{"id":859453,"date":"2021-11-16T11:31:45","date_gmt":"2021-11-16T14:31:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=859453"},"modified":"2021-11-16T11:32:01","modified_gmt":"2021-11-16T14:32:01","slug":"as-parabolas-do-sinodo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-parabolas-do-sinodo\/","title":{"rendered":"As par\u00e1bolas do S\u00ednodo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es<br \/>\n<\/strong><strong>Arcebispo de Palmas (TO)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cCom que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? <\/em>(Mc 4,30).\u00a0A par\u00e1bola \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio preferido por Jesus, comprovadamente como um instrumento pedag\u00f3gico funcional, pr\u00e1tica, \u00fatil e eficaz. Muito utilizada pelos profetas, mestres e s\u00e1bios, anteriores a Jesus, e pouco pelos s\u00e1bios e entendidos de sua \u00e9poca. Este tipo de recurso pedag\u00f3gico, aos poucos, cedeu espa\u00e7o a ensinamentos mais voltados \u00e0 doutrina, \u00e0 norma, \u00e0 regra, \u00e0 lei, \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o. Tanto assim, que o povo percebia que Jesus ensinava com autoridade, diferente dos mestres da lei (Mc1,22; Mt 7,29) e ficava admirado e maravilhado como este seu magist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma par\u00e1bola n\u00e3o se l\u00ea com o olhar ao passado. L\u00ea-se como se olha em um espelho. V\u00ea-se mais o presente, o atual momento, a atualidade, o como estamos no momento. N\u00e3o \u00e9 contada em fun\u00e7\u00e3o do passado, mas do presente e do futuro. Assim como a B\u00edblia e Jesus t\u00eam as suas par\u00e1bolas, a Igreja e o S\u00ednodo tamb\u00e9m t\u00eam as suas. N\u00f3s tamb\u00e9m temos as nossas par\u00e1bolas existenciais. Temos os nossos terrenos, nossas sementes, nossos semeadores, nossos gr\u00e3os de mostardas, nossos fermentos, nossos joios, nossos trigos, nossos tesouros escondidos, nossas p\u00e9rolas preciosas, nossas redes e nossas pescarias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00ednodo e Igreja s\u00e3o sin\u00f4nimos: ambos significam dar um passo avante, um caminhar para adiante, um processo, um m\u00e9todo, um avan\u00e7ar. Este S\u00ednodo \u00e9 um sinal da provid\u00eancia de Deus, neste tempo de pandemia. Quando tudo parecia acabado, perdido, escuro e degenerado, o Papa Francisco teve a inspira\u00e7\u00e3o de convocar um S\u00ednodo para abrirmos as portas e janelas: sair de casa, ir ao encontro dos irm\u00e3os, sentar-se ao seu lado, conversar, escutar, discernir, em esp\u00edrito de comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o. Este S\u00ednodo \u00e9 um sinal de Deus para a Igreja neste p\u00f3s-pandemia. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito Santo quer dizer \u00e0 nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o queremos apenas fazer S\u00ednodo. Queremos ser S\u00ednodo. Queremos ser uma Igreja em sa\u00edda, que marche juntos, sempre para a frente. O S\u00ednodo \u00e9 uma par\u00e1bola para olharmos no espelho da atualidade, como estamos caminhando, com quem estamos caminhando, a quem deixamos de lado e para tr\u00e1s. O S\u00ednodo tem as suas par\u00e1bolas. Quais? Quantas? Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parafraseando a Jesus, eu me pergunto: com que haveremos de comparar o S\u00ednodo? S\u00e3o Marcos (4,1-34) e, sobretudo, S\u00e3o Mateus (13,1-52), condensou, no seu evangelho, o Serm\u00e3o das par\u00e1bolas do Reino. Eu comparo estas suas par\u00e1bolas com as par\u00e1bolas do S\u00ednodo. Ali\u00e1s, a come\u00e7ar pela introdu\u00e7\u00e3o dessas par\u00e1bolas, Jesus j\u00e1 imprimiu o seu estilo sinodal: saiu de casa e sentou-se junto ao mar, e uma grande multid\u00e3o juntou-se ao seu redor (Mt 13,1-2; Mc 4,1-2). Em casa, explicava o sentido de suas par\u00e1bolas aos seus disc\u00edpulos (Mt 13,4; Mc 4,10). E