{"id":8522,"date":"2017-12-20T00:00:00","date_gmt":"2017-12-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/missao-de-natal-recolocar-jesus-na-manjedoura\/"},"modified":"2017-12-20T00:00:00","modified_gmt":"2017-12-20T02:00:00","slug":"missao-de-natal-recolocar-jesus-na-manjedoura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/missao-de-natal-recolocar-jesus-na-manjedoura\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o de Natal: recolocar Jesus na manjedoura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>MISS\u00c3O DE NATAL: RECOLOCAR JESUS NA MANJEDOURA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es<br \/>\nArcebispo ode Palmas &#8211; TO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O anjo do Senhor, encarregado de dar aos pastores a alegre not\u00edcia do nascimento de Jesus, em Bel\u00e9m, assim se expressou: <em>\u201ceu vos anuncio uma grande alegria: hoje, na cidade de Davi, nasceu para v\u00f3s o Salvador, que \u00e9 o Cristo Senhor!\u201d <\/em>(Lc 2,10-11). Quando os pastores chegaram \u00e0 Gruta de Bel\u00e9m, viram este sinal: um rec\u00e9m-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura (Lc 2,7). Jesus veio ao mundo sem um lugar para nascer e viver. Nasceu numa gruta improvisada. Foi acolhido, de improviso, numa manjedoura. E de l\u00e1 encantou, provocou, redimiu e salvou o mundo. Deus, em Bel\u00e9m, quebrou o sil\u00eancio do universo e preencheu o vazio da exist\u00eancia humana. Assim como a Estrela de Bel\u00e9m \u00e9 maior do que todas as outras estrelas, a manjedoura de Bel\u00e9m \u00e9 tamb\u00e9m maior do que todas as manjedouras do mundo. Ela \u00e9 o <em>hi fi<\/em> das redes sociais de Deus. A manjedoura que acolheu Jesus, seu primeiro ber\u00e7o, hoje est\u00e1 vazia, como vazia est\u00e1 a vida humana. H\u00e1 um esvaziamento muito grande na vida, na mente e no cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas. Consequentemente, h\u00e1 um progressivo esvaziamento do esp\u00edrito do Natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em tempo passado, era politicamente correto cantar: <em>\u201cTudo est\u00e1 no seu lugar, gra\u00e7as a Deus\u201d<\/em> (Benito de Paula). Hoje n\u00e3o \u00e9 nem pol\u00edtico e nem correto. Tudo ou quase tudo no Brasil est\u00e1 fora de lugar. A sociedade brasileira est\u00e1 doente, dando sinais inequ\u00edvocos de morrte: a pol\u00edtica e a economia n\u00e3o est\u00e3o nos seus lugares. Os traficantes, de todas as matizes, est\u00e3o fora de lugar. A viol\u00eancia e a corrup\u00e7\u00e3o est\u00e3o fora de lugar. Os crimes organizados est\u00e3o fora de lugar. A discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito est\u00e3o fora de lugar. Os revolucion\u00e1rios, os reacion\u00e1rios e os conservadores est\u00e3o fora de lugar. A agende da ideologia de g\u00eanero est\u00e1 fora de lugar, ao desconstruir os conceitos de pessoa e de fam\u00edlia. Papai Noel n\u00e3o est\u00e1 no seu lugar. O Natal n\u00e3o est\u00e1 no seu lugar. Jesus n\u00e3o est\u00e1 no seu lugar. Tudo, enfim, est\u00e1 fora de lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nossa miss\u00e3o, neste Natal, \u00e9 recolocar Jesus no seu devido lugar, na manjedoura da vida. Para que, ent\u00e3o? Primeiro, para sermos guiados por Ele e para sentirmos a for\u00e7a deste Menino, apesar da sua aparente fragilidade. No mundo dos contrastes, os animais, inimigos mortais e presas f\u00e1ceis uns dos outros, est\u00e3o unidos: o lobo mora com o cordeiro, o leopardo se deita com o cabrito, o bezerro pasta com o le\u00e3ozinho, a ursa come com a vaca, o le\u00e3o se alimenta com o boi (Is 11,6-7). Uma crian\u00e7a, no entanto, os toca, brinca com eles e enfia a m\u00e3o no esconderijo da serpente (Is 11,6.8). Segundo, para sentir-nos ovelhas do seu rebanho e do seu pastoreio. Terceiro, para cuidarmos dele como se cuida de uma crian\u00e7a. Deus, de fato, se fez crian\u00e7a para cuidarmos dele. Quarto, para, enfim, sabermos que a encarna\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 a novidade do cristianismo. O cristianismo \u00e9 a religi\u00e3o de um Deus que se humaniza para divinizar a humanidade. O Deus crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um mito, n\u00e3o \u00e9 um livro e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma filosofia. O cristianismo \u00e9 a religi\u00e3o n\u00e3o de um livro, mas da Palavra (papa Bento XVI, Verbum Domini 7), de uma Pessoa, Jesus Cristo, o Filho coeterno do Pai, feito Homem. E n\u00f3s, ao inv\u00e9s de concebermos e criarmos filhos, reproduzimos clones de n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Natal perdeu o seu esp\u00edrito porque perdemos o esp\u00edrito crist\u00e3o. Como disse Santo Agostinho: <em>\u201cBel\u00e9m \u00e9 para n\u00f3s uma li\u00e7\u00e3o eloquente. Com o seu nascimento na silente noite de Bel\u00e9m, mesmo sem dizer nada, deu-nos uma li\u00e7\u00e3o, como se irrompe num forte grito: que aprendamos a tornar-nos ricos nele que se fez pobre por n\u00f3s; que busquemos nele a liberdade, tendo Ele mesmo assumido por n\u00f3s a condi\u00e7\u00e3o de servo; que entremos na posse do c\u00e9u, tendo Ele por n\u00f3s surgido da terra\u201d. <\/em>Se assim fizermos, estamos cumprindo nossa miss\u00e3o: colocando Jesus novamente na sua manjedoura. Portanto, meu desejo final \u00e9 que todos afinal tenham um santo e aben\u00e7oado Natal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MISS\u00c3O DE NATAL: RECOLOCAR JESUS NA MANJEDOURA \u00a0 Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es Arcebispo ode Palmas &#8211; TO O anjo do Senhor, encarregado de dar aos pastores a alegre not\u00edcia do nascimento de Jesus, em Bel\u00e9m, assim se expressou: \u201ceu vos anuncio uma grande alegria: hoje, na cidade de Davi, nasceu para v\u00f3s o Salvador, que &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/missao-de-natal-recolocar-jesus-na-manjedoura\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Miss\u00e3o de Natal: recolocar Jesus na manjedoura<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":39,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8522"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8522\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}