{"id":8584,"date":"2018-01-04T00:00:00","date_gmt":"2018-01-04T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festa-dos-reis-tradicao-cultura-e-fe\/"},"modified":"2018-01-04T00:00:00","modified_gmt":"2018-01-04T02:00:00","slug":"festa-dos-reis-tradicao-cultura-e-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festa-dos-reis-tradicao-cultura-e-fe\/","title":{"rendered":"Festa dos Reis: tradi\u00e7\u00e3o, cultura e f\u00e9\u00a0"},"content":{"rendered":"<div dir=\"auto\" style=\"text-align: right\"><strong>Dom Leomar Ant\u00f4nio Brustolin<\/strong><\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: right\"><strong>Bispo Auxiliar de Porto Alegre<\/strong><\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Nas festas dos Santos Reis, em 6 de janeiro, homens e mulheres, jovens e crian\u00e7as saem pelas ruas cantando e visitando as casas, procurando romper com a rotina e opacidade dos dias, marcando o tempo e o lugar com a cultura do encontro, da amizade e da f\u00e9. Cantam, rezam, dan\u00e7am e comemoram. O Terno de Reis \u00e9 um patrim\u00f4nio imaterial da cultura brasileira, resultado da influ\u00eancia portuguesa e crist\u00e3, e traduz importantes dimens\u00f5es que est\u00e3o no imagin\u00e1rio da f\u00e9 e da cultura das pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Talvez nem todos aprofundem muito o significado do que celebram, apenas sabem que receberam uma heran\u00e7a que n\u00e3o pode se perder. Essa manifesta\u00e7\u00e3o cultural \u00e9 tamb\u00e9m express\u00e3o de um fato hist\u00f3rico que precisa ser recordado, atualizado e anunciado \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es. Em tempos de desorganiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, quando a mem\u00f3ria se perde e o futuro n\u00e3o interessa, cabe ao presente resgatar as origens para garantir novas perspectivas. \u00c9 fundamental recuperar o dado fundante de nossa cultura para entendermos quem somos e o sentido de nosso viver.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s a festa do\u00a0 Natal, o Oriente e\u00a0 o Ocidente crist\u00e3os celebram, desde a antiguidade, a Epifania de Cristo. A palavra epifania tem origem no termo grego \u201cepiphaneia\u201d, que significa manifesta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a festa de\u00a0 Cristo, luz do mundo, que manifesta-se n\u00e3o apenas aos pastores de Bel\u00e9m, mas a toda humanidade, representada pelos magos.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">O Evangelho de Mateus relata que magos vindos do Oriente procuravam o rei dos judeus, cujo nascimento fora anunciado a eles por uma estrela. Eles v\u00eam de diferentes caminhos e anseiam pela crian\u00e7a divina. Representam o ser humano de diferentes ra\u00e7as e culturas, de diversas religi\u00f5es e costumes e pretendem descobrir o mist\u00e9rio da vida. Eles n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1gicos, mas s\u00e1bios que seguem as indica\u00e7\u00f5es das estrelas.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Admirar as estrelas diante da imensid\u00e3o do c\u00e9u e examinar com aten\u00e7\u00e3o o ritmo e a harmonia \u00e9 o in\u00edcio do saber humano. O c\u00e9u regula a terra: esta\u00e7\u00f5es, meses, dias, horas; determina o trabalho e o descanso, o semear e o colher. N\u00e3o se trata de fazer adivinha\u00e7\u00f5es ou previs\u00f5es futur\u00edsticas, mas de ler os sinais dos tempos, que indicam novidades na vida, na hist\u00f3ria e nos cosmos. Os magos s\u00e3o s\u00e1bios que enxergam mais longe. Eles n\u00e3o detiveram seu olhar na opacidade da realidade, pois foram capazes de transcender.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Conforme conta a tradi\u00e7\u00e3o, os magos foram a Bel\u00e9m levando seus presentes. O relato da visita n\u00e3o traz muitos detalhes. Com o tempo, foram acrescidos dados sobre essas tr\u00eas figuras. Primeiro se acreditou que eram s\u00e1bios astr\u00f4nomos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como caldeus, persas e medos. A partir do s\u00e9culo sexto, por\u00e9m, a tradi\u00e7\u00e3o passou a consider\u00e1-los reis e lhes deu nomes, atribuindo a cada um algumas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Assim, Melquior seria o representante da ra\u00e7a branca, europeia; Baltasar representaria a ra\u00e7a amarela, habitante da \u00c1sia; enquanto Gaspar pertenceria \u00e0 ra\u00e7a negra, proveniente da \u00c1frica.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Quando os magos chegam diante de Jesus ajoelham-se, em sinal de adora\u00e7\u00e3o \u00e0 divindade e oferecem-lhe ouro, presente digno de reis; incenso, recordando que o menino \u00e9 sacerdote; e mirra, perfume usado na prepara\u00e7\u00e3o dos defuntos no Oriente. Esse curioso presente recorda que a crian\u00e7a, apesar de tudo, deveria sofrer e morrer, e pela sua morte a humanidade encontraria nova vida, nova luz.<\/p>\n<\/div>\n<div dir=\"auto\" style=\"text-align: justify\">Com os magos de outrora, \u00e9 preciso aprender a ler os sinais de nosso tempo, perceber as luzes no caminho, reconhecer a Verdade que se manifesta humilde e generosa e, enfim, oferecer nossos presentes de vida, amor e doa\u00e7\u00e3o. Afinal, a luz de Cristo continua iluminando os caminhos da humanidade, mas \u00e9 preciso sair pelas estradas guiados pela estrela da f\u00e9.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Leomar Ant\u00f4nio Brustolin Bispo Auxiliar de Porto Alegre Nas festas dos Santos Reis, em 6 de janeiro, homens e mulheres, jovens e crian\u00e7as saem pelas ruas cantando e visitando as casas, procurando romper com a rotina e opacidade dos dias, marcando o tempo e o lugar com a cultura do encontro, da amizade e &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/festa-dos-reis-tradicao-cultura-e-fe\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Festa dos Reis: tradi\u00e7\u00e3o, cultura e f\u00e9\u00a0<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8584\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}