{"id":8780,"date":"2018-02-01T00:00:00","date_gmt":"2018-02-01T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-extremo-amor-de-cristo\/"},"modified":"2018-02-01T00:00:00","modified_gmt":"2018-02-01T02:00:00","slug":"o-extremo-amor-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-extremo-amor-de-cristo\/","title":{"rendered":"O extremo amor de Cristo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>Dom Manoel Delson<\/strong><br \/>\n<strong>Arcebispo Metropolitano da Para\u00edba<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida humana \u00e9 marcada pela bonita condi\u00e7\u00e3o do desejo de amar e de ser amado. O amor \u00e9 sempre uma chamada que deve perpassar as mais variadas rela\u00e7\u00f5es que nos cercam, e mais: podemos encher o mundo com o amor. Mas como nos custa amar, quantos equ\u00edvocos e fal\u00eancias devem constatar-se no exerc\u00edcio do amor. O amor \u00e9 sempre uma possibilidade que insiste em reviver dentro e fora de n\u00f3s. As palavras de Jesus sempre nos colocam na confian\u00e7a do amor verdadeiro. E qual a origem do amor humano? Que devemos fazer para exercit\u00e1-lo em nossas rela\u00e7\u00f5es, tornando-as sadias? Faz-se oportuno tomar em conta as Sagradas Escrituras para melhor significar o aut\u00eantico sentido da arte de amar e de ser amado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vivemos em sociedades cada vez mais marcadas pela busca de si e de autorreferencialismos. Sem querer insistir na vis\u00e3o negativa das rela\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas, o amor parece ter exilado-se de nosso meio. As nossas rela\u00e7\u00f5es, no geral, parecem doentias. O amor humano deve partir sempre do amor de Cristo, pois este \u00e9 fiel e forte, capaz de gerar a verdadeira paz e alegria, capaz ainda de unir pessoas na liberdade e no respeito m\u00fatuo. Um dos textos b\u00edblicos mais belos sobre a altura do amor encontra-se no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, cap\u00edtulo 13: \u201cAntes da festa da P\u00e1scoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou at\u00e9 ao extremo o seu amor por eles\u201d. Percebe-se nestes fatos da \u00daltima Ceia de Jesus com seus disc\u00edpulos um modelo convincente da medida do dar e do receber amor. S\u00e3o Jo\u00e3o narra que Cristo, no contexto da p\u00e1scoa judaica, ama os seus que est\u00e3o no mundo, e os ama at\u00e9 a medida da extremidade, ou seja, sem reservas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A origem da medida do amor humano deve partir do extremo amor de Cristo. O crist\u00e3o jamais pode pretender amar sem o aspecto fundamental da cruz. Jesus fora capaz, na medida de seu amor, de transformar o ato da morte num ato de doa\u00e7\u00e3o, de amor que se ocupa com o \u00faltimo lugar, que vai at\u00e9 o fim. O rem\u00e9dio para tanta incapacidade de amar gratuitamente est\u00e1 na ades\u00e3o livre pelo servi\u00e7o ao outro, como nosso Salvador fizera. Adoecemos nas rela\u00e7\u00f5es porque absolutizamos as nossas necessidades em detrimento do \u201cn\u00e3o olhar\u201d para as necessidades dos irm\u00e3os &#8211; preferimos viver centralizados em n\u00f3s mesmos e nas dores. O segredo que marca a autenticidade do amor crist\u00e3o no conv\u00edvio humano passa pelo esquecimento de si &#8211; as p\u00e1ginas do Evangelho n\u00e3o conhecem outra l\u00f3gica!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Manoel Delson Arcebispo Metropolitano da Para\u00edba A vida humana \u00e9 marcada pela bonita condi\u00e7\u00e3o do desejo de amar e de ser amado. 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