{"id":858921,"date":"2021-11-02T11:21:41","date_gmt":"2021-11-02T14:21:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=858921"},"modified":"2021-11-04T11:22:26","modified_gmt":"2021-11-04T14:22:26","slug":"a-esperanca-na-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-esperanca-na-vida-eterna\/","title":{"rendered":"A esperan\u00e7a na vida eterna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan<br \/>\nBispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembrando-nos dos nossos falecidos, finados, animamo-nos com a virtude da esperan\u00e7a. \u201cEsta \u00e9, de fato, uma palavra central da f\u00e9 b\u00edblica, a ponto de, em v\u00e1rias passagens, ser poss\u00edvel intercambiar os termos \u2018f\u00e9\u2019 e \u2018esperan\u00e7a\u2019. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a \u2018plenitude da f\u00e9\u2019 (10,22) com a \u2018imut\u00e1vel profiss\u00e3o da esperan\u00e7a\u2019 (10,23). O Evangelho n\u00e3o \u00e9 apenas uma comunica\u00e7\u00e3o de realidades que se podem saber, mas uma comunica\u00e7\u00e3o que gera fatos e muda a vida. A porta tenebrosa do tempo, do futuro, foi aberta de par em par. Quem tem esperan\u00e7a, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova\u201d (Bento XVI, enc. Spe Salvi, 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO cristianismo n\u00e3o tinha trazido uma mensagem s\u00f3cio revolucion\u00e1ria semelhante \u00e0 de Esp\u00e1rtaco, que tinha fracassado ap\u00f3s lutas cruentas. Jesus n\u00e3o era Esp\u00e1rtaco, n\u00e3o era um guerreiro em luta por uma liberta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como Barrab\u00e1s ou Bar-Kochba. Aquilo que Jesus \u2013 Ele mesmo morto na cruz \u2013 tinha trazido era algo de totalmente distinto: o encontro com o Senhor de todos os senhores, o encontro com o Deus vivo e, deste modo, o encontro com uma esperan\u00e7a que era mais forte do que os sofrimentos da escravatura e, por isso mesmo, transformava a partir de dentro a vida e o mundo\u201d (idem ib. 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo d\u00e9cimo primeiro cap\u00edtulo da Carta aos Hebreus (v. 1), encontra-se, por assim dizer, uma certa defini\u00e7\u00e3o da f\u00e9 que entrela\u00e7a estreitamente esta virtude com a esperan\u00e7a&#8230; A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma inclina\u00e7\u00e3o da pessoa para realidades que h\u00e3o de vir, mas est\u00e3o ainda totalmente ausentes; ela d\u00e1-nos algo. D\u00e1-nos j\u00e1 agora algo da realidade esperada, e esta realidade presente constitui para n\u00f3s uma \u2018prova\u2019 das coisas que ainda n\u00e3o se veem. Ela atrai o futuro para dentro do presente, de modo que aquele j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o puro \u2018ainda-n\u00e3o\u2019. O fato de este futuro existir, muda o presente; o presente \u00e9 tocado pela realidade futura, e assim as coisas futuras derramam-se nas presentes e as presentes nas futuras\u201d (Idem ib. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No rito do Batismo na forma tradicional, o sacerdote pergunta aos padrinhos, que respondem pelo afilhado: \u201cQue pedes \u00e0 Igreja?\u201d A resposta: \u201cA f\u00e9\u201d. \u201cE que te alcan\u00e7a a f\u00e9?\u201d \u201cA vida eterna\u201d. A f\u00e9 \u00e9 a chave para a vida eterna. F\u00e9 \u00e9 subst\u00e2ncia da Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAqui, por\u00e9m, surge a pergunta: Queremos n\u00f3s realmente isto: viver eternamente? Hoje, muitas pessoas rejeitam a f\u00e9, talvez simplesmente porque a vida eterna n\u00e3o lhes parece uma coisa desej\u00e1vel. N\u00e3o querem de modo algum a vida eterna, mas a presente&#8230; Certamente a morte queria-se adi\u00e1-la o mais poss\u00edvel&#8230; \u2018Sem d\u00favida, a morte n\u00e3o fazia parte da natureza, mas tornou-se natural; porque Deus n\u00e3o instituiu a morte ao princ\u00edpio, mas deu-a como rem\u00e9dio. Condenada pelo pecado a um trabalho cont\u00ednuo e a lamenta\u00e7\u00f5es insuport\u00e1veis, a vida dos homens come\u00e7ou a ser miser\u00e1vel. Deus teve de p\u00f4r fim a estes males, para que a morte restitu\u00edsse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que ben\u00e9fica, se n\u00e3o fosse promovida pela gra\u00e7a\u2019 (S. Ambr\u00f3sio). Antes, ele tinha dito: \u2018N\u00e3o devemos chorar a morte, que \u00e9 a causa de salva\u00e7\u00e3o universal\u2019\u201d (Idem ib 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Fernando Ar\u00eaas Rifan Bispo da Administra\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Pessoal S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney &nbsp; Lembrando-nos dos nossos falecidos, finados, animamo-nos com a virtude da esperan\u00e7a. \u201cEsta \u00e9, de fato, uma palavra central da f\u00e9 b\u00edblica, a ponto de, em v\u00e1rias passagens, ser poss\u00edvel intercambiar os termos \u2018f\u00e9\u2019 e \u2018esperan\u00e7a\u2019. 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