{"id":8740,"date":"2018-01-29T00:00:00","date_gmt":"2018-01-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-testemunho-de-dom-celio\/"},"modified":"2018-01-29T00:00:00","modified_gmt":"2018-01-29T02:00:00","slug":"o-testemunho-de-dom-celio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-testemunho-de-dom-celio\/","title":{"rendered":"O testemunho de dom C\u00e9lio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo de Juiz de Fora (MG)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Certa da feliz ressurei\u00e7\u00e3o dos que morrem no Senhor, a Igreja entregou nas m\u00e3os do Pai, a 19 de janeiro de 2018, a vida, a obra e os sofrimentos de Dom C\u00e9lio de Oliveira Goulart, quarto Bispo da Diocese de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa caminhada de pouco mais de 73 anos, tendo se consagrado a Deus indivisivelmente desde a sua juventude nos caminhos de S\u00e3o Francisco de Assis, abra\u00e7ou a pobreza evang\u00e9lica, se tornou mission\u00e1rio, sacerdote do Alt\u00edssimo, serviu o P\u00e3o do C\u00e9u, pregou a Palavra, guardou intacta a f\u00e9 e espalhou o amor de Deus por muitos lugares. Chamado pela M\u00e3e Igreja ao episcopado, sucedeu os Ap\u00f3stolos em Leopoldina, depois em Cachoeiro do Itapemirim e, por fim em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sua nomea\u00e7\u00e3o para a Igreja Particular de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei, a 26 de maio de 2010, veio satisfazer sua vontade pr\u00f3pria, como me confidenciou, \u00e0 \u00e9poca, antes mesmo que se iniciasse o processo sucess\u00f3rio. Perguntei, \u00e0 ocasi\u00e3o, se ele se sentia disposto a abra\u00e7ar de cheio esta diocese com tudo o que ela representa de especial, incluindo a sua expressividade t\u00e3o extraordin\u00e1ria em arte sacra, sobretudo na m\u00fasica que guarda imenso acervo da liturgia hist\u00f3rica e sua leg\u00edtimas tradi\u00e7\u00f5es, ele me respondeu que, embora n\u00e3o tivesse o dom de cantar bonito como gostaria, o que enriqueceria a liturgia, amava muito estas tradi\u00e7\u00f5es mineiras como verdadeiros ve\u00edculos de evangeliza\u00e7\u00e3o, podendo atrav\u00e9s delas chegar aos cora\u00e7\u00f5es do povo sanjoanense, pois fora naquela hist\u00f3rica cidade que ele havia come\u00e7ado sua vida sacerdotal, t\u00e3o logo fora ordenado presb\u00edtero na Ordem dos Frades Menores, em 12 de julho de 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">P\u00f4de assim, como Bispo, reger aquela Igreja por mais de sete anos, e presidir tantas vezes as cerim\u00f4nias de beleza sem par que acontecem nesta Diocese, sobretudo na Semana Santa e a P\u00e1scoa, al\u00e9m de dar apoio a todas as demais for\u00e7as pastorais da Igreja local, at\u00e9 os \u00faltimos momentos de sua exist\u00eancia. Soube colocar em pr\u00e1tica as renova\u00e7\u00f5es do Concilio Vaticano II, \u00e0s quais amava, sem, contudo, em nada prejudicar as cerimonias hist\u00f3ricas, art\u00edsticas e piedosas desta terra, que, com todo direito, pode ser destacada como capital da M\u00fasica Sacra no Brasil. Esta foi uma das virtudes deste Pastor admir\u00e1vel, pois o Conc\u00edlio Vaticano II n\u00e3o quis destruir nada, mas apenas acrescentar sem ferir, renovar sem demolir. Isto est\u00e1 de fato impresso na Constitui\u00e7\u00e3o Conciliar Sacrosanctum Concilium, quando diz: Havendo em almas regi\u00f5es&#8230;povos que t\u00eam uma tradi\u00e7\u00e3o musical pr\u00f3pria, a qual desempenha importante fun\u00e7\u00e3o em sua vida religiosa e social, a esta m\u00fasica se deem a devida estima\u00e7\u00e3o e o lugar conveniente, tanto para lhes formar o senso religioso, quanto para adaptar o culto \u00e0 sua mentalidade\u201d (SC 119).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Frade da Prov\u00edncia de Santa Cruz, teve sua vida marcada pela for\u00e7a deste s\u00edmbolo. Nasceu no dia 14 de setembro, dia da Exalta\u00e7\u00e3o da Santa Cruz; escolheu para lema de seu episcopado \u201cCrux Dei Virtus Est\u201d (A Cruz \u00e9 a for\u00e7a de Deus). Como gesto misterioso do amor divino, foi-lhe concedido experimentar a expressividade deste lema no \u00faltimo ano de sua vida, quando lutou na f\u00e9 contra um c\u00e2ncer no p\u00e2ncreas, e muito intensamente no \u00faltimo m\u00eas no leito hospitalar. Ao entrar da madrugada da terceira sexta-feira do tempo comum da liturgia crist\u00e3, dia penitencial em todo o ano, recordando a cruz redentora de Cristo, \u00e0s v\u00e9speras da liturgia do Mart\u00edrio de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, o Pai o aliviou dos seus sofrimentos, chamando-o ao seu feliz conv\u00edcio na eternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Crux Spes Nostra! Na cruz est\u00e1 de fato nossa esperan\u00e7a, pois se \u00e9 sinal de loucura para os pag\u00e3os, para n\u00f3s \u00e9 sinal inconteste de vit\u00f3ria (cf I Cor 1, 23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Descanse em paz, na presen\u00e7a serena do Alt\u00edssimo, \u00f3 fidel\u00edssimo Pastor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Gil Ant\u00f4nio Moreira Arcebispo de Juiz de Fora (MG) &nbsp; Certa da feliz ressurei\u00e7\u00e3o dos que morrem no Senhor, a Igreja entregou nas m\u00e3os do Pai, a 19 de janeiro de 2018, a vida, a obra e os sofrimentos de Dom C\u00e9lio de Oliveira Goulart, quarto Bispo da Diocese de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei. &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-testemunho-de-dom-celio\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">O testemunho de dom C\u00e9lio<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8740"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=8740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/8740\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=8740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=8740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=8740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}