{"id":861310,"date":"2021-12-27T09:46:57","date_gmt":"2021-12-27T12:46:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=861310"},"modified":"2021-12-27T09:47:36","modified_gmt":"2021-12-27T12:47:36","slug":"com-maria-mae-deus-sejamos-construtores-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/com-maria-mae-deus-sejamos-construtores-da-paz\/","title":{"rendered":"Com Maria, M\u00e3e Deus, sejamos construtores da Paz!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Eurico dos Santos Veloso<br \/>\n<\/strong><strong>Arcebispo Em\u00e9rito de Juiz de Fora (MG)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia primeiro de janeiro de 2022, a liturgia coloca-nos diante de evoca\u00e7\u00f5es diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade da M\u00e3e de Deus: somos convidados a olhar a figura de Maria, aquela que, com o seu sim ao projeto de Deus, nos ofereceu a figura de Jesus, o nosso libertador. Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa S\u00e3o Paulo VI quis que, neste dia, os crist\u00e3os rezassem pela paz. Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: \u00e9 o in\u00edcio de uma caminhada percorrida de m\u00e3os dadas com esse Deus que nunca nos deixa, mas que em cada dia nos cumula da sua b\u00ean\u00e7\u00e3o e nos oferece a vida em plenitude. As leituras de hoje exploram, portanto, diversas coordenadas. Elas t\u00eam a ver com esta multiplicidade de evoca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo da hist\u00f3ria da Igreja a Solenidade de hoje enfatiza diversos aspectos do mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o. O Evangelho nos diz que foi neste dia, o oitavo depois do seu nascimento, que Jesus foi circuncidado, tornando-se um filho da primeira alian\u00e7a j\u00e1 em vista da nova e eterna alian\u00e7a que ele iria inaugurar com seu sangue na Cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura(Nm 6,22-27), sublinha-se a dimens\u00e3o da presen\u00e7a cont\u00ednua de Deus na nossa caminhada, como b\u00ean\u00e7\u00e3o que nos proporciona a vida em plenitude. A leitura traz a f\u00f3rmula da b\u00ean\u00e7\u00e3o proferida pelo sacerdote no encerramento das celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas no templo. A Igreja a prop\u00f5e na primeira celebra\u00e7\u00e3o do ano para lembrar que Deus deseja aben\u00e7oar e acompanhar seu povo ao longo de todo o ano que se inicia. A b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 desejo de vida digna para todos e de aus\u00eancia de viol\u00eancia e conflitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura(Gl 4,4-7), a liturgia evoca outra vez o amor de Deus, que enviou o seu \u201cFilho\u201d ao nosso encontro, a fim de nos libertar da escravid\u00e3o da Lei e nos tornar seus \u201cfilhos\u201d. \u00c9 nessa situa\u00e7\u00e3o privilegiada de \u201cfilhos\u201d livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-Lhe \u201cpap\u00e1\u201d. O tempo da espera, da longa expectativa, completou-se, e Deus realiza as promessas enviando o pr\u00f3prio Filho. Este nasceu sujeito \u00e0 Lei para libertar os submissos \u00e0 Lei, retirando-os da escravid\u00e3o e tornando-os filhos e filhas livres, capazes para acolher o dom do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Evangelho(Lc 2,16-21) mostra como a chegada do projeto libertador de Deus (que veio ao nosso encontro em Jesus) provoca alegria e contentamento por parte daqueles que n\u00e3o t\u00eam outra possibilidade de acesso \u00e0 salva\u00e7\u00e3o: os pobres e os d\u00e9beis. Convida-nos, tamb\u00e9m, a louvar a Deus pelo seu cuidado e amor e a testemunhar a liberta\u00e7\u00e3o de Deus aos homens. Os mensageiros de Deus trouxeram a maior e mais bela novidade aos pastores: \u201choje nasceu para v\u00f3s o