{"id":867969,"date":"2022-04-22T18:46:29","date_gmt":"2022-04-22T21:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=867969"},"modified":"2022-04-22T18:47:17","modified_gmt":"2022-04-22T21:47:17","slug":"o-superfluo-e-a-partilha-das-coisas-em-vista-da-vida-eterna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-superfluo-e-a-partilha-das-coisas-em-vista-da-vida-eterna\/","title":{"rendered":"O sup\u00e9rfluo e a partilha das coisas em vista da vida eterna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Vital Corbellini<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Marab\u00e1 (PA)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Doutrina Social da Igreja possui uma palavra muito importante a respeito do sup\u00e9rfluo no sentido de que \u00e9 preciso repartir o excedente para com os pobres e necessitados. O sup\u00e9rfluo refere-se \u00e0s coisas que as pessoas possuem a mais, de modo que adquirir\u00e1 um valor eterno, quando elas ajudam os pobres, porque apontam para a eternidade. Neste mundo as coisas evoluem de uma forma r\u00e1pida. Uma roupa que tem valor hoje, ser\u00e1 desconsiderada amanh\u00e3, havendo outra de maior valor. No entanto a pr\u00e1tica da caridade permanece para sempre (1 Cor 13,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra sup\u00e9rfluo vem do latim <em>superfluus<\/em>, cujo significado refere-se a tudo aquilo que transborda, excede, que \u00e9 a mais, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, nem indispens\u00e1vel<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. O que se poderia fazer com tantas coisas sup\u00e9rfluas nas quais as pessoas n\u00e3o fazem mais uso ou pouco de suas coisas?! Veremos a seguir esta doutrina nos padres da Igreja a respeito do sup\u00e9rfluo, os seus pensamentos que nos ajudam na caminhada de f\u00e9, de esperan\u00e7a e de caridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Heran\u00e7a da Patrologia, Patr\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A doutrina do sup\u00e9rfluo \u00e9 uma das grandes heran\u00e7as que a tradi\u00e7\u00e3o da Patrologia e da Patr\u00edstica deixou para todas as pessoas, uma forte especifica\u00e7\u00e3o da mensagem evang\u00e9lica de Jesus Cristo e do Novo Testamento. Esta \u00e9 sempre lembrada, constituindo-se um dos imperativos do momento. Num tempo do consumismo muito forte, uma volta \u00e0s \u00e0 Tradi\u00e7\u00e3o dos primeiros s\u00e9culos do cristianismo, parece mais que necess\u00e1rio. O sup\u00e9rfluo \u00e9 objeto prim\u00e1rio da partilha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 caridade<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 sup\u00e9rfluo o que supera a necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, bispo de Constantinopla, s\u00e9culos IV e V afirmou que aquilo que supera a necessidade \u00e9 sup\u00e9rfluo e in\u00fatil. Se a pessoa caminha com um sapato maior do que o p\u00e9 de modo que a pessoa n\u00e3o a suportar\u00e1 porque impede a pessoa de caminhar. O bispo disse que se a pessoa desejar construir uma casa, n\u00e3o s\u00f3 com a inten\u00e7\u00e3o de dedic\u00e1-la sobre a terra, mas \u00e9 fundamental edificar habita\u00e7\u00f5es no c\u00e9u, para assim acolher tamb\u00e9m outras pessoas, habita\u00e7\u00f5es que nunca faltar\u00e3o a ningu\u00e9m<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A viv\u00eancia de uma forma normal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ainda S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo afirmou que \u00e9 sup\u00e9rfluo tudo aquilo que est\u00e1 al\u00e9m do que \u00e9 necess\u00e1rio. Desta forma o bispo insistia junto aos seus fi\u00e9is que quando a pessoa vive de uma forma saud\u00e1vel e honesta sem algo a mais esta vai ser colocada entre as coisas sup\u00e9rfluas. Nas coisas cotidianas como \u00e0 roupa, \u00e0 comida e \u00e0 cama, procura-se somente o necess\u00e1rio, pois aquilo que \u00e9 sup\u00e9rfluo \u00e9 in\u00fatil<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o se pode perder o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo disse tamb\u00e9m que a