{"id":861339,"date":"2021-12-28T09:40:58","date_gmt":"2021-12-28T12:40:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=861339"},"modified":"2021-12-28T09:41:52","modified_gmt":"2021-12-28T12:41:52","slug":"saudade-do-tempo-natalino-da-infancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/saudade-do-tempo-natalino-da-infancia\/","title":{"rendered":"Saudade do tempo natalino da inf\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. Na hist\u00f3ria de nossa inf\u00e2ncia, certamente, todos n\u00f3s temos profundas experi\u00eancias, ligadas ao Natal, das quais temos saudade. Para alguns, a recorda\u00e7\u00e3o estar\u00e1 mais unida \u00e0s trapa\u00e7as do Papai Noel, aos presentes na fam\u00edlia ou dos padrinhos\/madrinhas e mesmo aos luminosos enfeites que n\u00e3o deixavam de encantar, sobretudo as crian\u00e7as. As fam\u00edlias se encontravam e se oferecia o que havia de melhor, pois era Natal. Na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, n\u00e3o podia tamb\u00e9m faltar, nas fam\u00edlias e na igreja da comunidade, um lindo pres\u00e9pio, acompanhado de colorido pinheirinho natural, onde se colocava, com criatividade, os melhores s\u00edmbolos da alegria natalina. Tudo revelava uma cultura crist\u00e3 e profundo sentimento religioso. Afinal, era a festa da vinda de Jesus Cristo entre n\u00f3s, na forma de uma crian\u00e7a, quando Deus se fez t\u00e3o pequeno que cabe numa manjedoura, como afirma Bento XVI (cf. VD 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revelando um pouco da experi\u00eancia pessoal, nos tempos de crian\u00e7a, recordo que o Natal era a festa mais aguardada durante todo ano. Havia, sim, hist\u00f3rias de Papai Noel, ligadas a presentes para estimular nosso bom comportamento, sobretudo de conviv\u00eancia familiar, mas o que mais nos encantava era podermos fazer, al\u00e9m dos pres\u00e9pios oficiais da igreja e da fam\u00edlia, o pequeno pres\u00e9pio das crian\u00e7as, em algum cantinho da casa, onde n\u00e3o faltava o menino Jesus, Maria e Jos\u00e9. N\u00f3s mesmos faz\u00edamos algumas ovelhinhas de barro e as pint\u00e1vamos com a tinta branca, usada para algum cal\u00e7ado das meninas. Sempre se encontrava um pequeno galho de pinheiro, com algum colorido, para honrar o Menino Jesus. Nossos pais incentivavam essa criatividade, em forma de catequese natalina, para que n\u00f3s crian\u00e7as descobr\u00edssemos o essencial do Natal: \u201cDas Christkind\u201d (O Menino Jesus). Hoje, isso nos faz lembrar o que diz o Papa Francisco: Maria e Jos\u00e9, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura, souberam transformar um curral de animais na casa de Jesus (cf. EG 286).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem \u00e9 que merece tanta aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 capaz de emocionar crian\u00e7as, jovens e adultos, at\u00e9 cora\u00e7\u00f5es insens\u00edveis? N\u00e3o existe outra resposta crist\u00e3: a vinda de Deus entre n\u00f3s, na plenitude dos tempos: \u201cA Palavra se fez carne e veio habitar entre n\u00f3s\u201d (Jo 1, 14). Em Jesus Cristo encarnado se revelou o projeto de Deus, que consiste em fazer a pessoa humana participante da sua vida divina. Com o nascimento do Menino de Bel\u00e9m a pessoa humana ganhou um rosto divino e Deus assumiu um rosto humano (cf. Bento XVI). Sem entender este mist\u00e9rio, o mundo ateu e secularizado optou, neste tempo do Natal, pelo Papai Noel, uma figura m\u00edtica ou imagin\u00e1ria, sem fundamento hist\u00f3rico, ao menos no modo como hoje \u00e9 representado. Portanto, ao se tentar substituir Jesus Cristo (\u201cChristkind\u201d = Menino Jesus) pelo Papai Noel, o \u201cPobre Velhinho\u201d torna-se uma figura enganosa, vazia de sentido teol\u00f3gico e espiritual. Um 25 de dezembro, sem a presen\u00e7a de Jesus Cristo, n\u00e3o pode ser chamado Natal crist\u00e3o, pois, como a pr\u00f3pria palavra o diz, \u00e9 o dia do nascimento. De quem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a presen\u00e7a de Jesus Cristo entre n\u00f3s, a Palavra feita carne, n\u00f3s nos tornamos irm\u00e3os e irm\u00e3s, formando a grande fam\u00edlia dos filhos e filhas de Deus. Podemos assim falar em comunidade (comum unidade) ou em fraternidade (unidade de irm\u00e3os\/\u00e3s). O Menino de Bel\u00e9m continue a ser Salvador para todos n\u00f3s, nestes tempos t\u00e3o dif\u00edceis e, por vezes, de indiferen\u00e7a a Deus e de aus\u00eancia de fraternidade com todos\/todas. Ao vivermos o verdadeiro Natal, seremos capazes de esperan\u00e7ar no Ano de 2022, que se aproxima. Por isso desejamos ainda um Feliz tempo de Natal e Aben\u00e7oado Ano Novo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul Caros diocesanos. Na hist\u00f3ria de nossa inf\u00e2ncia, certamente, todos n\u00f3s temos profundas experi\u00eancias, ligadas ao Natal, das quais temos saudade. 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