ainda perguntava se compreenderam. E eles disseram que sim (Mt 13,36.51). Esta \u00e9 a estrutura fundamental do estilo sinodal de Jesus. Os atores em jogo s\u00e3o sempre tr\u00eas: Jesus, a multid\u00e3o e os ap\u00f3stolos (Documento Preparat\u00f3rio, 17-20). E n\u00e3o o contr\u00e1rio, como costumamos pensar. \u00c9 isto o que o Esp\u00edrito Santo est\u00e1 dizendo \u00e0 nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cpor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 comparado ao semeador que saiu, pelo campo, a semear suas sementes (Mt 13,3.8; Mc 4,3-8). No caminho sinodal do semeador das sementes do S\u00ednodo tamb\u00e9m haver\u00e1 v\u00e1rios tipos de terrenos. At\u00e9 porque fomos n\u00f3s que produzimos estes tipos de terrenos inf\u00e9rteis, secos e pedregosos. Muitas sementes do S\u00ednodo possivelmente cair\u00e3o em terra boa e produzir\u00e3o cem, sessenta e trinta frutos por um. Se as sementes do S\u00ednodo forem lan\u00e7adas em terra boa, mesmo n\u00e3o sendo o ideal, podemos at\u00e9 colher trinta por cento que estaremos satisfeitos com os bons resultados das escutas, neste S\u00ednodo. Ou at\u00e9 mesmo sessenta. As sementes lan\u00e7adas na terra s\u00f3 conseguiram produzir estas quantias. Os frutos das acolhidas, das escutas e dos discernimentos n\u00e3o poder\u00e3o deixar de ser colhidos. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito quer suscitar em nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cpor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 comparado ao joio e ao trigo, convivendo conjuntamente. Joio e trigo s\u00e3o parentes pr\u00f3ximos e parecidos, mas tamb\u00e9m s\u00e3o advers\u00e1rios e produzem frutos adversos. O bem e o mal coabitam no mundo e nos cora\u00e7\u00f5es humanos. Ambos est\u00e3o por toda a parte, juntos e misturados. E crescem juntos, no mesmo espa\u00e7o e no mesmo campo. Esta par\u00e1bola \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o deste Serm\u00e3o das par\u00e1bolas de Jesus. A separa\u00e7\u00e3o entre a Igreja e a sociedade, e seus ambientes, poder\u00e1 ter criado este tipo de par\u00e1bola para o nosso tempo. No nosso caminho sinodal precisamos saber conviver com os trigos e com os joios, e aprender a n\u00e3o excluir ningu\u00e9m que \u00e9 e que pensa diferente. No campo do S\u00ednodo nascer\u00e3o joios e trigos. O S\u00ednodo ser\u00e1 uma oportunidade para a Igreja ouvir o que n\u00e3o quer, o que n\u00e3o sabe e o que n\u00e3o aceita. Quem d\u00e1 a palavra ao povo deve estar preparado para ouvir o que quer e o que n\u00e3o quer ouvir. O que fazer? O \u00fanico caminho \u00e9 a convers\u00e3o. Haver\u00e1 tamb\u00e9m a necessidade de se fazer o discernimento final para distinguir um do outro. O trigo ir\u00e1 para moinho e o joio para a reciclagem e a ressignifica\u00e7\u00e3o. O Documento Preparat\u00f3rio do S\u00ednodo fala de um quarto dialogante, denominado de <em>\u201cquarto ator\u201d<\/em>, de <em>\u201cator extra\u201d<\/em> e de <em>\u201cantagonista\u201d<\/em>, al\u00e9m de Jesus, da multid\u00e3o e dos ap\u00f3stolos: o inimigo (DP 21). Quem s\u00e3o os nossos inimigos? E o que fazer com eles? \u00c9 isto que o Esp\u00edrito Santo est\u00e1 suscitando em nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cpor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 comparado \u00e0 semente de mostarda e ao fermento na massa (Mt 13,31-32; Mc 4,30-32).\u00a0 Estas duas par\u00e1bolas funcionam como um par. S\u00e3o par\u00e1bolas g\u00eameas. S\u00e3o duas pequenas par\u00e1bolas, como deve ser as reuni\u00f5es das escutas do S\u00ednodo. Mas com um poder interior transformador. A par\u00e1bola do gr\u00e3o de mostarda fala do crescimento externo e a par\u00e1bola do fermento fala do crescimento interno.