{"id":863501,"date":"2022-02-10T15:30:12","date_gmt":"2022-02-10T18:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=863501"},"modified":"2022-02-10T15:30:54","modified_gmt":"2022-02-10T18:30:54","slug":"bem-aventurados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bem-aventurados\/","title":{"rendered":"Bem-aventurados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Passo Fundo (RS)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma vida bem-aventura, feliz, bendita, aben\u00e7oada \u00e9 o desejo de todos seres humano. O desejo \u00e9 comum, por\u00e9m os caminhos escolhidos para alcan\u00e7ar a meta s\u00e3o muito variados. A liturgia dominical (Jeremias 17,5-8, Salmo 1, 1Cor\u00edntios 15,12.16-20 e Lucas 6,17.20-26) trata do tema. Lucas fala que muitos disc\u00edpulos e grande multid\u00e3o foram ao encontro de Jesus. Se estavam indo em busca dele \u00e9 porque desejavam ouvir algo para orientar a sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Numa atitude de mestre, Jesus \u201clevantou os olhos para seus disc\u00edpulos\u201d e come\u00e7ou a ensinar as Bem-aventuran\u00e7as, conhecidas tamb\u00e9m como \u201cserm\u00e3o da montanha\u201d. Para compreend\u00ea-las, aceit\u00e1-las e viv\u00ea-las se faz necess\u00e1ria uma atitude de disc\u00edpulo. O Papa Francisco na exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cSobre a chamada \u00e0 santidade no mundo atual\u201d alertava: \u201cEstas (as bem-aventuran\u00e7as) s\u00e3o como que o bilhete de identidade do crist\u00e3o. Assim, se um de n\u00f3s se questionar sobre \u201ccomo fazer para ser um bom crist\u00e3o\u201d, a resposta \u00e9 simples: \u00e9 necess\u00e1rio fazer \u2013 cada qual a ser modo \u2013 aquilo que Jesus disse no serm\u00e3o das bem-aventuran\u00e7as. <em>Nelas est\u00e1 delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia a dia da nossa vida.<\/em> (&#8230;) Estas palavras de Jesus, n\u00e3o obstante possam at\u00e9 parecer po\u00e9ticas, est\u00e3o decididamente contracorrente ao que \u00e9 habitual, \u00e0quilo que se faz na sociedade; e, embora esta mensagem de Jesus nos fascine, na realidade o mundo conduz-nos para outro estilo de vida. As bem-aventuran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o, absolutamente, um compromisso leve ou superficial; pelo contr\u00e1rio, s\u00f3 as podemos viver se o Esp\u00edrito Santo nos permear com toda a sua for\u00e7a e nos libertar da fraqueza do ego\u00edsmo, da pregui\u00e7a, do orgulho\u201d (n. 63 e 65).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lucas diz que Jesus falou para os disc\u00edpulos. Um ensinamento direcionado a quem j\u00e1 tinha uma proximidade, um conhecimento e uma intimidade com mestre. Nas bem-aventuran\u00e7as <em>est\u00e1 delineado o rosto do Mestre<\/em>, como ensina o Papa Francisco. Elas revelam quem \u00e9 Cristo. O disc\u00edpulo constantemente configura-se ao mestre no modo de pensar e no agir. Por isso, as bem-aventuran\u00e7as tamb\u00e9m descrevem os disc\u00edpulos de Jesus: s\u00e3o pobres, famintos, pac\u00edficos, que choram, odiados e perseguidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel refletir sobre todas, atenho-me a uma: \u201cBem-aventurados v\u00f3s, que agora chorais, porque havereis de rir!\u201d Segundo Bento XVI h\u00e1 duas tristezas que fazem chorar: \u201c uma que perdeu a esperan\u00e7a, que j\u00e1 n\u00e3o confia no amor nem na verdade e que por isso desagrega e arru\u00edna o homem por dentro; mas tamb\u00e9m h\u00e1 a tristeza do abalo, da como\u00e7\u00e3o provocada pela verdade e que leva o homem \u00e0 convers\u00e3o, \u00e0 resist\u00eancia contra o mal. Esta tristeza cura, porque ensina o homem a acreditar e a amar de novo\u201d (Jesus de Nazar\u00e9, p. 88).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chorar depois de cometer um pecado, chorar pela contri\u00e7\u00e3o e confiss\u00e3o do pecado se torna uma fonte de alegria e paz ou, como diz Jesus, faz \u201crir\u201d. \u00c9 um choro salutar e de cura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na mesma exorta\u00e7\u00e3o o Papa Francisco diz: \u201cA pessoa que, vendo as coisas como realmente est\u00e3o, se deixa transpassar pela afli\u00e7\u00e3o e chora no seu cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 capaz de alcan\u00e7ar as profundezas da vida e ser autenticamente feliz. Esta pessoa \u00e9 consolada, mas com a consola\u00e7\u00e3o de Jesus e n\u00e3o com a do mundo. Assim pode ter a coragem de compartilhar o sofrimento alheio, e deixa de fugir das situa\u00e7\u00f5es dolorosas. Desta forma, descobre que a vida tem sentido socorrendo o outro na sua afli\u00e7\u00e3o, compreendendo a ang\u00fastia alheia, aliviando os outros. Esta pessoa sente que o outro \u00e9 carne da sua carne, n\u00e3o teme aproximar-se at\u00e9 tocar a sua ferida, compadece-se at\u00e9 sentir que as dist\u00e2ncias s\u00e3o superadas Assim, \u00e9 poss\u00edvel acolher aquela exorta\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo: \u201cChorai com os que choram\u201d(Romanos 12,15) (n 76).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Rodolfo Lu\u00eds Weber Arcebispo de Passo Fundo (RS) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uma vida bem-aventura, feliz, bendita, aben\u00e7oada \u00e9 o desejo de todos seres humano. O desejo \u00e9 comum, por\u00e9m os caminhos escolhidos para alcan\u00e7ar a meta s\u00e3o muito variados. A liturgia dominical (Jeremias 17,5-8, Salmo 1, 1Cor\u00edntios 15,12.16-20 e Lucas 6,17.20-26) trata do tema. Lucas &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/bem-aventurados\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Bem-aventurados<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":27,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/863501"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/27"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=863501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/863501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=863501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=863501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=863501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}