{"id":859147,"date":"2021-11-09T11:02:27","date_gmt":"2021-11-09T14:02:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=859147"},"modified":"2021-11-09T11:03:10","modified_gmt":"2021-11-09T14:03:10","slug":"dia-mundial-dos-pobres-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/dia-mundial-dos-pobres-6\/","title":{"rendered":"Dia Mundial dos Pobres"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli <\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Certamente j\u00e1 \u00e9 do nosso conhecimento que o pen\u00faltimo domingo do Tempo Comum foi institu\u00eddo, h\u00e1 cinco anos, como Dia Mundial dos Pobres. Na mensagem de 2021, o Papa Francisco faz uma veemente exorta\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, com o objetivo de evitar toda indiferen\u00e7a ou desprezo em rela\u00e7\u00e3o aos mais abandonados da sociedade, especialmente neste tempo da pandemia, quando seu n\u00famero cresce assustadoramente. O Pont\u00edfice chega a advertir: \u201c<em>Os que n\u00e3o reconhecem os pobres, atrai\u00e7oam o ensinamento de Jesus e n\u00e3o podem ser seus disc\u00edpulos<\/em>\u201d (Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres \u2013 2021, n. 1). No Evangelho, o pr\u00f3prio Jesus se identifica com os pobres. Por isso a mensagem acentua: \u201c<em>Toda a obra de Jesus afirma que a pobreza n\u00e3o \u00e9 fruto duma fatalidade, mas sinal concreto da sua presen\u00e7a no nosso meio. N\u00e3o O encontramos quando e onde queremos, mas reconhecemo-Lo na vida dos pobres, na sua tribula\u00e7\u00e3o e indig\u00eancia, nas condi\u00e7\u00f5es por vezes desumanas em que s\u00e3o obrigados a viver<\/em>\u201d (Idem, n. 2). O texto papal nos desafia a descobrir Cristo nos pobres e n\u00e3o s\u00f3 emprestar-lhes a voz nas suas causas, mas tamb\u00e9m ser seus amigos, escut\u00e1-los, compreend\u00ea-los e acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar atrav\u00e9s deles. Por isso n\u00e3o bastam a\u00e7\u00f5es ou programas de promo\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia, mas uma aten\u00e7\u00e3o prestada ao outro, considerando-o como \u2018<em>um conosco\u2019<\/em>. Esta aten\u00e7\u00e3o amiga \u00e9 o in\u00edcio duma verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o pela sua pessoa e o desejo de procurar o seu bem. Por isso o Papa continua: \u201c<em>Os pobres n\u00e3o s\u00e3o pessoas \u2018externas\u2019 \u00e0 comunidade, mas irm\u00e3os e irm\u00e3s cujo sofrimento se partilha, para abrandar o seu mal e a marginaliza\u00e7\u00e3o, a fim de lhes ser devolvida a dignidade perdida e garantida a necess\u00e1ria inclus\u00e3o social<\/em>\u201d (Idem, n. 3). Esta partilha \u00e9 mais que a esmola ocasional, pois leva \u00e0 fraternidade duradoura. Em nosso tempo de pandemia, com certeza, a gra\u00e7a de Deus est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas que, com ou sem visibilidade, se gastam concretamente partilhando a sorte dos mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltar-se para os pobres, exige de n\u00f3s uma verdadeira convers\u00e3o de vida para abrir o cora\u00e7\u00e3o e reconhecer as m\u00faltiplas express\u00f5es de pobreza e abra\u00e7ar um estilo de vida, coerente com a f\u00e9 que professamos. Seguir Jesus implica em acolher o desafio da partilha e a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o acumular tesouros, poder mundano e vangl\u00f3ria na terra. Neste sentido, o Papa Francisco coloca o dedo numa ferida dolorosa: \u201c<em>Parece ganhar terreno a concep\u00e7\u00e3o segundo a qual os pobres n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o respons\u00e1veis pela sua condi\u00e7\u00e3o, mas constituem tamb\u00e9m um peso intoler\u00e1vel para um sistema econ\u00f4mico que coloca no centro o interesse dalgumas categorias privilegiadas. Um mercado que ignora ou discrimina os princ\u00edpios \u00e9ticos cria condi\u00e7\u00f5es desumanas que se abatem sobre pessoas que j\u00e1 vivem em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias<\/em>\u201d (Idem, n. 5). O Pont\u00edfice volta a firmar que a pobreza n\u00e3o \u00e9 fruto do destino, mas consequ\u00eancia do ego\u00edsmo. Por isso convida a todos para dar vida a processos de desenvolvimento onde se valorizem a capacidade de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco, no final de sua mensagem, conclama a todos: \u201c<em>Fa\u00e7o votos de que o Dia Mundial dos Pobres, chegado j\u00e1 \u00e0 sua quinta celebra\u00e7\u00e3o, possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangeliza\u00e7\u00e3o que, em primeira inst\u00e2ncia, encontre os pobres l\u00e1 onde est\u00e3o<\/em>\u201d. E termina dizendo: \u201c<em>Os pobres est\u00e3o no meio de n\u00f3s. Como seria evang\u00e9lico, se pud\u00e9ssemos dizer com toda a verdade: tamb\u00e9m n\u00f3s somos pobres, porque s\u00f3 assim conseguir\u00edamos realmente reconhec\u00ea-los e faz\u00ea-los tornar-se parte da nossa vida e instrumento de salva\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (Idem, n. 9).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) &nbsp; Caros diocesanos. Certamente j\u00e1 \u00e9 do nosso conhecimento que o pen\u00faltimo domingo do Tempo Comum foi institu\u00eddo, h\u00e1 cinco anos, como Dia Mundial dos Pobres. 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