{"id":857365,"date":"2021-09-30T11:52:50","date_gmt":"2021-09-30T14:52:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=857365"},"modified":"2021-09-30T11:53:41","modified_gmt":"2021-09-30T14:53:41","slug":"a-missao-e-caminhar-juntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-missao-e-caminhar-juntos\/","title":{"rendered":"A miss\u00e3o \u00e9 caminhar juntos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Jaime Vieira Rocha<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Natal (RN)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prezados leitores\/as,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciamos o m\u00eas de outubro, m\u00eas mission\u00e1rio, m\u00eas importante para refletirmos sobre a dimens\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja, dimens\u00e3o que \u00e9 a base para o entendimento da sua natureza. Para este ano o tema do m\u00eas mission\u00e1rio \u00e9 \u201cJesus Cristo \u00e9 miss\u00e3o\u201d, cuja inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica \u00e9 \u201cN\u00e3o podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos\u201d (At 4,20). Viver o m\u00eas mission\u00e1rio n\u00e3o significa, no entanto, que lembramos dessa dimens\u00e3o agora, como se antes n\u00e3o fossemos mission\u00e1rios. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 momento para celebrar e revigorar mais ainda essa dimens\u00e3o, o que na sua aus\u00eancia, significaria desfigura\u00e7\u00e3o da mesma Igreja. Se a Igreja n\u00e3o \u00e9 mission\u00e1ria, ela perde consist\u00eancia e raz\u00e3o de ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da grande assembleia sinodal latino-americana, realizada em 2007, em Aparecida, S\u00e3o Paulo, cujas conclus\u00f5es e diretrizes pastorais foram assumidas e apresentadas no Documento de Aparecida, todos os batizados tomam consci\u00eancia de que s\u00e3o &#8220;disc\u00edpulos mission\u00e1rios&#8221;, de que essa realidade atinge a todos, leigos e ministros ordenados, religiosos e religiosas, homens e mulheres &#8211; todos somos disc\u00edpulos mission\u00e1rios &#8211; e que isso prov\u00e9m do Batismo, da presen\u00e7a do \u00fanico Esp\u00edrito que nos configura ao Filho e ao seu Sacerd\u00f3cio, caminho de santifica\u00e7\u00e3o para a comunh\u00e3o plena com Deus Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o como dimens\u00e3o prov\u00e9m da Trindade para a Igreja. De fato, o grande iniciador da miss\u00e3o \u00e9 o Pai. Ele toma a iniciativa de &#8220;enviar&#8221; o Filho ao mundo. Essa realidade, expressa por S\u00e3o Paulo na carta aos g\u00e1latas (cf. Gl 4,4), j\u00e1 indica que a miss\u00e3o \u00e9 precedida pela rela\u00e7\u00e3o: o Pai envia seu Filho, o Filho amado. O que isso significa para n\u00f3s? O que diz sobre n\u00f3s? Em primeiro lugar, a viv\u00eancia da miss\u00e3o \u00e9 precedida por uma rela\u00e7\u00e3o. Isso fica claro no ensinamento do Documento de Aparecida: somos &#8220;disc\u00edpulos&#8221;, ou seja, pertencemos ao Mestre que, n\u00e3o somente nos ensina, mas se aproxima docemente de nosso cora\u00e7\u00e3o, que nos coloca numa rela\u00e7\u00e3o cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o, que nos possibilita entrar na mesma rela\u00e7\u00e3o filial com o Pai. Tal rela\u00e7\u00e3o de Deus conosco, rela\u00e7\u00e3o mediada por Jesus, o Cristo e Filho de Deus, na presen\u00e7a do Esp\u00edrito, \u00e9 a que molda nosso cora\u00e7\u00e3o, de tal modo que o que anunciamos aos outros leva-nos a pregar o projeto de Deus que \u00e9 o de revelar que todos os homens e mulheres s\u00e3o chamados a viver essa rela\u00e7\u00e3o com Ele. Somos mission\u00e1rios porque fomos assumidos como filhos. Somos mission\u00e1rios porque somos todos irm\u00e3os. E isso deve trazer para n\u00f3s grande e infind\u00e1vel alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o como dimens\u00e3o leva a Igreja a ser luz para o mundo. Isso significa que a miss\u00e3o s\u00f3 pode ser entendida como servi\u00e7o aos homens e mulheres. N\u00e3o se trata de uma empreitada de organiza\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica ou de manuten\u00e7\u00e3o de estruturas que buscam poder, mas a realidade de trazer \u00e0 humanidade a promo\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de todos com Deus, atrav\u00e9s de Jesus Cristo e na for\u00e7a do seu Espirito. N\u00e3o \u00e9 isso mesmo o que a Igreja vive tanto em sua liturgia, diaconia e no testemunho (&#8220;martyria&#8221;)? N\u00e3o \u00e9 isso mesmo o conte\u00fado do tr\u00edplice minist\u00e9rio de ensinar, santificar e reger? N\u00e3o \u00e9 esse o resultado dos pilares da evangeliza\u00e7\u00e3o: Palavra, P\u00e3o e Caridade? De fato, todas as nossas estruturas alcan\u00e7ar\u00e3o sempre sentido e raz\u00e3o de ser se se colocarem como animadas e significadas a partir da miss\u00e3o evangelizadora advinda do mandato de Jesus ressuscitado (cf. Mc 16,15).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jaime Vieira Rocha Arcebispo de Natal (RN) &nbsp; Prezados leitores\/as, Iniciamos o m\u00eas de outubro, m\u00eas mission\u00e1rio, m\u00eas importante para refletirmos sobre a dimens\u00e3o mission\u00e1ria da Igreja, dimens\u00e3o que \u00e9 a base para o entendimento da sua natureza. 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