preocupa\u00e7\u00e3o da pessoa em acumular coisas naquilo que ultrapassa as necessidades humanas, corre-se o perigo de perder tamb\u00e9m o necess\u00e1rio. \u00c9 claro que a coisa mais necess\u00e1ria \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o, que S\u00e3o Jo\u00e3o tanto frisou pela supera\u00e7\u00e3o do seu ego\u00edsmo, e n\u00e3o negando aos necessitados quanto a eles sobra<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dar aos pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Agostinho, bispo de Hipona, s\u00e9culos IV e V afirmou que os ricos usem do pr\u00f3prio sup\u00e9rfluo para dar o necess\u00e1rio aos pobres. Quando a pessoa tem algo para comer e vestir-se j\u00e1 \u00e9 suficiente para ser uma pessoa contente e feliz. A pessoa n\u00e3o poderia ter mais daquilo que \u00e9 essencial, pois todos os outros bens que v\u00e3o al\u00e9m s\u00e3o sup\u00e9rfluos, pois o que a pessoa tem como sup\u00e9rfluo, \u00e9 o necess\u00e1rio para o pobre<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O sup\u00e9rfluo em vista da caridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Agostinho dizia tamb\u00e9m que a caridade \u00e9 dada em vista do sup\u00e9rfluo, porque realiza a palavra de Jesus de que ningu\u00e9m tem maior amor do que dar vida pelos seus amigos (Jo 15,13). O bispo disse que \u00e9 poss\u00edvel dar ao irm\u00e3o um pouco dos bens que a pessoa possui. A caridade brota no cora\u00e7\u00e3o com a abund\u00e2ncia da miseric\u00f3rdia. Desta forma \u00e9 poss\u00edvel dar o sup\u00e9rfluo ao irm\u00e3o, como forma de unidade ao amor total que \u00e9 dar a vida pelos amigos, assim como fez Jesus Cristo com toda a humanidade. O sup\u00e9rfluo faz ver a necessidade da miseric\u00f3rdia para com a pessoa que n\u00e3o tem nada para ajud\u00e1-la. O amor segue refer\u00eancia n\u00e3o pelas palavras mas ao fato, \u00e0 realidade como S\u00e3o Jo\u00e3o fala, com as obras e com a verdade (1 Jo 3,18)<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Enxugar os p\u00e9s de Jesus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Agostinho teve presentes ainda que a doutrina do sup\u00e9rfluo, pela doa\u00e7\u00e3o das coisas para as pessoas necessitadas, vem do seguimento a Jesus Cristo. Ele disse que n\u00e3o era sup\u00e9rfluo a un\u00e7\u00e3o de Maria aos p\u00e9s do Senhor e que ela enxugou os p\u00e9s dele com os seus cabelos, mas aquilo era doa\u00e7\u00e3o do melhor perfume ao corpo de Jesus em vista de sua sepultura. Se a pessoa tem algumas coisas sup\u00e9rfluas, ser\u00e1 bom fazer a partilha com os pobres e assim a pessoa enxugar\u00e1 os p\u00e9s de Jesus, porque os cabelos parecem ser o sup\u00e9rfluo do nosso corpo. Desta forma a pessoa tem como empregar os bens sup\u00e9rfluos que s\u00e3o importantes aos p\u00e9s de Jesus<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 As coisas que avan\u00e7am s\u00e3o dos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Bas\u00edlio de Cesar\u00e9ia, bispo, s\u00e9culo IV afirmou que as coisas a mais das pessoas s\u00e3o dos outros. O p\u00e3o que a pessoa ret\u00e9m pertence ao faminto, o manto que a pessoa guarda no arm\u00e1rio \u00e9 de quem est\u00e1 nu; os sapatos que apodrecem na casa da gente, pertencem ao descal\u00e7o; o dinheiro que a pessoa tem enterrado \u00e9 do necessitado. O fato \u00e9 que a pessoa faz muita injusti\u00e7a e em muito poderia socorrer os outros, os pobres e n\u00e3o \u00e9 feito para o seguidor e seguidora de Jesus Cristo<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A cria\u00e7\u00e3o foi dada para todas as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nazianzo, bispo de Constantinopla, s\u00e9culo IV disse que Deus criou as coisas para todas as pessoas. Deste ponto deriva a necessidade do sup\u00e9rfluo. Ele afirmou a import\u00e2ncia da imita\u00e7\u00e3o com Deus, porque ele fez as coisas para todas as pessoas, a terra, as fontes, os rios, os bosques. Aos p\u00e1ssaros deu o ar; a \u00e1gua aos necessitados para beber e a todos deu os elementos necess\u00e1rios para a vida. O Senhor colocou a igualdade do