\u00a0\u00a0E preciso ficar atentos aos pequenos, aos menores gestos, \u00e0s menores a\u00e7\u00f5es. A comiss\u00e3o de frente da Logomarca do S\u00ednodo \u00e9 formada por crian\u00e7as e adolescentes. Temos que prestar aten\u00e7\u00e3o a estes pequenos. Se a Igreja, neste S\u00ednodo, agir assim, ser\u00e1 abrigo para os p\u00e1ssaros do c\u00e9u. Estas duas pequenas par\u00e1bolas s\u00e3o a grande profecia (Dn 4,12; Ez 17,23; Sl 1,3) do S\u00ednodo, a qual tanto sonhamos. Pequenas iniciativas podem gerar grandes resultados. As grandes \u00e1rvores nascem de pequenas sementes. Plante, que a semente nasce e cresce. \u00c9 o que diz o Prov\u00e9rbio: <em>\u201cMuita gente pequena, em lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, est\u00e3o mudando a face do mundo\u201d. <\/em>Em outras palavras: um pequeno grupo, em lugares simples e pequenos, pensando e sonhando com coisas grandes. Jesus, o filho do carpinteiro, da pequena Nazar\u00e9, morto pelo grande e potente Imp\u00e9rio Romano, ao terceiro dia, ressuscitou. Tudo indicava que a planta iria morrer. Mas ressurgiu. A par\u00e1bola do fermento \u00e9 a par\u00e1bola mais feminina desta s\u00e9rie de par\u00e1bolas. Uma das insist\u00eancias do S\u00ednodo \u00e9 a mulher. Que lugar a mulher ocupa na Igreja? \u00c9 esta uma das perguntas a ser respondida. \u00c9 neste S\u00ednodo que estas profecias ir\u00e3o se realizar? S\u00edmbolo de todos os bolos, p\u00e3es e tortas, esta par\u00e1bola \u00e9 para levedar, dar volume e qualidade ao S\u00ednodo. Da mesma forma que o fermento penetra na massa, o S\u00ednodo deve penetrar nos cora\u00e7\u00f5es de todos na Igreja. Este S\u00ednodo possui estas duas met\u00e1foras. A mostarda e o fermento s\u00e3o os rem\u00e9dios para as curas das feridas dos corpos, das almas e das mentes de todos n\u00f3s. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito Santo est\u00e1 oferecendo \u00e0 sua Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cPor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 comparado \u00e0 descoberta de um tesouro escondido no campo e a compra de uma p\u00e9rola preciosa (Mt 13,44-46). Jesus, seu Reino e a sua Igreja, s\u00e3o estes tesouros escondidos e esta p\u00e9rola preciosa (Fl 3,8-9). \u00c9 bem verdade que nem Jesus, nem o seu Reino e nem a sua Igreja est\u00e3o \u00e0 venda. Mas quem se encontra com Jesus encontrou um tesouro, uma p\u00e9rola e um terreno incalcul\u00e1vel. \u00c9 preciso tempo para descobrir que na terra h\u00e1 um tesouro escondido. A par\u00e1bola da p\u00e9rola \u00e9 mais f\u00e1cil de ser descoberta. Nas plataformas do <em>5G <\/em>e das\u00a0<em>fake news,<\/em>\u00a0o perigo \u00e9 se acreditar em tudo o que se diz por a\u00ed. \u00c0s vezes, a verdade \u00e9 a que menos importa. A descoberta de um tesouro faz mudar tudo na nossa vida. Quantos tesouros escondidos est\u00e3o por a\u00ed, sem que se perceba e sem que se valorize. O S\u00ednodo nos pede coragem para abandonar uma s\u00e9rie de coisas e de estilo de vida eclesial e arriscar tudo porque se vislumbra e se encontra algo novo e melhor.\u00a0Com outro olhar, o que parecia n\u00e3o ter mais valor, passa a ter um novo valor, melhor do que o anterior. Para isto precisamos de <em>parresia<\/em>, de encorajamento, de encantamento e de paix\u00e3o. Tudo o que \u00e9 valioso tem um pre\u00e7o\u00a0embutido. Toda op\u00e7\u00e3o tem um pre\u00e7o a ser pago. O S\u00ednodo possui este tipo de pre\u00e7o. Ele \u00e9 um tesouro escondido e uma p\u00e9rola de grande valor. Vamos descobri-lo e adquiri-la? A Igreja ter\u00e1 que vender muito do que possui para ganhar o que ainda n\u00e3o tem.\u00a0\u00a0O que significa neste S\u00ednodo vender tudo? Neste S\u00ednodo iremos descobrir muitos tesouros escondidos e muitas p\u00e9rolas preciosas, sa\u00eddas das bocas dos que talvez n\u00e3o esper\u00e1vamos. