{"id":8980,"date":"2018-03-04T00:00:00","date_gmt":"2018-03-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/violencia-e-dignidade\/"},"modified":"2018-03-04T00:00:00","modified_gmt":"2018-03-04T03:00:00","slug":"violencia-e-dignidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/violencia-e-dignidade\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia e Dignidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Jos\u00e9 Gislon<br \/>\n<\/strong><strong>Bispo de Erexim<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estimados Diocesanos! A Quaresma \u00e9 um tempo especial na vida do crist\u00e3o. Ele nos fala de compaix\u00e3o e convers\u00e3o a partir do olhar da miseric\u00f3rdia de Deus. Nesta Quaresma, a Campanha da Fraternidade com o tema: \u201cFraternidade e supera\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia\u201d, nos convida a olharmos a realidade social e fraterna que faz parte da nossa vida pessoal, familiar e comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A viol\u00eancia que assola o nosso pa\u00eds n\u00e3o pode ser vista ou entendida como uma realidade que atinge s\u00f3 a vida do outro, a cidade vizinha, ou aquela realidade que est\u00e1 bem distante da minha vida ou do lugar onde vivo. Deve ser considerada como um fato que atinge a todos n\u00f3s em contextos muitas vezes isolados, mas tamb\u00e9m como comunidade. A atitude de indiferen\u00e7a n\u00e3o pode estar no cora\u00e7\u00e3o de quem tem f\u00e9 e acredita em Deus como fonte origin\u00e1ria da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No pr\u00f3ximo dia 8, quinta-feira, estaremos comemorando o Dia Internacional da Mulher. Uma das formas mais perversas da viol\u00eancia, que tem crescido muito em nosso pa\u00eds, ocorre contra a mulher dentro do pr\u00f3prio lar. Como pode haver dignidade de vida numa fam\u00edlia, se a m\u00e3e que representa a ternura, que acolhe a vida, \u00e9 a que sofre viol\u00eancia? A agress\u00e3o contra a mulher \u00e9 um dos casos em que parece explicitar-se o car\u00e1ter cultural da viol\u00eancia que atinge a nossa sociedade. Soma-se a isso um fator cultural ainda bastante arraigado, nos centros urbanos e nas realidades mais remotas do nosso pa\u00eds, de que a mulher \u00e9 um ser visto mais como propriedade do marido ou do parceiro do que pessoa com\u00a0 sua dignidade e seus direitos a serem respeitados tamb\u00e9m perante a lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A viol\u00eancia dom\u00e9stica, perpetrada contra a mulher, m\u00e3e e irm\u00e3s, tende a propagar nos filhos a mentalidade de que agredir a \u201cmulher\u201d \u00e9 normal, uma forma de dominar pela viol\u00eancia e pelo medo, que imp\u00f5e o sil\u00eancio a quem \u00e9 agredido, tornando-o ref\u00e9m de um c\u00edrculo vicioso que oprime a vida e a dignidade da v\u00edtima. Quando isso acontece e a pessoa agredida n\u00e3o tem a coragem ou os meios para fazer a den\u00fancia, acaba tornando-se prisioneira na sua pr\u00f3pria casa, no lar que um dia sonhou em construir para ser um espa\u00e7o de amor, de compaix\u00e3o para acolher e proteger a vida com a sua dignidade humana e divina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Jos\u00e9 Gislon Bispo de Erexim &nbsp; Estimados Diocesanos! A Quaresma \u00e9 um tempo especial na vida do crist\u00e3o. Ele nos fala de compaix\u00e3o e convers\u00e3o a partir do olhar da miseric\u00f3rdia de Deus. 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