dom, a igualdade da natureza e mostrando junto a riqueza da sua bondade. Mas quando os seres humanos come\u00e7aram a acumular as coisas, o ouro, as roupas espl\u00eandidas, pedras preciosas, as quais tamb\u00e9m foram motivos de guerras, houve o fechamento dos cora\u00e7\u00f5es a quem era mais necessitado, e as pessoas que possu\u00edam mais n\u00e3o queriam ir ao encontro \u00e0s necessidades dos outros, nem at\u00e9 com o seu sup\u00e9rfluo<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. \u00c9 preciso voltar \u00e0 originalidade das coisas na forma como Deus criou para que todos usufruam dos bens de todos, superando o ego\u00edsmo e a falta de fraternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Partilhar com aqueles que n\u00e3o tem nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 S\u00e3o Jer\u00f4nimo, padre da Igreja, s\u00e9culos IV e V, teve presentes a partilha das coisas com as pessoas que nada possuem. Se a pessoa recebeu mais daquilo que necessita pela roupa, e alimento, ser\u00e1 fundamental distribuir \u00e0queles que n\u00e3o possuem nada<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A doutrina do sup\u00e9rfluo \u00e9 bem ligada ao evangelho de Jesus Cristo, pois ela refor\u00e7a a todos os seguidores do Senhor, a partilha, a distribui\u00e7\u00e3o para com as pessoas necessitadas. Os padres da Igreja colocam muito bem esta doutrina em vista do seguimento de Jesus para que este seja frutuoso e assim a pessoa busca a pr\u00e1tica da caridade, atrav\u00e9s do sup\u00e9rfluo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cfr. Sup\u00e8rfluo. In: <em>Il vocabolario treccani, Il Conciso.<\/em> Milano, Trento, 1998, pg. 1726.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cfr. Giordano Frosini. <em>Il Pensiero Sociale dei Padri.<\/em> Brescia, Queriniana, 1996, pg. 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cfr. San Giovanni Crisostomo.<em> PG 49,41<\/em>. In: Giordano Frosini. <em>Il Pensiero Sociale dei Padri, <\/em>pg 80.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cfr. <em>Idem<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Cfr. Giovanni Crisostomo. <em>PG 52, 416<\/em>. In:<em> Idem<\/em>, pg. 82.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Cfr. Santo Agostino. <em>Sermone 61<\/em>. In: <em>Idem<\/em>, pg. 81.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Cfr. Santo Agostino. <em>In epistolam ad Partos, PL 35, 2018<\/em>. In: <em>Idem<\/em>, pgs. 88-89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Cfr. Santo Agostino. <em>PL 35, 1760<\/em>. In: <em>Idem<\/em>, pg 82.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Cfr. Bas\u00edlio de Cesareia. <em>Homilia sobre Lucas 12, 7<\/em>. S\u00e3o Paulo, Paulus, 2015, pg. 36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Cfr. San Gregorio Nazianzeno. <em>L\u00b4amore per i poveri, PG 35, 890s<\/em>. In: <em>Idem<\/em>, pg. 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Cfr. San Girolamo. <em>PL 22,985<\/em>. In: <em>Idem<\/em>, pg 81.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Vital Corbellini Bispo de Marab\u00e1 (PA) &nbsp; \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Doutrina Social da Igreja possui uma palavra muito importante a respeito do sup\u00e9rfluo no sentido de que \u00e9 preciso repartir o excedente para com os pobres e necessitados. O sup\u00e9rfluo refere-se \u00e0s coisas que as pessoas possuem a mais, de modo que adquirir\u00e1 um valor &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-superfluo-e-a-partilha-das-coisas-em-vista-da-vida-eterna\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">O sup\u00e9rfluo e a partilha das coisas em vista da vida eterna<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/867969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=867969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/867969\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=867969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=867969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=867969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}