{"id":868631,"date":"2022-05-02T11:54:20","date_gmt":"2022-05-02T14:54:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=868631"},"modified":"2022-05-02T11:56:13","modified_gmt":"2022-05-02T14:56:13","slug":"a-terceira-aparicao-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-terceira-aparicao-de-jesus\/","title":{"rendered":"A terceira apari\u00e7\u00e3o de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Lindomar Rocha Mota<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira apari\u00e7\u00e3o de Jesus foi assim: os disc\u00edpulos estavam pescando e viram um caminhante solit\u00e1rio margeando o mar de Tiber\u00edades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um caminhante no lusco-fusco que parece ter fome, por isso incomoda os pescadores frustrados, que depois de uma noite de trabalho nada tinham logrado, se n\u00e3o cansa\u00e7o e desventura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No peito de Pedro, Jo\u00e3o, Natanael e outros que estavam juntos, aprofundava-se ainda a dor da perda do Mestre. \u00c9 bem verdade que alguns j\u00e1 haviam relatado ter se encontrado com Ele. Mas n\u00e3o parecia cred\u00edvel que seu aparecimento fosse primeiro a Maria Madalena, e a outros dois disc\u00edpulos, que nem faziam parte do grupo espec\u00edfico dos doze, tanto que j\u00e1 estavam fugindo para Ema\u00fas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Ap\u00f3stolos eram, agora, homens que pensavam ser poss\u00edvel retornar para a antiga vidao, pescadores de peixes. Mas at\u00e9 esse desejo menor \u00e9 frustrado, pois o dia j\u00e1 raiava e ainda n\u00e3o haviam pescado nada. Perderam at\u00e9 mesmo aquela habilidade, por isso, \u00e9 com humilha\u00e7\u00e3o e derrotismo not\u00f3rios que respondem \u00e0quele que lhes pedia comida: pescamos a noite toda e n\u00e3o pegamos nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles n\u00e3o sabiam ainda que aquele que pede comida \u00e9 que dar de comer. Por isso, quando chegam a praia Jesus j\u00e1 tem o fogo aceso e o peixe sobre ele. Mas antes desse fato existencial, vem o relato arrebatador da sua apari\u00e7\u00e3o, anotado por todos os lados com sutileza e afeto, pr\u00f3prio de um Mestre bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na reconcilia\u00e7\u00e3o dos pescadores com eles mesmos, Jesus indica que eles n\u00e3o perderam nenhuma habilidade, mas, sim, foram designados para outra miss\u00e3o. N\u00e3o foi Ele mesmo que disse quando os chamou: doravante voc\u00eas ser\u00e3o pescadores de homens? E subtende-se pescadores de cora\u00e7\u00f5es e de almas? N\u00e3o foi Ele mesmo que disse, voc\u00eas ser\u00e3o meus disc\u00edpulos? N\u00e3o foram eles mesmos que deixaram tudo e o seguiram?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o Jesus lhes restitui a habilidade de pescar, indicando onde deveriam jogar a rede, e, de imediato, um grito regurgitado h\u00e1 muito em suas gargantas se materializou. Na maior alegria que se podia experimentar, um deles gritou: <strong>\u00e9 o Senhor<\/strong>! Desse modo Ele apareceu pela terceira vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O continuar silencioso daquele encontro, pois ningu\u00e9m tinha coragem de lhe perguntar mais nada, o Senhor prossegue nos ensinando. Crer no indiz\u00edvel apenas porque testemunhou o poss\u00edvel ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para fazer um disc\u00edpulo. Assim j\u00e1 tinha sido questionado quando Jesus perdoou os pecados a um homem paral\u00edtico e n\u00e3o acreditaram nele, depois o curou de paralisia e ent\u00e3o creram. A quest\u00e3o aqui \u00e9 semelhante. N\u00e3o se passa do diz\u00edvel ao indiz\u00edvel. \u00c9 bem mais fact\u00edvel o contr\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 o testemunho da pesca milagrosa que torna cred\u00edvel esta apari\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resposta vem logo abaixo, em Jo\u00e3o 21,15-17, nas tr\u00eas desconcertantes perguntas que Jesus fez: <em>&#8216;Sim\u00e3o, filho de Jo\u00e3o, tu me amas mais do que estes?<\/em>&#8216; Sim\u00e3o o ama! Ele sabe bem disso. N\u00e3o foi ele que se jogou na \u00e1gua porque n\u00e3o aguentou esperar as remadas da barca que estava a pouco mais de cem metros da margem? N\u00e3o foi ele que fez a grande confiss\u00e3o de f\u00e9 que reconhecia Jesus como o Filho de Deus?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas Sim\u00e3o ainda n\u00e3o era Pedro. Para chegar a ser o que viria a ser tempos depois, ele precisaria amar a Jesus mais do que qualquer um! Precisaria am\u00e1-lo al\u00e9m de qualquer razoabilidade humana. Am\u00e1-lo a tal ponto que n\u00e3o acreditasse nem mesmo na morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o basta am\u00e1-lo! \u00c9 preciso am\u00e1-lo mais do que qualquer um, s\u00f3 assim se ter\u00e1 a coragem, de um dia, ser cingindo por outro e levado a lugares que n\u00e3o se deseja ir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como esse amor levou Pedro n\u00e3o somente a acreditar na Ressurrei\u00e7\u00e3o do Mestre, mas tamb\u00e9m na sua, Jesus aceita o seu amor, e indica que ele morrer\u00e1 por causa deste amor (Jo,21,19). Morrer\u00e1 n\u00e3o de uma morte qualquer, mas morrer\u00e1 de amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lindomar Rocha Mota Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO) &nbsp; A terceira apari\u00e7\u00e3o de Jesus foi assim: os disc\u00edpulos estavam pescando e viram um caminhante solit\u00e1rio margeando o mar de Tiber\u00edades. Um caminhante no lusco-fusco que parece ter fome, por isso incomoda os pescadores frustrados, que depois de uma noite de trabalho &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-terceira-aparicao-de-jesus\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A terceira apari\u00e7\u00e3o de Jesus<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":112,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/868631"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/112"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=868631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/868631\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=868631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=868631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=868631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}