{"id":864853,"date":"2022-03-08T12:03:31","date_gmt":"2022-03-08T15:03:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=864853"},"modified":"2022-03-08T12:06:47","modified_gmt":"2022-03-08T15:06:47","slug":"quaresma-e-campanha-da-fraternidade-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/quaresma-e-campanha-da-fraternidade-02\/","title":{"rendered":"Quaresma e Campanha da Fraternidade &#8211; 02"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros diocesanos. A quaresma nos prepara para a P\u00e1scoa, celebra\u00e7\u00e3o central de todo Ano Lit\u00fargico. Por isso o tempo quaresmal \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 convers\u00e3o do nosso cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 um tempo que nos faz voltar ao que assumimos em nosso batismo, sobretudo o ter-se tornado filho\/a de Deus e irm\u00e3o\/\u00e3 em Cristo, portanto, comprometidos com o mandamento do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo. A Campanha da Fraternidade \u00e9 uma forma de viver a espiritualidade quaresmal, mas esta \u00faltima n\u00e3o se reduz a ela. O apelo \u00e0 convers\u00e3o faz sair do individualismo, rompe com a indiferen\u00e7a, incentiva a viv\u00eancia da solidariedade e do di\u00e1logo como compromisso de amor. O texto-base assim se expressa: \u201c<em>A Campanha da Fraternidade tem como grande objetivo despertar a solidariedade dos fi\u00e9is em rela\u00e7\u00e3o a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solu\u00e7\u00e3o \u00e0 luz do Evangelho<\/em>\u201d (TB 3). Percebemos desta forma que o evangelho tem uma necess\u00e1ria incid\u00eancia social: \u201c<em>A P\u00e1scoa de Jesus Cristo deve nos levar, j\u00e1 nesta vida, a passar de um mundo n\u00e3o fraterno, marcado pelo pecado, nas suas express\u00f5es de injusti\u00e7as, omiss\u00f5es e opress\u00f5es, para uma sociedade de irm\u00e3os<\/em>\u201d (TB 4). \u00c9 dentro deste contexto que a Igreja deseja refletir sobre a educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds, meio indispens\u00e1vel para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais justo e fraterno: \u201c<em>Ningu\u00e9m seja exclu\u00eddo de um caminho educativo integral que humanize, promova a vida e estabele\u00e7a rela\u00e7\u00f5es de proximidade, justi\u00e7a e paz. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um indispens\u00e1vel servi\u00e7o \u00e0 vida. Ela nos ajuda a crescer na viv\u00eancia do amor, do cuidado e da fraternidade<\/em>\u201d (TB 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto-base da Campanha da Fraternidade segue o m\u00e9todo <em>escutar-discernir-agir<\/em>. Ao priorizar o <em>escutar<\/em>, destaca que esta atitude \u00e9 bem mais do que <em>ouvir<\/em>, pois a primeira atitude est\u00e1 na linha da comunica\u00e7\u00e3o e a segunda, na linha da informa\u00e7\u00e3o. Escutar sup\u00f5e proximidade que pode conduzir ao encontro, criando rela\u00e7\u00f5es e evitando a tranquila posi\u00e7\u00e3o de simples espectador: \u201c<em>Escutar \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o para falar com sabedoria e ensinar com amor<\/em>\u201d (TB 27). Importante tamb\u00e9m \u00e9 escutar a realidade, pois ela nos fala atrav\u00e9s dos acontecimentos, os quais devem ser vistos como sinais dos tempos, segundo j\u00e1 afirmava o Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II. Jesus nos ensina a escutar com os ouvidos e com o cora\u00e7\u00e3o para perceber a vontade de Deus e os caminhos que podemos escolher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aprender faz parte do ser humano, pois somos um constante <em>vir-a-ser<\/em>. N\u00e3o \u00e9 apenas uma capacidade, mas condi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria humanidade. A pandemia que estamos vivendo exige repensar nossos estilos de vida, nossas rela\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade, inclusive o sentido da nossa exist\u00eancia. Junto com avan\u00e7os, muitos problemas emergiram com maior evid\u00eancia, mesmo que j\u00e1 existissem de forma latente: a pobreza, a desigualdade social, novas formas de mis\u00e9ria e exclus\u00e3o. Estamos num tempo em que precisamos recuperar os projetos de vida, tanto individuais como sociais: \u201c<em>N\u00e3o se pode fortalecer a ilus\u00e3o de que \u00e9 fact\u00edvel pensar e construir um projeto individual de vida sem um projeto de sociedade, um projeto para todos<\/em>\u201d (TB 38). Necessitamos de um projeto social que coloque no centro a pessoa humana para um desenvolvimento integral e solid\u00e1rio, com coopera\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o das gritantes desigualdades. Neste sentido afirma o texto-base: \u201c<em>A mera soma dos interesses individuais n\u00e3o \u00e9 capaz de gerar um mundo melhor para toda humanidade<\/em>\u201d (TB 40). A recente crise da pandemia clama por uma vis\u00e3o mais humanista da educa\u00e7\u00e3o: educar para a comunh\u00e3o, com rela\u00e7\u00f5es fraternas na sociedade e com a natureza. Esse esp\u00edrito precisa envolver todos os \u00e2mbitos da educa\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o se alcan\u00e7a com um projeto educativo apenas t\u00e9cnico, pragm\u00e1tico e utilit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Alo\u00edsio Alberto Dilli Bispo de Santa Cruz do Sul (RS) \u00a0 Caros diocesanos. A quaresma nos prepara para a P\u00e1scoa, celebra\u00e7\u00e3o central de todo Ano Lit\u00fargico. 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