{"id":867257,"date":"2022-04-09T22:23:33","date_gmt":"2022-04-10T01:23:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=867257"},"modified":"2022-04-13T09:54:57","modified_gmt":"2022-04-13T12:54:57","slug":"defensor-dos-direitos-humanos-morre-aos-90-anos-o-jurista-dalmo-dallari","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/defensor-dos-direitos-humanos-morre-aos-90-anos-o-jurista-dalmo-dallari\/","title":{"rendered":"Defensor dos direitos humanos, morre aos 90 anos o jurista Dalmo Dallari"},"content":{"rendered":"<p>Dalmo Dallari (foto: Faculdade de Direito da USP)<\/p>\n<p>Uma das principais vozes na luta pelos direitos humanos durante o per\u00edodo da ditadura no Brasil, o jurista Dalmo Dallari faleceu na sexta-feira, 8, aos 90 anos de idade, em decorr\u00eancia de uma insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, conforme informado por seus familiares. Ele deixa a esposa, sete filhos, 13 netos e dois bisnetos.<\/p>\n<p>Professor Em\u00e9rito da Faculdade de Direito da USP, Dallari destacou-se em sua carreira acad\u00eamica pelos estudos sobre a Teoria Geral do Estado. Na vida social, contribuiu para a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de S\u00e3o Paulo, em 1972, a convite de Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano \u00e0 \u00e9poca, tendo sido o primeiro presidente deste organismo.<\/p>\n<p><strong>Condol\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>A Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota de condol\u00eancias.<\/p>\n<blockquote><p>A morte do Professor Dalmo Dallari, jurista e, de modo ainda mais especial, um not\u00e1vel humanista, entristece o nosso cora\u00e7\u00e3o, consternando tamb\u00e9m todos aqueles que trabalham por uma sociedade justa, solid\u00e1ria e fraterna.\u00a0 Dalmo Dallari foi um incans\u00e1vel defensor e promotor dos Direitos Humanos, com uma perspectiva bonita, que precisa inspirar as atuais e futuras gera\u00e7\u00f5es: os Direitos Humanos s\u00e3o t\u00e3o essenciais que devem ser aprendidos desde cedo, integrando as bases do processo educativo de toda pessoa.<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa de Dalmo Dallari nos causa profundo pesar, mas deve tamb\u00e9m inspirar e fortalecer sempre mais o nosso compromisso com o seu legado: trabalhar incansavelmente para que os direitos de cada pessoa sejam\u00a0 respeitados e que as manchas da exclus\u00e3o social se dissipem da sociedade. Unimos em ora\u00e7\u00e3o aos familiares e amigos do nosso admir\u00e1vel professor, jurista e humanista que jamais ser\u00e1 esquecido.<\/p>\n<p><em style=\"font-size: 16px;\">Em Cristo,<\/em><\/p>\n<p><strong style=\"font-style: inherit;\"><em>Dom Walmor Oliveira de Azevedo<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Arcebispo de Belo Horizonte, MG<br \/>\nPresidente da CNBB<\/em><\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><strong style=\"font-style: inherit;\"><em>Dom Jaime Spengler<\/em><\/strong><em><br \/>\nArcebispo de Porto Alegre, RS<br \/>\n1\u00ba Vice-Presidente da CNBB<\/em><\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><strong style=\"font-style: inherit;\"><em>Dom M\u00e1rio Ant\u00f4nio da Silva<\/em><\/strong><em><br \/>\nArcebispo eleito de Cuiab\u00e1, MT<br \/>\n<em style=\"font-weight: inherit;\">2\u00ba Vice-Presidente da CNBB<\/em><\/em><\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><strong style=\"font-style: inherit;\"><em>Dom Joel Portella Amado<\/em><\/strong><em><br \/>\nBispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ<br \/>\nSecret\u00e1rio-Geral da CNBB<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>BIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<p>Natural de Serra Negra (SP), Dalmo Dallari nasceu em 31 de dezembro de 1931 e mudou-se para a capital paulista em 1947, com sua fam\u00edlia. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo em 1953, onde concluiu o bacharelado em 1957. A partir de 1964, passou a compor o corpo docente da faculdade. Em 1986, foi escolhido para ser diretor da Faculdade de Direito, permanecendo na fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 1990.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo ditatorial no Brasil, foi uma das vozes a denunciar as atrocidades do regime, especialmente ap\u00f3s 1972 com a funda\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de S\u00e3o Paulo, atuando de modo especial na defesa dos presos e perseguidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Dallari, em 1980, ent\u00e3o presidente da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de S\u00e3o Paulo, foi convidado a proclamar uma das leituras da missa que S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II iria presidir no Brasil, no Campo de Marte, no dia 3 de julho, em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pela beatifica\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 de Anchieta, ocorrida em 22 de junho de 1980.<\/p>\n<p>No dia 2, Dallari foi ao Campo de Marte para saber detalhes dos procedimentos de sua participa\u00e7\u00e3o na missa e ao retornar para casa foi capturado e violentamente agredido. No dia seguinte, pela manh\u00e3, ele j\u00e1 conseguia falar e ser compreendido, mas n\u00e3o conseguia andar, mesmo assim pediu para ir \u00e0 missa no Campo de Marte e l\u00e1 chegou em uma ambul\u00e2ncia. O jurista fez a leitura da missa.<\/p>\n<p><strong>Jornal O S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele foi fundador e o primeiro presidente da Comiss\u00e3o Justi\u00e7a e Paz de S\u00e3o Paulo. Uma das principais vozes na luta pelos direitos humanos durante o per\u00edodo da ditadura no Brasil, o jurista Dalmo Dallari faleceu na sexta-feira, 8, aos 90 anos de idade, em decorr\u00eancia de uma insufici\u00eancia respirat\u00f3ria, conforme informado por seus familiares. Ele deixa a esposa, sete filhos, 13 netos e dois bisnetos. A CNBB emitiu nota de pesar.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":867258,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[1],"tags":[4403,4404],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/867257"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=867257"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/867257\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media\/867258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=867257"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=867257"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=867257"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}