-se de uma gra\u00e7a de Deus, marca dos fieis e terror dos dem\u00f4nios. Com este sinal o Senhor triunfou sobre eles, expondo-os ao esc\u00e1rnio p\u00fablico (cfr. <em>Cl<\/em> 2,14-15)<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Cirilo tamb\u00e9m dizia aos seus catec\u00famenos para que n\u00e3o se envergonhassem da cruz do Cristo, mas que eles fizessem o sinal da cruz diante de todos de maneira que os dem\u00f4nios, vendo aquele sinal real, fujam temerosos pela cruz. Ele convidava os catec\u00famenos a fazerem o sinal da cruz nas diversas ocasi\u00f5es do dia e da vida humana<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Morte e ressurrei\u00e7\u00e3o, modelo para n\u00f3s<\/h3>\n<p>Santo Agostinho bispo de Hipona, dos s\u00e9culos IV e V, disse que a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Salvador s\u00e3o sinais de sacramento, modelos para n\u00f3s, pois ele n\u00e3o sendo pecador, nos reconciliou com Deus. Revestido da sua carne mortal, morrendo e ressurgindo, Cristo Jesus ajustou-se \u00e0 nossa morte, visto que nela se realiza o sacramento do ser humano interior e o exemplo do seu exterior. Assim o Senhor pela cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o, transfigurar\u00e1 o nosso corpo humilhando, conformando-o a seu corpo glorioso (cfr. <em>Fl<\/em> 3,21)<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia da cruz de Cristo<\/h3>\n<p>S\u00e3o Le\u00e3o Magno, papa de 440-461, afirmou que todas as dificuldades e as esperan\u00e7as humanas tem o seu fundamento na cruz de Cristo. \u00c9 do alto do lenho onde esteve Cristo crucificado, vem a for\u00e7a para a continuidade de nossos trabalhos, desafios, realiza\u00e7\u00f5es humanas e eclesiais. Cristo Jesus assumiu com f\u00e9 e com amor a cruz, porque salvou a humanidade. Ele n\u00e3o considerou indigno assumir a natureza de servo (cfr. <em>Fl<\/em> 2,7). O fiel \u00e9 chamado a imitar o que ele fez, amar o que ele efetuou e encontrar muito amor gratuito de Deus para a sua vida. \u00c9 desta forma que abra\u00e7ar a cruz \u00e9 matar a gan\u00e2ncia, aniquilar os v\u00edcios, afastar-se da vaidade \u00e9 renunciar a todo erro para assim celebrar bem a P\u00e1scoa do Senhor na vida das pessoas<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.<\/p>\n<p>A cruz \u00e9 vida, pois nela morreu Jesus Cristo para a salva\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano. Se na antiguidade ela era sinal de condena\u00e7\u00e3o, Cristo Jesus tomou a cruz como condi\u00e7\u00e3o para a pessoa segui-lo, pois o Senhor por primeiro, a carregou em nome de todo o ser humano, para assim passar da cruz \u00e0 gl\u00f3ria da ressurrei\u00e7\u00e3o. A festa da exalta\u00e7\u00e3o da santa cruz ajude-nos a viver a palavra do Mestre para que carreguemos a cruz de cada dia com f\u00e9 e com amor, para um dia chegar \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o com o Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. V. Grossi. <em>Croce<\/em>, <em>Crocifisso<\/em>. In: <em>Nuovo Dizionario Patristico e di Antichit\u00e0 Cristiane<\/em>, <em>diretto da Angealo Di Berardino<\/em>,<em> A-E<\/em>. Marietti, Genova, 2006, pgs. 1295-1298.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. Greg\u00f3rio de Nissa. <em>A Grande Catequese<\/em>, XXXII, 4-9. Paulus, SP, 2011, pgs. 358-361.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. Irineu de Lyon. <em>Demonstra\u00e7\u00e3o da prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica<\/em>, 72-75. Paulus, SP, 2014, pgs. 123-125.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. Tertulliano. <em>Il Battesimo<\/em>, 9, 4. <em>Introduzione, Traduzione, Note e Appendice Attilio Carpin<\/em>. Edizioni San Clemente, Edizioni Studio Domenicano, Bologna, 2011, pg. 159.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cfr. Tertulliano. <em>Contro Prassea<\/em>, XXV, 2; XXX, 5, <em>Edizione critica con introduzione, traduzione italliana, note e indici a cura di Giuseppe Scarpat<\/em>. Corona Patrum, SEI, Torino, 1985, pgs. 218-219; 236-237.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. Girolamo. <em>Commento al Salmo <\/em>95. In: <em>La teologia dei padri<\/em>, v.<em> 2<\/em>. Citt\u00e0 Nuova Editrice, Roma, 1982, pg. 143.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. <em>In\u00e1cio aos Ef\u00e9sios<\/em>, 18,1-2. In: <em>Padres Apost\u00f3licos<\/em>, Paulus, SP, 1995, pg. 88.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cfr. Justino de Roma. <em>I Apologia<\/em>, 60, 1-5. In: Paulus, SP, 1995, pg. 75.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cfr. Justino de Roma. <em>Idem<\/em>, 55, 4-5, pg. 71.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cfr. Justino de Roma. <em>Di\u00e1logo com Trif\u00e3o<\/em>, 86, pg. 246.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cfr. Cirillo di Gerusalemme. <em>Catechesi battesimali<\/em>, 13,35-36. In: In: <em>La teologia dei padri<\/em>, 2, pg. 152.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Cfr. Cirillo di Gerusalemme. <em>Idem,<\/em> 4, 14, pg 153.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Cfr. Santo Agostinho. <em>A Trindade<\/em>, IV, 3, 6. Paulus, SP, 1995, pgs. 142-155.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Cfr. Leone Magno. <em>Sermoni<\/em>, 74, 4-5. <em>Idem<\/em>, pg. 147.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) \u00a0 No dia 14 de setembro, a igreja festeja a exalta\u00e7\u00e3o da santa cruz, uma festa muito importante para os crist\u00e3os do Oriente e tamb\u00e9m do Ocidente. 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