Salvador, que \u00e9 o Cristo Senhor\u201d(Lc 2,11). O an\u00fancio, o sinal oferecido e, acima de tudo, o nascimento de Jesus Salvador s\u00e3o para os pastores o in\u00edcio de uma nova era. Vistos como ladr\u00f5es e \u201cgente suja\u201d, os pastores, desprezados por todos, viviam \u00e0 margem da sociedade. Entretanto, diante de Deus as coisas se invertem. O an\u00fancio n\u00e3o \u00e9 feito aos \u201cgrandes\u201d, mas aos \u00faltimos, pois \u201cos \u00faltimos se tornam os primeiros\u201d(Lc 13,30). E s\u00e3o estes \u00faltimos que \u201csubstituem\u201d os anjos. Na primeira cena do Evangelho de hoje, os pastores s\u00e3o os anunciadores: foram a Bel\u00e9m e, \u201ctendo-o visto, contaram a todos o que ouviram a respeito do menino\u201d(Lc 2,17-18). Aquilo que os anjos lhe anunciaram com exclusividade, eles divulgam para todos. A segunda cena do Evangelho de hoje(Lc 2,19-20), que d\u00e1 sentido \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da \u201cMaternidade Divina de Maria\u201d, \u00e9 a central da narrativa, mas destoa gravemente da anterior. \u201cMaria guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c0 proclama\u00e7\u00e3o entusiasta dos pastores contrasta o sil\u00eancio meditativo de Maria, medita\u00e7\u00e3o e sil\u00eancio orante. A terceira cena(Lc 2,20), retoma a primeira, evidenciando o contraste com a segunda. Agora s\u00e3o os pastores, e n\u00e3o mais os anjos, que glorificam a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto. Eles voltam para o cotidiano, mas transformados e maravilhados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, \u00e9 o modelo do crente que \u00e9 sens\u00edvel ao projeto de Deus, que sabe ler os seus sinais na hist\u00f3ria, que aceita acolher a proposta de Deus no cora\u00e7\u00e3o e que colabora com Deus na concretiza\u00e7\u00e3o do projeto divino de salva\u00e7\u00e3o para o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O Papa Francisco, em sua mensagem para o 55\u00ba. Dia Mundial da Paz, diz que: Di\u00e1logo entre as gera\u00e7\u00f5es, educa\u00e7\u00e3o e trabalho s\u00e3o as tr\u00eas estradas que levam a um \u00fanico caminho: a uma paz duradoura. Esta \u00e9 a proposta do Pont\u00edfice para 2022, na <a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/events\/event.dir.html\/content\/vaticanevents\/pt\/2021\/12\/21\/55messaggio-pace.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mensagem para o Dia Mundial da Paz<\/a> a ser celebrado no primeiro dia do novo ano. h\u00e1 mais armas hoje que na guerra fria. Construir a paz com educa\u00e7\u00e3o e trabalho. Diz o Papa Francisco que: \u00a0\u201cOxal\u00e1 sejam cada vez mais numerosas as pessoas que, sem fazer rumor, com humildade e tenacidade, se tornam dia a dia artes\u00e3s de paz. E que sempre as preceda e acompanhe a b\u00ean\u00e7\u00e3o do Deus da paz!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que nunca, \u00e9 preciso valorizar e levar a s\u00e9rio este Dia Mundial da Paz. Cada vez mais, a paz parece um sonho distante. A viol\u00eancia que vemos disseminada na sociedade \u00e9 tamb\u00e9m fruto daquela praticada nas fam\u00edlias, contra crian\u00e7as, mulheres e idosos. Somos todos convocados para sermos, em todo tempo e lugar, mensageiros da paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Maria, M\u00e3e Deus, sejamos construtores da Paz! Coloquemos sob o Altar de Deus, sob o manto de Maria, M\u00e3e de Deus, aquela que a Igreja proclama como verdadeira M\u00e3e do Verbo Encarnado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Em\u00e9rito de Juiz de Fora (MG) Neste dia primeiro de janeiro de 2022, a liturgia coloca-nos diante de evoca\u00e7\u00f5es diversas, ainda que todas importantes. 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