{"id":857533,"date":"2021-10-05T11:11:53","date_gmt":"2021-10-05T14:11:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=857533"},"modified":"2021-10-05T11:12:56","modified_gmt":"2021-10-05T14:12:56","slug":"a-sinodalidade-eclesial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-sinodalidade-eclesial\/","title":{"rendered":"A Sinodalidade Eclesial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estimados diocesanos. Desde os seus prim\u00f3rdios, os seguidores de Jesus Cristo se identificam como crist\u00e3os que se re\u00fanem em Assembleia ou Igreja (em grego:<em> Ekklesia<\/em>), como conjunto de fi\u00e9is, ligados pela mesma f\u00e9. A vida em comunidade \u00e9 parte essencial do ser crist\u00e3o. Por isso, nos lembra o Documento de Aparecida que a Igreja \u00e9 um povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo. A comunh\u00e3o trinit\u00e1ria \u00e9 a fonte, o modelo e a meta do mist\u00e9rio da Igreja, a qual se torna casa e escola de comunh\u00e3o (cf. DAp 155e 158). O mesmo documento conclui: \u201c<em>N\u00e3o pode existir vida crist\u00e3 fora da comunidade&#8230; Como os primeiros crist\u00e3os, que se reuniam em comunidade, o disc\u00edpulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irm\u00e3os, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solid\u00e1ria<\/em>\u201d (DAp 278 e cf. tb. n. 156).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, seguidamente encontramos a palavra <em>colegialidade<\/em>, como forma de comunh\u00e3o exercida pelos bispos, unidos ao Papa. Ela tem, portanto, um car\u00e1ter episcopal, pois se refere ao \u201c<em>col\u00e9gio episcopal<\/em>\u201d. S\u00e3o valiosos instrumentos do exerc\u00edcio da colegialidade na Igreja os Conc\u00edlios Ecum\u00eanicos, como sua m\u00e1xima express\u00e3o, o S\u00ednodo dos Bispos e as Confer\u00eancias Episcopais (cf. Cardeal Dom S\u00e9rgio da Rocha). O Papa n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pela Igreja, mas todos os bispos com ele. E cada bispo, al\u00e9m da miss\u00e3o que lhe \u00e9 confiada em sua diocese, tamb\u00e9m participa, de modo correspons\u00e1vel, da miss\u00e3o da Igreja inteira. Esse esp\u00edrito de colegialidade foi perpassando tamb\u00e9m outras inst\u00e2ncias eclesiais pela <em>comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o<\/em> de todos os fi\u00e9is na vida e miss\u00e3o da Igreja (cf. Puebla &#8211; 1979).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja p\u00f3s-conciliar, pela institui\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo dos Bispos, passou a adotar sempre mais um estilo sinodal, que n\u00e3o se reduz somente aos bispos. Em tempos mais recentes, sobretudo a partir do Papa Francisco, surge com toda for\u00e7a a palavra <em>sinodalidade<\/em>: \u201c<em>O caminho da sinodalidade \u00e9 precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro mil\u00eanio<\/em>\u201d (17\/10\/2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A etimologia ajuda-nos na compreens\u00e3o do termo <em>sinodalidade<\/em>: \u201c<em>Synodos<\/em>\u201d, em grego, significa, \u201c<em>caminhar juntos<\/em>\u201d ou \u201c<em>fazer o caminho juntos<\/em>\u201d. O car\u00e1ter sinodal pertence \u00e0 pr\u00f3pria natureza da Igreja; como seu modo de ser e de viver. Para uma justa compreens\u00e3o da <em>sinodalidade<\/em>, \u00e9 importante retomar a eclesiologia do Conc\u00edlio Vaticano II que apresenta a Igreja como sinal e instrumento de comunh\u00e3o. Uma Igreja &#8211; \u201c<em>Povo de Deus<\/em>\u201d, no qual h\u00e1 diversidade de voca\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios, mas igualdade quanto \u00e0 dignidade e a\u00e7\u00e3o comum a todos os fi\u00e9is na edifica\u00e7\u00e3o do Corpo de Cristo <em>(cf. LG 32<\/em><em>). <\/em>A <em>sinodalidade<\/em> \u00e9 inerente \u00e0 gra\u00e7a do Batismo, mediante o qual todos os fi\u00e9is foram introduzidos na comunh\u00e3o da Trindade. Isso \u00e9 poss\u00edvel pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo que anima a Igreja, a partir de dentro, e distribui dons e carismas a todos para a realiza\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o e a edifica\u00e7\u00e3o do Corpo de Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinodalidade significa, pois, \u201c<em>fazer o caminho juntos<\/em>\u201d, como leigos, pastores, consagrados, todos e todas. \u00c9 a forma espec\u00edfica de viver e de trabalhar da Igreja Povo de Deus e a metodologia de discernimento da nossa Igreja, baseada no di\u00e1logo e na reflex\u00e3o, \u00e0 luz do Esp\u00edrito Santo. Uma Igreja sinodal \u00e9 dial\u00f3gica; ela valoriza a escuta e o di\u00e1logo entre todos os seus membros, porque considera que todo o povo de Deus \u00e9 protagonista da miss\u00e3o evangelizadora. Portanto, o termo sinodalidade recebe especial sentido ao falarmos em Assembleia Diocesana ou Assembleia Eclesial da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, em S\u00ednodo dos Bispos, em Igreja de esp\u00edrito sinodal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 \u00a0 Estimados diocesanos. Desde os seus prim\u00f3rdios, os seguidores de Jesus Cristo se identificam como crist\u00e3os que se re\u00fanem em Assembleia ou Igreja (em grego: Ekklesia), como conjunto de fi\u00e9is, ligados pela mesma f\u00e9. 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