{"id":8983,"date":"2018-03-01T00:00:00","date_gmt":"2018-03-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ouvi-o-clamor-deste-povo\/"},"modified":"2018-03-01T00:00:00","modified_gmt":"2018-03-01T03:00:00","slug":"ouvi-o-clamor-deste-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ouvi-o-clamor-deste-povo\/","title":{"rendered":"Ouvi o clamor deste povo!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong>Dom Roberto Francisco Ferreria Paz<\/strong><br \/>\n<strong>Bispo de Campos (RJ)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com este lema, que intitula esta reflex\u00e3o, a CNBB lan\u00e7ava a Campanha da Fraternidade 1988, com o tema: A Fraternidade e o Negro, no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. Colocava-se, muito claramente, no objetivo geral, assumir com redobrado empenho a nobre luta pela justi\u00e7a e contra qualquer tipo de preconceito, racismo e ou discrimina\u00e7\u00e3o. A respeito, o Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II se expressava na mensagem por ocasi\u00e3o da abertura:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Campanha visa a anima\u00e7\u00e3o pastoral da Quaresma, centrada no tema: a Igreja do Negro. Trata-se de larga faixa da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Comemoramos, neste ano, a chamado Lei \u00c1urea, e h\u00e1 uma problem\u00e1tica que merece solicitude pastoral, inspirado por crit\u00e9rios evang\u00e9licos, aderente e fiel \u00e0 doutrina da Igreja acerca da dignidade da pessoa humana e da promo\u00e7\u00e3o dos seus direitos e tendo em vista o bem comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste campo, a Igreja repetiu a sua doutrina de sempre no Conc\u00edlio Vaticano II nomeando, entre uma s\u00e9rie de coisas infames , a escravid\u00e3o, contr\u00e1ria ao Evangelho, que anuncia e proclama a liberdade para todos os homens, sem exce\u00e7\u00e3o, e explicar que a escravid\u00e3o tem a sua raz\u00e3o \u00faltima no pecado, e que t\u00eam a mesma origem os fermentos de \u00f3dio e de divis\u00e3o, que alimentam os preconceitos raciais e sua prolifera\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es conflituosas e em discrimina\u00e7\u00f5es e marginaliza\u00e7\u00f5es (cf. GS, nn. 27,29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trinta anos se passaram e, na atual Campanha da Fraternidade, no texto base no n\u00ba 74, se afirma: A viol\u00eancia racial no Brasil \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que faz supor uma forte correla\u00e7\u00e3o entre as tr\u00eas formas de viol\u00eancia: direta, estrutural e cultural. Os casos de viol\u00eancia direta parecem ser o resultado mais concreto e evidente de quest\u00f5es socioecon\u00f4micas hist\u00f3ricas, al\u00e9m de deixarem entrever representa\u00e7\u00f5es culturalmente produzidas e j\u00e1 naturalizadas a respeito da popula\u00e7\u00e3o negra, do \u00edndio, dos migrantes e, mais recentemente, tamb\u00e9m do imigrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0O que podemos salientar \u00e9 que embora tenhamos avan\u00e7ado em pol\u00edticas p\u00fablicas afirmativas dos direitos dos irm\u00e3os(\u00e3s) negros(as), e ampliado os espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o eclesial e pastoral, a exclus\u00e3o e a desigualdade s\u00e3o ainda uma d\u00edvida e uma brecha profunda que deixa essa popula\u00e7\u00e3o a merc\u00ea da intoler\u00e2ncia e da injusti\u00e7a. Que o Deus da miseric\u00f3rdia e da inclus\u00e3o fraterna nos estimule a construir e edificar uma sociedade sem viol\u00eancia e sem discrimina\u00e7\u00f5es odiosas. V\u00f3s sois todos irm\u00e3os!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Roberto Francisco Ferreria Paz Bispo de Campos (RJ) &nbsp; Com este lema, que intitula esta reflex\u00e3o, a CNBB lan\u00e7ava a Campanha da Fraternidade 1988, com o tema: A Fraternidade e o Negro, no centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. 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