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito pede \u00e0 nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cPor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 comparado a um pescador que lan\u00e7a a sua rede ao mar, e recolhe peixes de todo tipo (Mt 13,47-50). \u00c9 preciso puxar a rede para a praia e separar os peixes bons, nos cestos, e devolver os peixes que ainda n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de consumo para que voltem ao seu <em>habitat<\/em> natural. Eles precisar\u00e3o de cuidados para que possam se desenvolver. Nas escutas, pesca-se tudo e de tudo. No entanto, um passo seguinte, \u00e9 preciso selecionar, discernir. Tudo pode ser aproveitado. A rede, com seus emaranhados de fios simboliza as redes de comunidades, as reuni\u00f5es sinodais, os louvores, as ora\u00e7\u00f5es, os dons, os carismas, os testemunhos e os minist\u00e9rios. J\u00e1 afirmei, anteriormente, que muitas de nossas redes se romperam, e que \u00e9 preciso lev\u00e1-las ao conserto. O mar \u00e9 o mundo em que viemos. O peixe \u00e9 o homem ou a mulher que precisa ser pescado. O cesto s\u00e3o os nossos espa\u00e7os eclesiais de acolhida, de escuta e de inclus\u00e3o. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito est\u00e1 mostrando \u00e0 nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com que poderemos comparar o S\u00ednodo? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? O S\u00ednodo, <em>\u201cPor uma Igreja Sinodal, comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o\u201d,<\/em> \u00e9 o nosso \u201cSalt\u00e9rio\u201d. N\u00e3o sei porque me veio esta ideia \u00e0 cabe\u00e7a. Sei apenas que o S\u00ednodo \u00e9 o nosso Salt\u00e9rio, seja enquanto instrumento musical, para ser dedilhado, tocado e escutado, seja enquanto Livro que cont\u00eam os 150 Salmos, para serem rezados e cantados nas nossas liturgias. O Hino do Jubileu da nossa Arquidiocese foi composto com base neste Salmo. Umas das dimens\u00f5es singulares deste S\u00ednodo s\u00e3o a liturgia, a celebra\u00e7\u00e3o e a espiritualidade. Espiritualidade vem de Esp\u00edrito. Muito se fale neste S\u00ednodo do Esp\u00edrito Santo. Cada a\u00e7\u00e3o, cada evento, cada encontro deste S\u00ednodo dever\u00e3o ser matizados pela liturgia, pela ora\u00e7\u00e3o, pela celebra\u00e7\u00e3o e pela espiritualidade. A conclus\u00e3o a que chegamos \u00e9 que o S\u00ednodo \u00e9 o nosso <em>Laudato Si<\/em>, nossa <em>Querida Amaz\u00f4nia<\/em> e nosso <em>Fratelli Tutti.<\/em> O S\u00ednodo, enquanto Salt\u00e9rio, \u00e9 um convite \u00e0 louva\u00e7\u00e3o, ao som de v\u00e1rios instrumentos musicais, tocados juntos, afinados, em sintonia e harmonia. A figura do maestro, do tutor, do orientador, do guardi\u00e3o, do guia espiritual e do mistagogo \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para o S\u00ednodo. \u00c9 isto que o Esp\u00edrito Santo est\u00e1 revelando \u00e0 nossa Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja nascente, na pessoa de Pedro, na casa de Corn\u00e9lio, viveu a sua par\u00e1bola, e teve que se aclimatar, adaptar e inculturar (At 10,1ss; DP 22-24). Eu aprendi no Semin\u00e1rio que devemos <em>\u201ccomer o que passa na mesa do Convento!\u201d<\/em> E para finalizar, cai bem esta conclus\u00e3o de Jesus: <em>\u201cAssim, pois, todo escriba que se torna disc\u00edpulo do Reino dos C\u00e9us \u00e9 como um pai de fam\u00edlia, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas\u201d (Mt 13,52). <\/em>Fiquemos atentos ao que o Esp\u00edrito tem a nos dizer. Bom s\u00ednodo para todos! <em>\u201cQuem tem ouvidos, ou\u00e7a!\u201d (Mt 11,15; 13,9.43).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Pedro Brito Guimar\u00e3es Arcebispo de Palmas (TO) &nbsp; \u201cCom que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que par\u00e1bola usaremos para represent\u00e1-lo? (Mc 4,30).\u00a0A par\u00e1bola \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio preferido por Jesus, comprovadamente como um instrumento pedag\u00f3gico funcional, pr\u00e1tica, \u00fatil e eficaz. 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